2026-02-13

Design Thinking: 2 empresas, 2 realidades

 O mesmo método. Dois sistemas completamente diferentes.

Num, o Design Thinking foi absorvido.
No outro, foi rejeitado — não por falha técnica, mas por resistência estrutural e cognitiva.

1) Empresa A — Rejeição silenciosa e cinismo técnico

Empresa com anos de mercado, pressão operacional elevada, processos pouco formalizados e liderança técnica forte. A inovação é vista como extensão da competência técnica acumulada. O cliente é entendido como “já conhecido”.

O Design Thinking foi recebido como algo “interessante”, mas periférico. Quase recreativo.


O que realmente aconteceu

  • Participação formal, envolvimento baixo.

  • Um elemento abandonou a sessão e nunca regressou (trabalhos prioritários).

  • O responsável manteve postura cética.

  • A fase de empatia foi considerada redundante.

  • A prioridade declarada eram “problemas operacionais reais”.

O verdadeiro conflito

Não era sobre método.
Era sobre identidade profissional.

O líder acreditava que:

“Nós sabemos o que o cliente precisa. Temos anos disto.”

A lógica implícita era clara:

  • Nós temos conhecimento técnico profundo, não precisamos de escuta estruturada.

  • Nós temos muita experiência acumulada, que vale mais do que a experimentação.

  • Nós estamos habituados a executar os projetos, por isso, a exploração proposta é trabalho desnecessário.

O Design Thinking ameaça implicitamente esta narrativa, porque parte do princípio de que:

  • O cliente não é totalmente conhecido.

  • A solução não está apenas na competência técnica.

  • O erro e a experimentação são parte do processo.

Para uma cultura onde a autoridade deriva do saber técnico, isto é desconfortável.

Porque falhou a adoção

  1. Tempo errado: Quando a organização está em sobrecarga operacional, qualquer iniciativa exploratória é percebida como distração.

  2. Ausência de dor estratégica clara: Não existia um problema urgente reconhecido que exigisse novo método. Existia um caos na produção, embora houvesse igualmente uma sensação de controlo, que após algumas perguntas, se mostrou que não era real.

  3. Liderança não alinhada: Se o decisor principal é cético, a equipa segue-o.

  4. Confusão entre conhecimento e compreensão: Saber muito sobre produto não significa compreender profundamente o contexto do cliente.

Aqui o Design Thinking não falhou. A cultura não estava preparada para abdicar da sua narrativa de competência.

2) Empresa B — Integração sistémica e aceleração estratégica

Empresa tradicional da construção, mas com área formal de inovação. Recursos dedicados, tempo protegido e ligação direta à área comercial.

O que diferencia este contexto

  • A experimentação tem legitimidade.

  • O erro é tolerado em fase inicial.

  • Existe um fluxo estruturado e claro de desenvolvimento.

  • A equipa comercial integra rapidamente os novos produtos.

Aqui, a fase de empatia não foi vista como ingenuidade.
Foi vista como redução de risco.

A pergunta dominante não era:

“Sabemos o suficiente?”

Era:

“O que ainda não estamos a ver?”

Resultado

  • Prototipagem rápida.

  • Validação em obra.

  • Ajuste iterativo.

  • Comercialização eficiente.

O método não competiu com o conhecimento técnico.
Complementou-o.

Conclusão

O Design Thinking não é uma técnica. Mais do que um método, o Design Thinking é uma revolução na cultura da empresa e na forma como se cria valor.

Na Empresa A, a identidade técnica sentiu-se ameaçada.
Na Empresa B, a identidade técnica foi expandida.

A diferença não foi o método.
Foi o grau de segurança da liderança e a maturidade sistémica.

2026-02-11

Identificar e Proteger Inovadores nas Organizações

ISO 56001: Identificar e Proteger Inovadores como Pilar Estratégico da Inovação Organizacional

Resumo

A ISO 56001, norma de requisitos para a certificação de Sistemas de Gestão da Inovação, introduz uma visão clara: a inovação depende essencialmente das pessoas. O requisito 7.1.2 d) destaca a necessidade de identificar e proteger inovadores, reconhecendo que estes desempenham um papel crítico e vulnerável dentro das organizações. Neste artigo, exploramos o significado deste requisito, os desafios específicos do setor industrial e as práticas recomendadas para garantir conformidade e eficácia.

1. Introdução

Pretende-se que a inovação seja integrada de forma transversal às organizações. Pode haver departamentos especializados, sabendo que o seu papel passará por assegurar que as atividades relevantes são feitas pelas pessoas mais indicadas, independentemente do seu departamento ou nível hierárquico. A ISO 56001 formaliza esta mudança ao posicionar a gestão de pessoas como um elemento estratégico. O requisito 7.1.2 d) reforça que inovadores existem em todos os níveis hierárquicos e que a sua proteção é essencial para a sustentabilidade do sistema de inovação.

Identificação de Inovadores: Onde Estão e Como Reconhecê‑los

 Competências acima do Cargo

A norma incentiva o reconhecimento de inovadores, não pelo título, mas pelas suas competências, como:

  • pensamento crítico
  • curiosidade
  • resiliência
  • iniciativa prática
  • capacidade de execução

Isto implica olhar para além das funções formais e identificar talento emergente em qualquer área da organização, em qualquer nível e em qualquer das gerações existentes.

 Diversidade Cognitiva como Ativo Estratégico

A inovação resulta da combinação de diferentes perfis:

  • Geradores de ideias
  • Conectores
  • Executores

Um sistema eficaz reconhece e valoriza esta diversidade.

 Mecanismos de Mapeamento e Visibilidade

A ISO 56001 sugere a criação de estruturas que tornem os inovadores visíveis, tais como:

  • bancos de talentos
  • programas de intraempreendedorismo
  • comunidades de prática
  • plataformas internas de ideias

Proteção de Inovadores: O Elo Mais Frágil do Sistema

 Por que é necessária proteção?

Inovar implica risco e, muitas vezes, conflito com o “business as usual”. Os inovadores enfrentam:

  • resistência interna
  • ceticismo
  • pressão por resultados imediatos
  • estigma do erro

Sem proteção, a organização perde talento crítico.

 Formas de Proteção Recomendadas

  • Segurança Psicológica: Garantir que questionar o status quo não resulta em penalizações formais ou informais.
  • Tolerância ao Insucesso: Diferenciar entre erros negligentes e erros inteligentes, que geram aprendizagem.
  • Tempo e Recursos Dedicados: A inovação exige tempo protegido e acesso a ferramentas adequadas.
  • Blindagem Hierárquica: Sponsors de topo devem intervir quando a pressão operacional ameaça absorver recursos destinados à inovação.
  • Proteção de Carreira: Planos de carreira devem permitir evolução sem obrigatoriedade de assumir funções de gestão (carreira em Y).

Evidências Práticas que permitem validar esta proteção dos inovadores

 Identificação

  • Registos de colaboradores com competências inovadoras
  • Programas acessíveis a todos os níveis da organização
  • Reconhecimento de inovadores informais
  • Mapeamento de competências ligadas à melhoria e criatividade

 Proteção

  • Políticas de segurança psicológica
  • Tempo protegido documentado
  • Patrocinador/defensor nomeados
  • Estruturas de carreira adequadas

 Resultados e Aprendizagem

  • Histórico de projetos falhados sem retaliação
  • Registos de formação em metodologias de inovação
  • Entrevistas que confirmem liberdade para propor mudanças

O Desafio Específico da Indústria

Empresas industriais enfrentam um desafio duplo:

  • identificar inovadores tanto no chão de fábrica como nos escritórios
  • protegê‑los da pressão pela procura da eficiência e repetibilidade, que causa danos na capacidade de inovação

A ISO 56001 exige evidências de capacidade para ir além do incremental e explorar o disruptivo.

Conclusão

O requisito 7.1.2 d) reforça uma verdade fundamental: a inovação é um fenómeno humano. Organizações que identificam e protegem os seus inovadores criam condições para um sistema de inovação mais sustentável e competitivo. A ISO 56001 fornece o enquadramento, sendo responsabilidade das empresas criar a cultura.


2026-02-07

Tempos de Crise como alerta da necessidade de Pensar e Planear o Futuro

 


Tempos de Crise como Alerta da Necessidade de Pensar e Planear o Futuro

As cheias que afetam Portugal, com impactos profundos em infraestruturas, empresas e comunidades, não são acontecimentos isolados. Resultam, em muitos casos, de fenómenos atmosféricos persistentes, como os chamados comboios de tempestade — sistemas sucessivos de frentes meteorológicas que atingem as mesmas regiões durante vários dias, saturando solos, pressionando redes de drenagem e expondo fragilidades estruturais acumuladas ao longo do tempo.

O problema, mais do que meteorológico, é estratégico.

Eventos extremos estão a tornar-se mais frequentes e mais intensos. O que antes era exceção tende a aproximar-se da normalidade estatística. Quando isso acontece, a a necessidade passa a ser estrutural. Mais do que reagir a um evento, trata-se de avaliar se o modelo de planeamento, investimento e organização, preparando a comunidade para contextos de maior instabilidade.

Crises funcionam como testes de stress. Revelam dependências críticas, falhas de coordenação, ausência de redundâncias e insuficiências de planeamento. Mais do que criar vulnerabilidades, expõem-nas.

A pandemia de COVID-19 foi um desses momentos de exposição sistémica. Organizações de saúde, empresas e instituições públicas foram confrontadas com a necessidade urgente de decidir sob incerteza elevada. Algumas limitaram-se a reagir. Outras utilizaram a crise como oportunidade para clarificar missão, rever processos e estruturar decisões com base em análise estratégica.

Foi neste contexto que se desenvolveu uma análise estratégica a duas farmácias, uma rural e outra urbana, utilizando a metodologia SWOT como instrumento de diagnóstico e decisão. O exercício não teve como propósito apenas responder à crise pandémica. Teve como objetivo mais ambicioso exercitar o pensamento estratégico em ambiente adverso — exatamente o tipo de capacidade que se revela decisiva quando fenómenos extremos, como as atuais cheias e tempestades, desafiam a robustez das estruturas existentes.

Se as crises se tornam mais frequentes pensar e planear o futuro deixa de ser opção académica ou exercício teórico. Torna-se um requisito de sobrevivência.

É sob este enquadramento que se apresenta o estudo realizado, procurando demonstrar que a disciplina do pensamento estratégico, aplicada a organizações concretas em contexto de pandemia, oferece lições relevantes para qualquer sistema que pretenda resistir — e não apenas reagir — a cenários de crescente instabilidade.

Pensar o Futuro em Tempos de Crise: Análise Estratégica a Duas Farmácias em Contexto de Pandemia

Em plena crise provocada pela pandemia de COVID-19, quando a incerteza dominava os sistemas de saúde, as cadeias de abastecimento e o comportamento dos consumidores, foi desenvolvido um trabalho de análise estratégica a duas farmácias portuguesas: uma localizada em meio rural e outra em contexto urbano. O objetivo foi claro e exigente: exercitar o pensamento estratégico em ambiente de elevada turbulência, utilizando a metodologia SWOT como instrumento estruturante de reflexão e decisão.

O estudo deu origem a um artigo científico assinado por Catarina Paiva, Pedro Paiva e João Rui Pita, no qual se sistematizou o processo de diagnóstico estratégico, a definição de caminhos para que cada farmácia cumprisse a sua missão e a comparação entre as opções estratégicas adotadas em função do seu contexto específico.

Contexto: Crise, Incerteza e Necessidade de Clareza Estratégica

A pandemia da COVID-19 representou um choque sistémico. Para as farmácias comunitárias, significou simultaneamente: aumento da procura por determinados produtos (máscaras, desinfetantes, testes); ruturas frequentes nas cadeias de fornecimento; reconfiguração do fluxo de utentes; exposição acrescida ao risco sanitário; pressão emocional sobre as equipas.

Neste contexto, tornou-se imperativo pensar estrategicamente: clarificar prioridades, identificar vulnerabilidades, explorar oportunidades emergentes e alinhar decisões com a missão.

A Metodologia: Análise SWOT como Ferramenta de Pensamento Estratégico

A ferramenta escolhida foi a análise SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities, Threats), aplicada de forma rigorosa e participada pelas equipas de gestão.

A análise incidiu sobre quatro dimensões:

Forças – competências internas, reputação, localização, equipa, cultura organizacional;

Fraquezas – dependências críticas, limitações estruturais, fragilidades de processos;

Oportunidades – novas necessidades da comunidade, serviços diferenciadores, digitalização;

Ameaças – instabilidade regulatória, concorrência, incerteza epidemiológica, disrupções logísticas.

O exercício foi para além do diagnóstico descritivo. A análise foi orientada para a decisão estratégica, traduzindo-se em opções concretas para cada farmácia.

A Farmácia Rural: Proximidade como Vantagem Estratégica

Na farmácia situada em meio rural, a análise revelou como principal força a relação de proximidade com a comunidade. A farmácia desempenhava um papel social central, muitas vezes substituindo ou complementando serviços de saúde menos acessíveis.

Principais vetores estratégicos identificados:

  • Reforço da função de apoio clínico e aconselhamento personalizado;
  • Consolidação da confiança comunitária como ativo estratégico;
  • Gestão criteriosa de stocks face à maior vulnerabilidade logística;
  • Aposta na continuidade de cuidados e na presença ativa junto da população envelhecida.

O impacto da COVID-19 acentuou o papel da farmácia como infraestrutura essencial de proximidade. A estratégia centrou-se na estabilidade, resiliência e manutenção da confiança.

A Farmácia Urbana: Diferenciação e Complexidade Operacional

Na farmácia urbana, o contexto era distinto: maior concorrência, maior densidade populacional e maior exposição a variações abruptas de procura.

A análise SWOT evidenciou:

  • Necessidade de gestão mais sofisticada de fluxos e processos;
  • Oportunidade de diversificação de serviços;
  • Maior pressão competitiva;
  • Potencial para inovação organizacional e tecnológica.

Principais orientações estratégicas:

  • Reorganização operacional para garantir segurança e eficiência;
  • Integração de serviços diferenciadores;
  • Exploração de canais digitais e novas formas de contacto com utentes;
  • Reforço da proposta de valor em ambiente competitivo.

A pandemia funcionou como catalisador de transformação, acelerando decisões que, em contexto estável, poderiam ter sido adiadas.

Comparação Estratégica: Missão Comum, Caminhos Diferentes (Ver Infográfico)

Ambas as farmácias partilhavam uma missão comum: servir a comunidade com competência técnica, ética profissional e proximidade humana. Contudo, o contexto originou estratégias distintas.

O estudo demonstrou que a estratégia não é um modelo universal replicável. É uma construção que depende do contexto, recursos, posicionamento e ecossistema envolvente.

Liderança em Tempos de Crise

Este trabalho só foi possível graças a uma enorme disponibilidade e abertura da gestão de topo das duas farmácias envolvidas: Rui Baptista, Alda Baptista, Rosa Cerveira e João Pires. Em tempos de crise, a liderança revela-se não apenas na tomada de decisão, mas na capacidade de aprender e partilhar conhecimento.

Impacto Científico e Pedagógico

O artigo científico resultante constituiu um contributo relevante para a compreensão da gestão estratégica em farmácias comunitárias em contexto de crise sanitária.

Hoje, numa nova época marcada por instabilidade económica, geopolítica e social, este caso foi utilizado como exemplo pedagógico em programas de Pós-Graduação e permite aos alunos:

  • Compreender o conceito de análise SWOT de forma aplicada;
  • Perceber a diferença entre diagnóstico e decisão estratégica;
  • Identificar como o contexto molda a estratégia;
  • Reconhecer o papel da liderança em situações de incerteza.

Este projeto demonstrou que o pensamento estratégico não é um acessório reservado a tempos de estabilidade. É precisamente em momentos de crise que se torna mais necessário.

Conclusão

A pandemia de COVID-19 foi um teste à resiliência das organizações de saúde. O estudo mostrou que, mesmo sob pressão extrema, é possível parar, pensar e decidir estrategicamente.

A análise SWOT revelou-se não apenas uma ferramenta de diagnóstico, mas um instrumento de clarificação de identidade e de orientação para o futuro.

Num mundo onde a crise parece tornar-se condição permanente, a verdadeira vantagem competitiva pode residir menos nos recursos e mais na capacidade de pensar estrategicamente quando tudo à volta é incerteza.

Se as crises se tornam mais frequentes, e os incêndios, as cheias, as tempestades são mais frequentes e mais intensas, pensar e planear o futuro não pode ser opção académica ou exercício teórico. É um factor critico de sobrevivência.

Para ver o artigo original, podem ver o link: https://actafarmaceuticaportuguesa.com/index.php/afp/article/view/361/274


Bom Caminho!






2026-01-30

Comunicação em equipas na área farmacêutica

 


A comunicação numa equipa tem que ser destacada como uma competência chave para o desempenho e a excelência profissional.

No âmbito da sessão dedicada à Comunicação em Equipas de Elevado Desempenho, promovida pela Ordem dos Farmacêuticos, foi reforçada a importância da comunicação como um dos principais fatores de eficácia no trabalho em equipa e na liderança.

A comunicação entre líderes e elementos da equipa assume um papel determinante na qualidade das decisões, na confiança nos processos e no desempenho organizacional, independentemente do contexto de atuação — farmácia comunitária, hospitalar ou indústria.

De acordo com os conteúdos abordados, a comunicação interna eficaz:

  • Promove alinhamento estratégico e operacional
  • Fortalece a confiança e a responsabilização
  • Aumenta sentimento de pertença e integração
  • Apoia na minimização dos efeitos de crises
  • Cria um clima organizacional positivo
  • Transmite credibilidade e transparência

Foi igualmente destacado que o desenvolvimento de novos líderes é um fator crítico para a sustentabilidade das equipas farmacêuticas. A liderança não é um atributo automático associado à função, mas uma competência que se constrói no dia a dia, através da aprendizagem de métodos, do aumento da consciência individual, do treino deliberado, da aplicação prática no contexto real e da reflexão sobre lições aprendidas.

Neste sentido, o desenvolvimento das competências de comunicação surge como um elemento central para quem pretende evoluir para um perfil de profissional de excelência, capaz de influenciar positivamente decisões, equipas e resultados, assumindo responsabilidades de liderança de forma consistente e informada.

Num contexto de crescente complexidade do sistema de saúde, a Ordem dos Farmacêuticos reafirma, através desta iniciativa, a necessidade de capacitar os profissionais não apenas ao nível técnico, mas também nas competências que sustentam equipas eficazes, confiantes, humanas e orientadas para o desempenho.

A próxima sessão será a 19 de Fevereiro e iremos falar sobre a Construção de Equipas de Elevado Desempenho.

Bom Caminho! 

2025-12-10

Reler o livro "A Chama da Criatividade"

 



O livro parte da premissa de que criatividade e inovação são essenciaispara qualquer área da vida.

Um agente desportivo conduz-nos através do Universo do Cirque du Soleil e das suas aventuras em diferentes áreas de atuação. Conhece artistas, técnicos, gestores, criadores e conversa com eles para nos dar a conhecer a vida do circo e os papeis que cada um assume, com uma certa atitude. 

Permite-nos perceber que a criatividade é para todos, que o contexto e a cultura são fundamentais, que criatividade com paixão é mais poderosae que ser criativo exige trabalho.

Este livro ajuda a refletir e a olhar para a vida, para a motivação, nível de acomodação, disciplina e propósito de vida.

É um livro leve e intenso, que provoca dor e entusiasmo por quem se revê em muitas situações análogas, na vida pessoal ou profissional.

Apesar de orientado para a criatividade, faz-nos pensar sobre o que queremos dos nossos líderes e como deverei encarar a minha liderança. 

Bom Caminho!

Quem sou eu: Conhecer-me melhor e reforçar relações.


   
Quem procura um mapa claro para compreender melhor quem é, porque reage como reage e como pode crescer com mais liberdade, o Eneagrama é um dos instrumentos mais completos e transformadores disponíveis.

   Neste percurso introdutório, vamos explorar as nove estruturas de personalidade, a sua dinâmica interna e as principais pistas de evolução — numa abordagem direta, prática e com raízes numa tradição milenar.
O que podes esperar desta etapa:
• Autoconhecimento estruturado e aplicável ao dia a dia
• Melhoria das relações e comunicação
• Redução de conflitos e maior compreensão dos outros
• Desenvolvimento pessoal e humano-espiritual
• Ferramentas úteis para quando lideras, acompanhas ou orientas pessoas.

   "Aquilo que eu procuro não está lá fora, mas sim dentro de mim." Helen Keller

   O Eneagrama ultrapassa em muito o autoconhecimento individual: é um modelo profundo que explica padrões de motivação, impacto e tomada de decisão, abrindo aos líderes e às organizações possibilidades de desenvolvimento e clareza que muitos ainda desconhecem.
   Revela a arquitetura real dos comportamentos, motivações e pontos de ruptura que muitos líderes ignoram. Não é uma simples ferramenta: é um modelo que expõe o que condiciona equipas, decisões e culturas organizacionais, precisamente aquilo que fica invisível até começar a falhar.

   Planear o futuro é importante. Preparar o teu futuro pode começar neste momento. Conhecer-me melhor e reforçar relações é transformacional e permite que nos aproximemos dos nossos objetivos de vida.

26 dez: 20h30–23h30 | 27 dez: 10h00–13h00 | 29 dez: 20h30–23h30 | 02 jan: 21h00–23h30
Link para inscrição: https://lnkd.in/dh9AysSe

P.S. É uma excelente prenda de Natal!!

Podes ver abaixo alguns projetos relacionados com o Eneagrama:

2025-11-13

A Criatividade que se Transforma em Inovação

Num contexto empresarial em constante mudança, falar de criatividade e inovação deixou de ser uma questão de moda é uma questão de sobrevivência. As empresas que prosperam são aquelas que conseguem transformar boas ideias em soluções concretas, relevantes e diferenciadoras. Mas onde, afinal, se escondem as oportunidades de inovação?

As oportunidades surgem em todos os lugares: nas necessidades não satisfeitas dos clientes, nos processos internos que podem ser melhorados, nas novas tecnologias que abrem possibilidades que antes estavam fora do alcance, e até nas mudanças culturais e sociais que desafiam os modelos de negócio tradicionais. A inovação não acontece apenas nos laboratórios ou nos departamentos de I&D… Pode emergir em qualquer equipa, desde que exista espaço para pensar diferente.

Mas para inovar é preciso, antes de mais, ser criativo.

A criatividade é a capacidade de gerar ideias novas e úteis: é o momento em que o pensamento se expande e liga pontos aparentemente desconectados. Já a inovação é o passo seguinte: consiste em transformar essas ideias em produtos, serviços ou processos com impacto real. Assim, toda a inovação nasce da criatividade, mas nem toda a criatividade se transforma em inovação.

A criatividade contribui para as oportunidades de negócio ao permitir ver o que os outros ainda não viram: novas formas de servir clientes, de comunicar valor ou de resolver problemas. É um motor silencioso que impulsiona a diferenciação e o crescimento sustentável.

Contudo, para que a criatividade se converta em inovação, é preciso garantir condições organizacionais adequadas:

  • Tempo e espaço para pensar e experimentar;

  • Tolerância ao erro, porque a experimentação implica risco;

  • Lideranças inspiradoras, que incentivem a curiosidade e a autonomia;

  • E, acima de tudo, colaboração, pois as melhores ideias surgem da diversidade de perspetivas.

Promover uma cultura de inovação significa cultivar um ambiente onde a criatividade é valorizada, onde as ideias são ouvidas e testadas, e onde cada colaborador se sente parte ativa da construção do futuro da empresa. Essa cultura não se impõe; constrói-se, todos os dias, através do exemplo, da abertura e do propósito.

Em conclusão, a criatividade é o início do caminho, e a inovação é o destino. Entre uma e outra, existe um percurso que exige coragem, disciplina e visão. As empresas que compreenderem esta dinâmica estarão sempre um passo à frente porque, no fundo, inovar é transformar a imaginação em valor.

Bom Caminho!