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2018-10-11

cruelty-free e Bruno Neves no Lush Prize 2018



A cruelty-free é uma tendência que se tem vindo a afirmar na fileira da moda e beleza. Há cada vez uma maior consciencialização sobre os direitos dos animais e o mercado começa a pedir cada vez mais os produtos concebidos com o conceito cruelty-free incorporado.

É bom sublinhar os avanços nesta área e a inovação serve também para tornar o nosso mundo melhor e mais solidário. Bruno Neves, Investigador da Universidade de Aveiro, tem desenvolvido trabalho nesta área e é candidato ao Lush Prize 2018. Os vencedores das diferentes categorias serão divulgados em Novembro.

Abaixo, a notícia do Sapo, cujo original se pode aceder aqui.

"Há um investigador português entre os finalistas deste prémio de Beleza

Bruno Neves é um dos finalistas do Lush Prize 2018. O projecto procura substituir por completo o teste em animais em ensaios de toxicologia.

Todos os anos, mais de 115 milhões de animais são utilizados em laboratórios em todo o mundo, dizem as estimativas. Mas há um português a tentar que esses números mudem.

Chama-se Bruno Neves, é investigador no Instituto de Biomedicina da Universidade de Aveiro, e está entre os finalistas do Lush Prize 2018, cujos vencedores serão anunciados em Novembro.

O investigador português está a competir com 56 projectos de 17 países para um prémio de 350 mil libras (cerca de 390 mil euros).

Neves está nomeado na categoria de Ciência com um projecto que procura tornar a Beleza ainda mais cruelty-free. O profissional faz parte de um grupo de trabalho que se foca em ensaios de toxicidade de sensibilizadores cutâneos, testes para os quais ainda não existem alternativas além de testes em animais. “O teste por nós desenvolvido integra informações obtidas em experiências com linhas celulares humanas (in vitro), reactividade química (in chemico) e química computacional (in silico). Permite a identificação de compostos químicos que causam alergia na pele e a sua categorização de acordo com a potência, isto é, se são alergénios fracos, moderados ou fortes”, explica o investigador em comunicado.

O futuro é cruelty-free?

Sobre se o futuro passa por não fazer testes em animais de todo, o investigador afirma que “devem ser feitos todos os esforços ao alcance da comunidade científica para limitar ao estritamente necessário esses testes”, e que “no caso concreto da Toxicologia, área que normalmente associamos à experimentação animal para bens e produtos de consumo como cosméticos, produtos de higiene ou de limpeza, foram dados na última década, grandes passos na redução ou mesmo eliminação da experimentação animal. Por exemplo, atualmente no espaço da OCDE já não é permitida a comercialização de cosméticos que tenham sido testados em animais.”

O prémio

O Lush Prize é uma colaboração entre a Lush e a britânica Ethical Consumer Research Association, e é o maior prémio anual no sector dos testes em animais. Os projetos estendem-se em várias áreas: desde investigação científica, campanhas de consciencialização sobre a utilização de animais em laboratório ou até formação para cientistas e grupos de pressão, reguladores e legisladores para prescindir os testes em animais em favor de outros métodos."

2018-02-01

Recuperação de AVC - Crioestaminal, Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, Hospital Rovisco Pais e CHUC - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra


É um enorme orgulho trabalhar com organizações que estão na vanguarda da investigação em soluções para tratamento de doentes de AVC. 

São 4 entidades que estão a melhorar significativamente a nossa vida, procurando alternativas para uma das doenças mais presentes na atualidade, os AVC.

Tenho trabalhado com a Crioestaminal, com o Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra em Auditorias e Soluções para Sistemas de Gestão da Qualidade e, recentemente, comecei a trabalhar com o Hospital Rovisco Pais, na área da motivação, liderança e gestão de equipas. 

Partilho convosco a notícia do jornal Sol, referente a "Estudo revela que células estaminais podem ser nova solução para tratar doentes de AVC":

Um estudo revelou que as células estaminais podem ajudar a reconstruir os vasos danificados nos doentes de AVC.
Os investigadores de Coimbra, que iniciaram o estudo há quatro anos, analisaram doentes da unidade de AVC do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, do Hospital Rovisco Pais e dos laboratórios Crioestaminal.
João Sargento Freitas, da unidade de AVC do CHUC explicou à Lusa, que o que fizeram “foi demonstrar que existem células estaminais que estão associadas ao desenvolvimento de novos vasos, que nós todos temos no sangue, em concentrações muito pequenas, produzidas pela medula óssea, que nos permitem fazer novos vasos sempre que precisamos”.
Para a experiência, os investigadores vão “retirar células do doente diretamente da medula óssea”, separar as células que originam os vasos e “injetá-las por cateter diretamente na zona do AVC”.
Este novo estudo pode tornar-se numa alternativa aos tratamentos atuais e será testado em 30 doentes, durante um ano. “Os dados preliminares são promissores e realmente indicam que têm potencial e um impacto clínico importante em doentes, mas agora queremos, como em qualquer passo de investigação, validar e demonstrar a sua eficácia no ensaio clínico”, afirmou o investigador.
Ver notícia original em: SOL

2017-07-24

Fórum Mundial de Inovação Rural


A Inovação está muito presente na nossa vida. Mesmo os setores tradicionais são marcados pela constante mudança e, muitas vezes, essa mudança implica inovação.

O Mundo Rural vai ter o seu III Fórum Mundial de Inovação Rural e tem um programa que deve ser tido em consideração por todos os que têm atividade nesta área, pois debate e apresenta "experiências empresariais inovadoras, que potenciam a criação de riqueza e o desenvolvimento sustentável no mundo rural. Poucos serão os que ainda terão dúvidas da importância e contributo do mundo rural para a qualidade de vida das pessoas, e a cada vez maior importância na sustentabilidade do nosso mundo.

Pode-se ver toda a informação do evento que ocorre entre 26 e 30 de Julho de 2017 em Fórum Mundial de Inovação Rural.

[Greensavers]

2016-07-06

Visitas a lugares especiais * Biocant


O nosso dia a dia tem um ritmo tão intenso que dificilmente nos permite observar muitos monumentos que existem à nossa volta. E se gosto muito de monumentos antigos, repletos de história e de histórias, gosto ainda mais de monumentos modernos, repletos de futuro e de esperança em mudar o mundo para algo melhor do que é hoje.

Quando a oportunidade se encontra com a vontade, encontramos disponibilidade. Foi o que aconteceu. A vontade já existia, pois a arquitetura moderna e atrativa do Biocant, atrai os olhos mais indiferentes às linhas curvas e/ou direitas que alguém pensou, planeou e construiu. 

Foi o que aconteceu num evento do TEDX Youth, ver Falar de competências e... de mudar o mundo, para o qual a Joana Branco foi convidada para oradora motivacional, através da sua história pessoal (fabulosa, diga-se de passagem). Eu tive a felicidade de me quererem igualmente ouvir e, assim, tive a oportunidade de conversar com muito boa gente, coletivo em que a Joana se incluía.

Ficou logo definida a possibilidade de visitar o Biocant. Se eu tenho um enorme interesse pela Inovação e pela Criatividade, o interesse da Joana é igualmente grande. Depois de umas semanas sem marcar as visistas, tal como quando dizemos a um amigo que temos que jantar ou tomar um café e fica indefinido no tempo, assim estava a decorrer a marcação desta visita. Estando a oportunidade aberta, dizendo eu que a vontade estava presente, só restava encontrar a disponibilidade, ou as palavras contrariariam os atos. Pois foi nesta segunda-feira abrasadora que marcámos a visita. Posso dizer-vos que tive a sorte de ter uma cícerone apaixonada pela ciência e pela gestão empresarial, o que tornou a visita não só muito válida do ponto de vista do conhecimento, mas acima de tudo fascinante por ver alguém que apresentava as o parque e as empresas que lá estavam como se fossem suas. E também lá tem uma empresa...

Passando à visita, como se de um museu do presente e do futuro se tratasse, fomos visitando os vários edifícios e conhecendo a história que sustenta o Biocant.

Devo dizer que se a beleza dos edifícios, visto por fora, é grande, por dentro há uma sensação de bem estar permanente, com pessoas que transmitiam bem-estar e tranquilidade. 

Começamos pelo edifício-sede, com uma visita ao auditório, magnifico e aberto a empresas e organizações que ali pretendam realizar eventos. Tem ainda várias salas de formação equipadas, para proporcionar a aquisição e partilha de conhecimentos, como não poderia deixar de acontecer num espaço em que o conhecimento tem um papel fundamental.

No edifício-sede há ainda o Centro de Ciência Junior, que pretende que haja um contacto com a ciência desde muito jovens e têm programas específicos para escolas ou grupos de crianças. (ver Centro de Ciência Junior). Fomos visitar outros edifícios, passando por diversas empresas, das quais a maior embaixatriz do espaço será, com certeza, a Crioestaminal. Aliás, esta empresa tem um corredor muito interessante, que permite ver de fora, sem qualquer interferência, o laboratório e a sala de criopreservação, acompanhada de alguma informação, entre a qual se deve salientar os casos em que as células criopreservadas já foram utilizadas em situações reais e os resultados obtidos em cada criança que as utilizou. É um momento de grande humanidade. Sente-se que a sua atividade fez a diferença na vida de algumas pessoas. Mesmo que fosse apenas 1 pessoa, já teria valido a pena. 

Destacam-se ainda os edifícios UC Biotech, em que uma unidade de investigação aplicada da Universidade de Coimbra, foi construída no Biocant, permitindo uma aproximação maior do processo de Investigação e Desenvolvimento ao processo de Desenvolvimento de Negócio. É interessante pois aproxima duas fontes de saber importantes para construir negócios viáveis e com um propósito.

Nesta visita, em que foi explicado o papel do Biocant como agregador das empresas de Biotecnologia nacional, representando já 35% das empresas em território nacional, foram percebidas ainda outras vantagens: a promoção da ciência, nomeadamente a Biotecnologia com a marca Portugal, o reforço da presença no exterior e o conhecimento relativo às necessidades específicas deste tipo de empresas.

O último edifício, no qual não entrámos e que está por inaugurar, tem como finalidade a captação de empresas internacionais para o Biocant. Uma aposta que poderá trazer outros conhecimentos de investigadores de outros meridianos, o que só pode beneficiar quem está presente, e quem venha a estar, independentemente da nacionalidade das empresas ou dos investigadores.

Conclusão, a Biotecnologia Portuguesa está saudável, numa fase pós-embrionária, mas com um crescimento sustentado e com uma entidade (Biocant) que está focada em tratar bem este ativo da ciência e da economia portuguesa, e que tem como missão valorizar a I&D e as empresas do setor.

Muito obrigado Biocant. Muito obrigado Joana Branco. Até breve. Até sempre!