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2016-12-02

lavandarias self-service fazem bem ao ego!


O inverno traz-nos a necessidade de frequentar sítios diferentes... 
Um desses locais é a lavandaria self-service. Não tanto pela lavandaria, mas pela secagem! Secar roupa nesta época é difícil, e estes espaços contribuem muito para o bom desempenho doméstico... O que quer que isso signifique!

É interessante como as lavandarias self-service podem ser um lugar social. Ali, já falei com pessoas geograficamente próximas com as quais, dificilmente teria oportunidade e disponibilidade de falar (e elas comigo). Conhecem-se histórias que vão do encantador ao horripilante. A última vez, o caso foi diferente e classifica-a no âmbito das encantadoras. 

Encontrei a Rita, a quem dei formação numa associação há cerca de um ano. Essa formação permitiu conhecer pessoas interessantes com quem eu, ainda hoje, mantenho o contacto e com as quais estou, com alguma regularidade. A Rita é uma pessoa "boa onda" com imensa positividade! É também professora e advogada. Por tudo isto, quando nos encontramos e ela me disse com grande entusiasmo que tinha adorado a minha formação (já foi há mais de um ano) e que ainda hoje vai rever e usa conceitos e ferramentas que experimentamos naqueles dias, fez-me ganhar o dia. Já tinha o dia ganho por muios motivos. No entanto, quando alguém que conhece métodos pedagógicos, que está num grupo de pessoas qu se importam com valores e os debatem de várias formas, incluindo jogos e dinâmicas variadas, nos elogia duma forma tão efusiva e com alegria e inceridade nos olhos, logo, na alma, só podemos dizer que já temos o dia ganho. A acrescentar a tudo isto (como se fose pouco), ainda me pediu que a informasse de outras atividades... Claro que SIM. Por isso, associei-a ao grupo do facebook Sim! Simplificar, Inovar e Melhorar. Espero para breve a participação da Rita noutras formações! E como gostava que os meus workshops/formações ajudassem as pessoas a conhecer e usufruir de mais ferramentas que lhe facilitem a vida! 

Também tu foste fonte de motivação para estar sempre a melhorar as minhas sessões... 
E a ir mais vezes secar a roupa!! nunca se sabe quando trazemos roupa seca e o ego inflamado!
SIM, porque ir a lavandarias self-service pode fazer muito bem ao ego...

Obrigado Rita!

2015-07-11

50 sombras de Grey * mobiliário português em alta



Como podem os nossos produtos marcar presença a nível global? A resposta é complexa, no entanto, há exemplos que nos ajudam a crer nessa possibilidade e que devem ser analisados para perceber como acontece!

As Cinquenta Sombras de Grey é um best-seller (livro/trilogia) que alcançou uma dimensão global. Esta obra, traduzida em vários idiomas, vendeu mais de 100 milhões de cópias (será que já foi traduzido para mirandês?), estando nos lugares de topo de vendas de sempre.
Foi também adaptada ao cinema, causando grande celeuma e posições extremas sobre temas habitualmente tabus para a sociedade. Um casal improvável com uma relação invulgar (penso eu) que atrai muita gente mais pelo sexo do que pela parte psicológica da relação (presumo eu).
Hoje, o que nos interessa mesmo, é o filme. Depois de todo o burburinho, balbúrdia e banzé à volta do filme, e depois da cinza ter assentado, é interessante fazer uma análise aos benefícios que o filme trouxeram para Portugal.
Podemos analisar as 50 sombras de vários ângulos: sociológico, psicológico, antropológico ou até epistemológico.
Não entrando por qualquer destes potenciais ângulos, é interessante analisar outro aspeto: o marketing. O apartamento de luxo de Mr. Grey foi, maioritariamente, mobilado por marcas portuguesas. Sim, marcas portuguesas!! 
Brutal, certo?
As marcas presentes foram Boca do Lobo, Brabbu, Delightfull e Koket do Grupo Menina Design. Como é que estas marcas lá chegaram? Como chegaram a estes estúdios gigantes do cinema mundial? Não conhecendo os processos em si, houve um facto determinante. Estas marcas falaram alto! Mostraram os seus produtos em locais onde poderiam estar potenciais clientes. Esta oportunidade levou-as a muitos potenciais clientes com uma presença relacionada com emoções muito fortes.
Fazendo de novo a questão: mas como lá chegaram? Não sei. O que sei é que saíram do seu ninho e voaram para longe, dizendo em voz alta a todos o que faziam. Não ficaram à espera que o telefone tocasse ou que alguém notasse a qualidade e design dos seus produtos, mas foram para os locais certos dizer em voz alta que tinham produtos interessantes e de alto gabarito. Ultrapassaram a tendência portuguesa da excessiva modéstia ou de complexo difíceis de explicar e criaram oportunidades.
Desta forma, uma empresa de Rio Tinto promoveu a sua marca globalmente, com custos muito abaixo dos que teria com qualquer campanha programada.
Seja por acaso ou por outro motivo qualquer, é um caso que demonstra que "a sorte dá muito trabalho", "quanto mais trabalho, mais sorte tenho" e ainda que "sorte é quando a preparação encontra a oportunidade."!
É bom perceber que, independentemente da localização, da dimensão ou de ser Português ou não, é possível estar no topo da agenda mundial! 
Haja Trabalho!
Haja Alegria!
Haja Criatividade!
Haja Capacidade de Arriscar! e, já agora, 
Haja um golpe de sorte!

Ler mais: 

2013-05-31

Mortos pelas suas invenções

Normalmente, os grandes "inventores" são conhecidos pelo reconhecimento de uma "invenção", ou de uma descoberta. É normal terem muitas horas de trabalho antes de uma descoberta. Nem sempre a descoberta vai ao encontro da finalidade inicial. Há vários casos de descobertas que são feitas por acaso, ou aproveitando resultados que não estavam previstos. Neste caso, pode-se ver sempre a questão pela abordagem que se quiser: Azar, não alcançamos os resultados pretendidos; ou espetáculo, não encontrámos o que andávamos à procura, mas fomos premiados com algo verdadeiramente surpreendente. É bom ter destas surpresas. Pessoalmente, gosto desta última abordagem. Aproveitar o que a vida nos dá, mesmo sabendo que apenas com muito trabalho poderá permitir ter esta sorte toda.

Há, no entanto, casos dramáticos na procura de "novos mundos". A revista sábado fez uma crónica interessante sobre inventores que foram mortos pelas suas invenções. Listo cinco dessas situações:

* Pára-Quedas: Em 1912, com apenas 33 anos, o austríaco Franz Reichelt não resistiu a um salto da Torre Eiffel quando experimentava um pára-quedas para pilotos se ejectarem, quando os aviões estivessem danificados. Ensaios anteriores tinham sido bem-sucedidos e por isso Reichelt quis testar a sua invenção.

* Aviões: O criador do primeiro avião de metal, Aurel Vlaicu, morreu ao tentar sobrevoar as montanhas dos Cárpatos, na Roménia. O inventor romeno criou a aeronave Vlaicu II, em forma de flecha, em 1913.

* Combóio: O inventor lituano Valerian Abakovsky fez o primeiro comboio de alta velocidade, chamado Aerowagon e impulsionado por uma hélice. Morreu no regresso a Moscovo, em 1928, depois de um ensaio que até tinha corrido bem. Outros cinco passageiros faleceram.

* Transfusões: Alexander Bogdanov começou a experimentar transfusões de sangue em 1924, esperando alcançar a vida eterna ou rejuvenescer. Depois de onze transfusões, a visão melhorou, mas uma última toma matou-o. O sangue era de um estudante que sofria de malária e tuberculose.

* Radio: É da autoria de Sabin Arnold von Sochocky a primeira pintura luminosa à base de radium. No iníco do século XX muita gente usava relógios e outros adereços marcados com radium para que se visse no escuro. Muita gente também morria contaminada com a mesma substância. Foi o que aconteceu com o seu inventor, que foi intoxicado.

Ler mais em: Sábado: mortos pelas suas invenções






2012-03-04

João Magalhães: o número mágico para o sucesso!

A experiência medida em horas de voo
A que sabe o chocolate? Chocolate: o talento nas organizações + João Magalhães!

O João Magalhães, por enquanto, não é tão mediático como o João Garcia. Mas é igualmente um excelente comunicador, como se pode confirmar pelo seu desempenho no TEDx de Aveiro de 2011: http://www.youtube.com/watch?v=qPUZf5EIYEM.


Sempre que existe a oportunidade de assistir a uma das suas apresentações, em diferentes contextos, aprendo algo. No seminário do chocolate veio falar de talento e de liderança. Um dos temas que abordou foi o talento. Fiquei a processar esse dia, um número mágico. A saber: 10.000!  Sim, 10.000 horas! 10.000 horas de prática apaixonada para se tornar um mestre de qualquer assunto. Isto acarreta boas notícias e más notícias:
As boas primeiro: O talento depende essencialmente do treino, da prática! Assim, e tirando os casos de limitações físicas (começar aos 40 anos a treinar para ser campeão olímpico dos 100m é, provavelmente, um objetivo discutível), podemos dizer o mesmo que Obama disse "Yes, we can". 
As más notícias são que o dom com que nascemos, não chega. Podemos ser génios, podemos ter um dom, mas se não o trabalharmos, dificilmente teremos sucesso. Mas se formos apaixonados pelo tema, é aliciante ter que trabalhar 10.000 horas em determinada atividade!
Um estudo realizado nos EUA concluiu que a maioria das pessoas de sucesso, tem o QI semelhante ao resto da população. Para saber mais sobre este número mágico associado ao talento, podemos ler:

2011-12-15

Vazio de ideias


Não há ideias nesta desgraçada empresa!
Por vezes há quem se questione sobre a existência de ideias na sua organização. Não é necessário estar com grandes divagações acerca deste assunto. Se há um vazio de ideias na organização, é porque a organização não está disponível para as ouvir.
A falta de ideias na organização é um sintoma de uma organização moribunda. Como dizia o poeta, “todo o mundo é composto de mudança”. As organizações também. Excepções? Não conheço excepções cujo destino tenha sido positivo. Mas aceito de bom grado exemplos que me contrariem.
Elas andam por aí
Existem ideias a pulular por todo o lado, nas organizações. Nem que seja em pensamento. Quantas vezes pensamos: “se fosse eu que mandasse…”. “O que é que farias se mandasses? Sim, tu! Diz-me o que farias se mandasses! Estou mesmo interessado!” Muitas vezes esta postura está no âmbito do imaginário. A única resposta é um grunhido parecido com “idiota”. Por vezes surge um sorriso sarcástico e acompanhado de um “eheh! O gajo pensa que é o Miguel ‘Arcanjo’!!!” Claro que é uma sorte quando não aparece um engravatado aos pulos a gritar “quem foi o idiota que disse esta idiotice? Onde está o Steve Jobs da Baixa da Banheira?”. Todos ficam caladinhos no seu canto, alguns sorrindo sarcasticamente com a situação, outros tristes e solidários. O proprietário da ideia espera que ninguém se aperceba que foi ele que sugeriu aquela solução e arrepende-se dos comentários que fez com colegas. Criou-se aqui um fosso comunicacional em que a vontade de partilhar ideias com quem quer que seja, vai por água abaixo. Mesmo os que teriam soluções para sugerir, ficam sossegadinhos, com a sua análise muito própria ao sucedido, mas com uma vontade imensa de não ser apanhado naquela situação. O Silva foi totalmente humilhado, mas a ele não o apanham naquela situação. Mesmo que tivesse uma ideia que melhorasse significativamente o produto. Como deixar de ter embalagens de papelão nos pneus, exemplo que aqui podemos ver! “Oh! Houve algum idiota que teve uma ideia dessas? Como é que é possível?”
Ouvir! Não, não: OUVIR!
Há vários factores que são necessários para que as ideias surjam. Um dos factores importantes é a disponibilidade para ouvir ideias, sugestões, críticas ou reclamações e analisá-las de forma objectiva e sem preconceitos.
Voltando a quem não encontra ideias na sua organização, diria apenas para ouvir. Não é fácil, mas ouçamos atentamente o que Hemingway nos dizia:
"Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas jamais ouve."
Ouviram? Agora, vejamos se conseguimos por em prática! 

2011-10-30

a sorte...

A sorte normalmente é um factor na gestão das empresas que deve ser muito trabalhado. Claro que quando falamos de sorte, falamos de "boa sorte". Também poderíamos falar de "má sorte", mas essa, quanto mais longe, melhor! Lagarto, lagarto, lagarto e batam 3 vezes na madeira, sff.
Este factor sorte deve ser trabalhado! Há muito que fazer para ter sorte. Pessoas de sucesso são, normalmente, pessoas de sorte. Também na inovação, há muita sorte à mistura. Desde a sorte na definição das funcionalidades e selecção de tecnologias, passando pela sorte na escolha do nome até à sorte do momento escolhido para o lançamento do produto.
Há uma frase Ralph Emerson que traduz perfeitamente estas questões da sorte:
"Creio muito na sorte. Quanto mais trabalho, mais sorte pareço ter."