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2012-10-02

Arquitectura e Design Português em alta, como tem sido seu apanágio


"becomes me": Munna
O design e a arquitectura portuguesa continuam a mostrar que estão vivos e são recomendáveis.
A marca portuguesa de mobiliário Munna, da Fábrica de Matosinhos, foi nomeada pelo segundo ano consecutivo para os Prémios Internacionais de Design e Arquitectura 2012, com a poltrona "becomes me" e com o sofá "Josephine".
A poltrona "becomes me" foi uma das premiadas.



Cristina Jorge de Carvalho foi distinguida na International Design Awards, com o projeto desenvolvido para a Fundação Champalimaud e para o seu Centro de Investigação.


A cortiça, um recurso natural muito querido por arquitectos e designers portugueses, como se pode ver no post pavilhão de Portugal em Xangai, está a ser cada vez mais utilizado por criadores de todo o mundo, segundo a notícia A arquitectura e o design estão a reiventar a cortiça portuguesa, e para fins cada vez mais diversificados. Fiquei a saber que Frank Lloyd Wright já utilizava a cortiça em 1930.

Frank Lloyd Wright: Falling Waters

2012-04-18

algas fomentam sustentabilidade

OriginOil: aqueça a casa ao puxar o autoclismo
Dificilmente me lembraria de algas para aquecer a casa. Mais, dificilmente me lembraria desta funcionalidade com base em descargas de autoclismo. O processo de tratamento das águas residuais por algas é mais evidente. Mas neste caso, as algas aparecem com dupla função: aquecer a casa via descargas de autoclismo e tratamento de águas. Será uma solução de futuro? Deverá ser uma solução a analisar pelos arquitetos, sempre que estão a conceber uma habitação? Contribuirá para a autonomia energética de uma habitação? Vamos esperar para ver como irá evoluir.
OriginOil: aqueça a casa ao puxar o autoclismo | Green Savers:

2012-02-01

vinho sem alergias



Ser alérgico já não é desculpa: Uma metodologia de produção de vinho branco, desenvolvida na Universidade de Aveiro, vai permitir que seja produzido sem a adição de sulfitos, o que vai permitir que pessoas alérgicas "ao vinho", possam beber o vinho sem que este tipo de problemas se manifeste.

O vinho, como é sabido tem uma história rica em inovação, seja ao nível de processo, do próprio vinho, ou de marketing. Também é claro para todos que o vinho e todas as atividades complementares têm um papel importante na economia não só da região, mas do país. Somos um país vinhateiro e, desde os anos 80 do século XX, tem havido grandes evoluções, associado a um aumento significativo dos enólogos, e com posicionamentos trabalhados ao nível das marcas/quintas/produtores.


Há exemplos desta evolução do setor que são imediatos: lembro-me de ter estado há algum tempo a ouvir a Filipa Pato descrever a forma como chegou ao "Charmoso". Um vinho espumoso e a sua tentativa de afastar o seu vinho do conceito de espumante, conceito este associado a vinhos fracos. Assim, trabalhou uma marca, o "Charmoso", e tudo o que está à sua volta: comunicação, imagem e design, entre outros.
Também foi com agrado que as visitei o Aliança Underground Museum, visita esta que terminou com um jantar com leitão e espumante, e que constatei que há um aproveitamento das tradicionais Caves para possibilitar um museu "Vivo", i.e. um museu em que é possível estar a visitar e ver as pessoas a trabalhar, sem que haja cruzamento entre as partes, não criando obstáculos à operacionalidade exigida pela produção. A acrescentar, permite-nos o acesso a uma exposição de pintura, o que faz aumentar a percepção de que estamos mais num museu e menos numas caves cuja finalidade principal é produzir. Acaba por dar algum romantismo às caves, e as pessoas que lá trabalham são atores de um documentário em tempo real.

Poderíamos dar mais exemplos, como o conceito da Quinta do Encontro, ou a marca promocional 4 Maravilhas da Mesa da Mealhada muito bem conseguida e que é um selo de qualidade com um reconhecimento abrangente. Poderíamos falar de muitas outras situações que provam o espirito empreendedor associado ao setor vitivinícola.

Mas vamos falar apenas deste caso específico, de alteração do método de produção, com consequentes alterações às caraterísticas do vinho, sem alteração da sua qualidade. Este método simples como o "Ovo de Colombo" o foi,  pode vir a ser responsável por uma alteração significativa no vinho tal como o conhecemos, embora subtil para o apreciador/consumidor. Este método tem ainda a vantagem de manter os custos de produção praticamente iguais aos atuais. Já foi objeto de patente e continuam os testes, prevendo-se que ainda este ano possa já ser utilizado nalgumas provas de vinho, mas que, durante o próximo ano, possa ser utilizado de forma massiva:
Alérgicos já podem beber vinho sem problemas!:
Método português permite fazer vinho branco sem sulfitos!

Há sempre quem desconfie que estamos no limiar da capacidade para inovar! Mas há sempre quem nos prova que cada limiar definido, o é apenas enquanto não aparece um novo limiar.
E agora, o que nos reservará o futuro dos vinhos?

2011-12-13

Alteração na embalagem do pneu

Tempos houve em que os pneus eram apresentados nas lojas com embalagens de papel! Reza a história que, preocupados com os custos do produto, o presidente reuniu os principais responsáveis das diferentes áreas da empresa e lançou o desafio de alterar alguma coisa, sem que a qualidade do pneu fosse alterada.
Depois de um conjunto de lugares comuns e de ideias batidas, o presidente perguntou se era tudo o que tinham para dar, e que pretendia era ideias novas.
Ficou um ambiente pesado, com toda a gente sob tensão e na expectativa sobre o que se iria passar. O silêncio era simplesmente ensurdecedor. Não se conseguia ouvir nada, até que uma voz quase inaudível rompe o silêncio ensurdecedor e diz com voz trémula: "O produto precisa ter  embalagem, chefe?". Todos se viraram para o local da voz trémula e viram a figura franzina que ficou mais franzina ainda depois de sentir 26 olhos a observá-lo com feições que iam desde o riso contido, até ao desprezo declarado.
Um empregado de limpeza, que estava a limpar os vidros e no qual não tinham reparado, repetiu titubeante: "Sem embalagem poupar-se-ia bastante!"
Os responsáveis ficaram admirados com a desfaçatez do simples empregado, que procurava um buraco para se enfiar, depois de repetir a sua ideia. Quem era este tipo para interromper assim a reunião? Teriam que ter mais cuidado em próximas reuniões. Que ideia ridícula! Não sabe nada sobre o assunto, e vem para aqui mandar bitaites!
Os sorrisos de escárnio apareciam cada vez mais intensamente, até que se ouviu a custo o presidente, de olhos vidrados, a balbuciar: "Porque não... porque não?" E assim, os pneus passaram a ser expostos nas lojas sem embalagens e com a informação necessária impressa na borracha, ao contrário do que tinha acontecido até ao início do séc. XX.
Este é um exemplo da importância que tem a análise do problema por alguém que não está envolvido no problema. Mostra também, que as boas ideias podem vir de qualquer pessoa da organização ou de fora da organização.

2011-12-02

Bares de Londres com Urinol Game


A imaginação não tem limites. Alguns bares de Londres encontraram uma nova forma de marketing para atrair clientes masculinos, para já. Para isso, esses bares instalaram jogos de vídeo nos urinóis. Simultaneamente, tem provocado um aumento do consumo de cerveja. Parece que ainda há outro benefício, que está associado à higiene dos WC. Aqui está um exemplo claro de inovação ao nível de produto e, simultaneamente, de marketing. Vale a pena ver:

2011-11-05

Nespresso, what else?

O conceito da Nespresso foi revolucionário. Permitiu a qualquer um tirar um bom café em casa. Permitiu que esse café fosse tirado de forma rápida, e limpa. Este novo conceito permitiu-lhe obter uma grande notoriedade neste sector. Aliou a um bom produto um serviço de  excelência, e uma distribuição simples e rápida. Quem já experimentou comprar pela loja on-line, já comprovou a sua eficácia. Quem já comprou numa loja física, já usufrui de um serviço profissional e eficiente. Para além disso, criou-se um culto em redor do consumo do café Nespresso e, como se não bastasse, foram felizes na comunicação do produto e do conceito, com vários spots publicitários em que o humor discreto está presente, e está também presente o George Clooney, adorado pela generalidade das mulheres e invejado pela maioria dos homens, e cuja presença discreta, simpática e humana, nos faz sentir identificados com ele e, através dele, com a marca. Para ajudar a consolidação do seu posicionamento, houve ainda o fenómeno das redes sociais em grande escala, que têm contribuído para o aumento do consumo de café em casa.

A maioria destes aspectos foram, com certeza, muito trabalhados até ao lançamento do conceito/produto nos mercados e continuou após a introdução no mercado, com melhorias ao produto e à organização que o suporta, com o aumento da rede de distribuição e com a contínua comunicação, como se pode evidenciar com as preocupações ambientais actualmente presentes.

Durante algum tempo, a Nespresso esteve praticamente sozinha no mercado. Foram aparecendo algumas marcas, que independentemente da sua força, nunca conseguiram uma penetração no mercado que afectasse a Nespresso. Este é um exemplo de uma excelente aplicação de uma Blue Ocean Strategy, que a maioria de nós procura. Quem não deseja ter um mercado sem concorrência? Mas é importante verificar que neste mercado sem concorrência, a Nespresso sempre demonstrou ter um grande respeito pelos consumidores, o que permitiu que a concorrência tivesse dificuldades acrescidas em entrar neste negócio de milhões, independentemente das patentes associadas.

Há já algum tempo que se começam a ver as cápsulas compatíveis, as patentes ainda estejam em vigor, mas é difícil entrar no mercado, porque a qualidade percebida do café Nespresso é muito elevada. Começam a aparecer cápsulas com preços competitivos e essa pode ser a via para entrar nos mercados.

Existe actualmente uma empresa portuguesa, a Brown, que pretende entrar neste mercado e que fez um grande investimento em cápsulas para Nespresso, como forma de crescer em tempo de crise, esperando ter uma parte do apetitoso negócio das cápsulas!

2011-10-07

a invenção da batata frita

A batata frita é hoje um acompanhamento importante de muitos pratos, como por exemplo numa das 7 maravilhas gastronómicas de Portugal!. Tal como no leitão, há muitos pratos que evoluíram para o acompanhamento de batatas fritas. É possível que neste ponto muitos façam um parêntesis para dizer regrediram. Independentemente de discussões de saúde ou culinárias, que considero importantes, o facto é que a batata frita está presente na alimentação de muitos de nós. Poderia dizer ainda e nas preferências das crianças, mas seria redutor, pois também está nas preferências de muitos adultos.
Interessante será saber como e onde foram inventadas as batatas fritas. Há várias teorias, e segundo a Wikipwdia, em http://pt.wikipedia.org/wiki/Batata_frita, a origem das batatas fritas terá sido na Bélgica, na França ou em Espanha.
Encontrei, no entanto, o relato da invenção da batata frita, como tendo sido num restaurante dos EUA?. E tem uma história encantadora por trás, pelo que poderá vir a ser conhecido correntemente como o local e a situação que levou à invenção da batata frita:
Segundo reza a história, George Crum era o chefe de cozinha de um elegante e luxuoso restaurante, o Moon Lake Lodge. Um cliente pediu batatas fritas, mas não gostou. Reclamou. Mandou-as para trás, alegando que estavam demasiado grossas e elásticas. Queria batatas mais finas e estaladiças. Mandou-as de novo para trás. Crum ficou irritado e quis dar uma lição ao cliente "mal-humorado". Crum cortou batatas o mais fino que conseguiu, fritou-as até ficarem castanhas e estaladiças e deitou-lhes sal por cima. SUCESSO! O cliente ficou encantado, pediu mais e espalhou a notícia. As batatas fritas ultra-finas tornaram-se a especialidade daquele restaurante. E evoluíram até ao que hoje conhecemos!