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2024-07-19

NP 4457: Sistemas de Gestão de Inovação... Águeda continua dinâmica!


Ontem foi dia de regressar a Águeda.

Águeda continua com uma dinâmica assinalável.

Fui à Zona Industrial do Casarão (a qual não conhecia) e está a ganhar uma dimensão enorme.

Um dia a trabalhar intensamente a Inovação numa empresa que me deixou uma excelente impressão.

Gente dinâmica, com pensamento critico e com vontade de debater os temas que abordamos, com intensidade e vigor, numa empresa que está a fazer um bom trabalho e a lançar novas soluções para o mercado.

Os temas mais polémicos e debatidos foram as iniciativas de inovação, a gestão das partes interessadas e o orçamento para a inovação.

Mesmo sendo dia de ressaca de Mano Chao, que foi ao Agitágueda, o dia foi bastante proveitoso.hashtag

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2013-12-04

Sapatos portugueses em alta


Já nenhum de nós tem dúvidas da importância da Inovação. Mas também sabemos que a Inovação é reforçada pelo reconhecimento. Reconhecimento foi o que sucedeu com o Prémio Europeu de Promoção Empresarial, na categoria de Apoio à Internacionalização das Empresas, em que os sapatos portugueses, com uma crescente afirmação no panorama internacional, ficaram à frente do consolidado champagne francês.

Este prémio é uma prova que a Inovação é fundamental, mas demonstra outro aspeto relevante na afirmação de um setor: a importância das parcerias e do trabalho entre diferentes entidades para uma finalidade comum. Não sendo uma caraterística natural dos portugueses, a sua capacidade de trabalhar em conjunto para além das fronteiras da sua organização, consideramos que este prémio é uma forma de mostrar que as alianças potenciam, de forma inquestionável, o alcance de objetivos mais ambiciosos. É caso para citar Miguel de Cervantes e dizer que "o Céu é o limite". É caso para dizer que a APICCAPS está a provar que "o céu é o limite". Que se utilize este exemplo para dinamizar outras setores com dificuldade, mas com enorme potencial de sucesso. Que se utilize este exemplo para que se acredite que é possível. Mas não basta acreditar. Há que meter mãos à obra e fazer acontecer, como têm feito neste século os atores da indústria do calçado.



"Calçado português ou champagne francês? E o grande vencedor é... nacional. Ambos estavam em confronto no Prémio Europeu de Promoção Empresarial, na categoria de Apoio à Internacionalização das Empresas, e o vencedor foram mesmo os sapatos portugueses. O prémio é uma iniciativa da Comissão Europeia que pretende distinguir as melhores práticas empresariais. A entrega de prémios decorre em Vilnius, na Lituânia.
Estiveram a concurso mais de oitocentos projetos, de 28 países, incluindo a Turquia e a Sérvia, e o "Portuguese shoes: the sexiest industry in Europe" estava na short-list de 19 finalistas, em concorrência direta com a região de Champagne-Ardenne na categoria de Apoio a Internacionalização das Empresas.  Portugal foi o país que apresentou maior número de projetos candidatos, num total de 56.
Dinamizados em Portugal pelo IAPMEI, os Prémios Europeus de Promoção Empresarial (European Enterprise Promotion Awards) são um projeto da Comissão Europeia, que visa potenciar a divulgação de atividades reconhecidas como boas práticas no âmbito da promoção da iniciativa empresarial. 
São seis as categorias a concurso: promoção do empreendedorismo; investimento nas competências empreendedoras; desenvolvimento do ambiente empresarial; apoio à internacionalização; apoio ao desenvolvimento de mercados ecológicos; e empreendedorismo responsável e inclusivo.
“Portuguese Shoes: Designed by the Future” é o slogan da campanha desenvolvida pela Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado (APICCAPS) em parceria com a Academia de Design e Calçado, e que ajudou a promover 120 pequenas e médias empresas em feiras de todo o mundo, promovendo o calçado português como sofisticado e inovador. “Em resultado desta estratégia, as exportações cresceram mais de 20% nos últimos dois anos”, salienta Bruxelas.
O concorrente derrotado era a iniciativa International Relays, que visa apoiar técnica e financeiramente as empresas da região de Champagne-Ardenne, capacitando-as para implementar uma estratégia de desenvolvimento comercial de longo prazo vocacionada para os mercados externos. O projeto permitiu não só que sete em cada dez PME aumentassem a sua competitividade, mas que também cem  empresas da região “implementassem uma atividade de exportação eficaz”. 
Esta é a quinta edição dos Prémios Europeus de Promoção Empresarial, e Portugal já trouxe galardões para casa  outras duas vezes. Aconteceu em 2006, com o projeto “Empresa na Hora”, em que Portugal ganhou o prémio Redução da Burocracia; e, em 2012, com o projeto “Douro Boys”, uma associação de cinco pequenos produtores da região do Douro (Niepoort, Quinta do Crasto, Quinta do Vale Meão, Quinta do Vallado, Quinta Vale D. Maria), para implementação de estratégia de promoção das suas marcas em mercados externos.

Portugal foi o país que apresentou maior número de projetos, no conjunto dos 32 países participantes; teve 56 projetos a concurso, seguido do Reino Unidos, com 42, e da Alemanha, com 37.
in Dinheiro Vivo"
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2012-03-03

João Garcia: alpinismo, necessidade e engenho




A que sabe o chocolate? Chocolate: o talento nas organizações + João Garcia!

Com temáticas interessantes e atuais, tive a oportunidade de ouvir o alpinista João Garcia. Tem uma história de vida completamente fascinante. Digna de um filme. O que conto aqui, contado pelo João Garcia na primeira pessoa, é muito mais emocionante. Temos à nossa frente o homem que viveu as situações e ultrapassou os obstáculos. É uma oportunidade extraordinária poder escutar alguém com esta experiência de vida. Parecia estar a reviver leituras de aventureiros que exploravam muito do mundo desconhecido, em diferentes épocas da história. 

O João Garcia percebeu, desde cedo, que seria um aventureiro.  O apelo pela aventura já era grande, aos quinze anos, e mantém-se. Começou com uma viagem de bicicleta de 4 dias à Serra da Estrela, e continua com projetos interessantes para o futuro. Pratica um desporto em que os limites são experimentados frequentemente. A integridade física e a própria vida podem ser postas em causa, como consequência de menor preparação ou falta de planeamento (entre outros fatores). Desde cedo que identificou a sua criatividade e capacidade de pôr essa criatividade em prática. 

Uma das várias histórias que partilhou connosco e que me fascinou, resultou da sua necessidade de aproveitar os media financiar as suas aventuras. O primeiro contato direto e intenso com a imprensa, resultou do seu falhanço na escalada do monte Everest, em 1999. Foi o catapultar do seu mediatismo, embora pelas piores razões. Todas as vezes que tivera sucesso não tinham atraído a imprensa. Agora que falhara, que havia drama e sangue, a imprensa apareceu e não o largou. Depois de resolver esse problema consigo próprio, e encurtando o percurso de alguns anos a algumas linhas, resolveu o problema da imprensa consigo próprio. A imprensa é importante para o atingir os patrocínios que são importantes para atingir os seus objetivos.

A inovação 
Depois de obter o patrocínio de um banco, precisava de manter a "chama do interesse" da imprensa acesa. Mas o facto de ir alcançando os cumes a que se tinha proposto, fez com que a vitória, o alcance do cume, deixasse de ser motivo de notícia, passando a ser rotina. Como o próprio citou, "Good news, no news". João Garcia apercebeu-se que tinha que fazer alguma coisa. Uma das situações, passava por levar uma câmara de filmar durante o processo de subida ao cume. Assim, as imagens seriam disponibilizadas muito mais rapidamente e não teria alguns dos problemas de recuperação por que passou, quando teve a necessidade de passar rapidamente as imagens para a imprensa. Mas o material de filmagem era muito pesado. Conta que falou com algumas pessoas e abordou a FEUP para o desenvolvimento de material que poderia ter um peso máximo de 200g, de forma a não interferir com o seu desempenho, desafio que foi rapidamente aceite e alcançado. Consegui-se passar da necessidade de utilização de equipamento pesado, para a utilização de equipamento leve, que permitia o envio de imagens do cume para o acampamento base, de forma a que o jornalista editasse as imagens e pudesse fazer o "direto", respondendo ao mediatismo que a sociedade atual exige, e assegurando a maior satisfação dos patrocinadores.

2011-01-14

Open Innovation

O conceito de open innovation é relativamente novo, e trás para os domínios da inovação toda a plenitude da expressão “A união faz a força”.
Sempre que uma organização decide envergar pelos caminhos da inovação depara-se com uma etapa crucial que consiste em gerar, recolher e gerir ideias que estarão na génese da dita inovação. Esta etapa é, regra geral, uma dor de cabeça para as nossas organizações. Em grande parte creio, porque concebem nas suas cabeças um processo de inovação fechado, onde o desenvolvimento e marketing de novos produtos, processos e modelos de negócios ocorre dentro dos limites da organização. Este modelo de inovação assume que as pessoas mais competentes e inteligentes trabalham para nós, o que não é necessariamente verdade.
Nos últimos anos a mobilidade e disponibilidade de pessoas com um nível de educação superior têm aumentado, como resultado, uma grande quantidade de conhecimento existe hoje fora dos grandes centros de investigação das grandes organizações, adicionalmente, quando um pessoa muda de emprego leva consigo uma grande quantidade de conhecimento gerando fluxos de conhecimento entre empresas.
Tomado consciência destes factos concluímos facilmente que nem todas as pessoas inteligentes trabalham para nós e que precisamos de trabalhar com outras pessoas que não pertencem à nossa organização. Temos necessidade de abrir as portas à inovação.
É por isso que assistimos hoje um número crescente de organizações que procuram outras formas de aumentar a eficiência e eficácia dos seus processos de inovação através da busca activa de tecnologia e ideias fora dos seus limites organizacionais, trabalhando em cooperação com outras organizações, fornecedores e concorrentes de forma a criar valor.
Aqui ficam dois excelentes exemplos deste conceito de “Open Innovation” que partem de outras duas grandes organizações
Google:
Do you have a good idea for an experiment that you'd like to share with the world?
To help make today's young scientists the rock stars of tomorrow, in partnership with CERN, The LEGO Group, National Geographic and Scientific American, we're introducing the first global online science competition: the Google Science Fair
http://www.google.com/events/sciencefair/index.html

HP:
HP Labs’ Open Innovation Office pursues and coordinates research collaborations with top researchers and entrepreneurs in academia, government and business around the world. It ensures joint research endeavors result in high-impact research that meets HP and its partners’ scientific and business objectives.

The office consists of a global team, bringing together expertise from around the world to foster discovery and address important issues; connecting the world’s leading researchers, scientists, and entrepreneurs through ground-breaking programs; and collaborating with them to tackle the next generation of breakthrough technologies
http://www.hpl.hp.com/open_innovation/

Referencias: Chesbrough, H. (2003), "Open Innovation: The New Imperative for Creating and Profiting from Technology", Harvard Business School Press.