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2026-05-12

Conflito: se há silêncio, há destruição da equipa!

 

Na recente sessão promovida pela Ordem dos Farmacêuticos sobre gestão eficaz de conflitos, percebemos que o conflito não é um acidente nas organizações. É uma presença constante e muitas vezes, silenciosa. Como o ruído de fundo de grande parte das organizações é intensa, com telefones a tocar, pedidos que chegam, dúvidas clínicas que surgem, dando a sensação que o tempo é sempre insuficiente.

Ainda há quem pense que organizações saudáveis são organizações sem conflitos. A ideia é apelativa, mas falsa. Onde existem pessoas, interesses, pressão, cansaço, hierarquias e identidade profissional, existirão inevitavelmente tensões. A verdadeira diferença não está em evitar conflitos. Está em saber o que fazer com eles.

Foi precisamente essa a linha central da apresentação: o conflito pode destruir equipas ou, pelo contrário, conter mediocridades silenciosas. Pode desgastar relações ou gerar melhoria, inovação e maturidade institucional.

Ao longo da sessão, discutiram-se os vários tipos de conflitos que atravessam o quotidiano dos farmacêuticos. Alguns são facilmente visíveis, como as discussões abertas, confrontos verbais, divergências técnicas. Outros são mais discretos e perigosos: silêncios prolongados, resistência passiva, comunicação retida, sarcasmos subtis ou simples desistência emocional.

Falou-se do conflito de valores, quando aquilo que um profissional considera eticamente correto entra em choque com procedimentos, decisões de gestão ou limitações operacionais. Falou-se também do conflito relacional, frequentemente alimentado não pelos factos, mas pelas interpretações, pelo tom de voz, pela sensação de desrespeito ou pela necessidade humana de reconhecimento.

A sessão trouxe momentos desconfortáveis em que discutimos para além do problema real. Discutimos também as emoções, o ego, o medo, o território, a necessidade de controlo e a dificuldade em admitir vulnerabilidade.

Outro dos temas debatidos foi a atitude individual perante o conflito. Nem todos entram nele da mesma forma. Há quem ataque rapidamente, transformando qualquer divergência numa disputa de poder. Há quem fuja, adiando conversas importantes até que pequenos incómodos se tornem ressentimentos permanentes. Há quem tente agradar a todos, sacrificando a clareza em troca de uma paz aparente, o que costuma ter custos elevados mais tarde.

Curiosamente, muitas organizações reforçam exatamente os comportamentos que depois criticam. Equipas que evitam confronto acabam frequentemente premiadas pela “harmonia”, mesmo quando a ausência de debate produz más decisões. Por outro lado, ambientes excessivamente competitivos transformam qualquer desacordo numa luta de sobrevivência psicológica.

A gestão positiva de conflitos exige algo mais difícil do que técnicas. Exige maturidade emocional. Exige capacidade de ouvir sem preparar imediatamente uma defesa. Exige separar intenção de impacto. Exige compreender que ter razão nem sempre produz resultados.

Entre as várias estratégias abordadas, destacou-se a importância da comunicação clara e da intervenção rápida, antes do conflito ganhar dimensão. Conflitos ignorados não desaparecem, ganham raízes subterrâneas e ficam mais fortes, sem ninguém se aperceber. Também se discutiu a necessidade de criar espaços seguros de divergência, ambientes onde discordar não seja interpretado como deslealdade.

Outro ponto relevante foi a distinção entre conflito produtivo e conflito destrutivo. O primeiro desafia ideias. O segundo ataca pessoas. O primeiro aumenta a clareza. O segundo alimenta o desgaste. O primeiro melhora decisões. O segundo corrói confiança.

Talvez um dos aspetos mais relevantes da sessão tenha sido precisamente este: compreender que maturidade profissional não significa ausência de tensão. Significa capacidade de permanecer construtivo dentro dela.

No final, ficou uma sensação curiosa na sala. A de que muitos conflitos profissionais não nascem de más intenções, mas de fadiga acumulada, comunicação deficiente e ausência de conversas honestas. E talvez seja aí que reside o verdadeiro desafio das organizações modernas: não eliminar o conflito, mas impedir que ele se transforme em erosão silenciosa.

Porque uma equipa sem conflito não é necessariamente uma equipa saudável. Muitas vezes, é apenas uma equipa onde já ninguém acredita que vale a pena falar.

Se há silêncio, há destruição da equipa!

É fundamental que as pessoas falem — existam ou não conflitos declarados. Só assim é possível ultrapassar interpretações erradas, reduzir tensões e transformar diferentes perspetivas em crescimento coletivo.

2026-04-27

Expor para evoluir: um teste à cultura de inovação de uma empresa

 

Imagem criada por AI Gemini

Há primeiros contactos que são meramente protocolares. E há outros que, em poucos minutos, expõem o ADN de uma organização. Este foi do segundo tipo.

O contexto era uma auditoria interna ao sistema de gestão de inovação, enquadrada na NP 4457, sistemas de gestão da investigação, desenvolvimento e inovação (atualmente substituida pela ISO 56001). Trabalho adjudicado, agenda definida, expectativa normal: alguma formalidade, talvez um compasso de espera, um ritual discreto de afirmação hierárquica antes de começar.

Nada disso aconteceu.

No dia marcado, à hora exata, o diretor-geral estava à minha espera. Sem atrasos. Sem encenação. Sem aquele jogo silencioso de poder que tantas vezes marca o início destas interações. Recebeu-me com cordialidade, explicou o contexto da empresa com clareza e, sobretudo, deixou explícita uma intenção: queria que as pessoas aprendessem.

Não disse “queremos que a auditoria corra bem”. Disse, “queremos evoluir”.

Foi nesse momento que colocou a questão que mudou completamente o enquadramento do trabalho: se a Comissão da Inovação poderia assistir à auditoria.

Aqui é onde muitas organizações travam. Auditorias são, por definição, momentos de exposição, o que em culturas frágeis ou num sistema imaturo, é risco. Abrir esse espaço a um grupo alargado, com diferentes níveis hierárquicos, significa aceitar escrutínio interno em tempo real.

A minha resposta foi imediata: sim.

Não por cortesia, mas porque percebi o que estava em causa. Aquilo deixava de ser apenas uma auditoria. Passava a ser um exercício coletivo de aprendizagem, com potencial real de impacto na  cultura inovadora da empresa. Mais exigente, sem dúvida. Mais desafiante, inevitavelmente. Mas também infinitamente mais relevante.

E assim foi.

Durante um dia inteiro, a auditoria decorreu com o diretor-geral sempre presente e mais 16 pessoas a acompanhar, atentamente, cada questão, cada evidência, cada não conformidade latente, cada oportunidade de melhoria. Não havia dispersão. Não havia secretismo. Havia foco. O que se criou naquele espaço foi do mais interessante que já vi: transparência operacional e curiosidade genuína, simultaneamente.

A auditoria deixou de ser um processo de verificação para se tornar um mecanismo de alinhamento. Cada pergunta não era apenas respondida, era interpretada e, em alguns momentos, debatida com vigor. Cada requisito não era apenas cumprido — era discutido no seu impacto real na organização. A norma deixava de ser um referencial externo e passava a ser uma ferramenta de reflexão interna.

Foi com entusiasmo que vi tratarem o sistema de gestão como uma plataforma de aprendizagem, em vez de uma obrigação enfadonha. O que aquela experiência demonstrou, foi que a inovação naquela empresa não era um discurso periférico nem uma função isolada. Era uma atitude. E mais do que isso: uma atitude posta em prática. Transversal. Incorporada em diferentes níveis da organização.

Com o tempo, essa perceção não só se confirmou, como se consolidou. A evolução da empresa, tanto ao nível tecnológico, organizacional como de mercado, refletiu exatamente aquilo que estava implícito naquele primeiro contacto: intenção acompanhada de implementação.

Este é um fator critico de sucesso que nem todos conseguem alcançar: intenção a coexistir com execução. Este fator, se aplicado consistentemente, cria cultura.

Recordo frequentemente esse primeiro dia não pela auditoria em si, mas pelo que revelou. Porque, na prática, mostrou algo que raramente é explícito: quando a liderança decide expor o sistema em vez de o proteger, está a dizer à organização que aprender é mais importante do que parecer competente.

E isso não se simula. É uma escolha. E, neste caso, foi uma escolha clara.

2026-01-30

Comunicação em equipas na área farmacêutica

 


A comunicação numa equipa tem que ser destacada como uma competência chave para o desempenho e a excelência profissional.

No âmbito da sessão dedicada à Comunicação em Equipas de Elevado Desempenho, promovida pela Ordem dos Farmacêuticos, foi reforçada a importância da comunicação como um dos principais fatores de eficácia no trabalho em equipa e na liderança.

A comunicação entre líderes e elementos da equipa assume um papel determinante na qualidade das decisões, na confiança nos processos e no desempenho organizacional, independentemente do contexto de atuação — farmácia comunitária, hospitalar ou indústria.

De acordo com os conteúdos abordados, a comunicação interna eficaz:

  • Promove alinhamento estratégico e operacional
  • Fortalece a confiança e a responsabilização
  • Aumenta sentimento de pertença e integração
  • Apoia na minimização dos efeitos de crises
  • Cria um clima organizacional positivo
  • Transmite credibilidade e transparência

Foi igualmente destacado que o desenvolvimento de novos líderes é um fator crítico para a sustentabilidade das equipas farmacêuticas. A liderança não é um atributo automático associado à função, mas uma competência que se constrói no dia a dia, através da aprendizagem de métodos, do aumento da consciência individual, do treino deliberado, da aplicação prática no contexto real e da reflexão sobre lições aprendidas.

Neste sentido, o desenvolvimento das competências de comunicação surge como um elemento central para quem pretende evoluir para um perfil de profissional de excelência, capaz de influenciar positivamente decisões, equipas e resultados, assumindo responsabilidades de liderança de forma consistente e informada.

Num contexto de crescente complexidade do sistema de saúde, a Ordem dos Farmacêuticos reafirma, através desta iniciativa, a necessidade de capacitar os profissionais não apenas ao nível técnico, mas também nas competências que sustentam equipas eficazes, confiantes, humanas e orientadas para o desempenho.

A próxima sessão será a 19 de Fevereiro e iremos falar sobre a Construção de Equipas de Elevado Desempenho.

Bom Caminho! 

2025-11-06

Liderar é Resolver Problemas: O Papel do Líder na Criação de Espaços de Confiança


 Colin Powell afirmou:
“Liderar é resolver problemas. O dia em que os soldados pararem de trazer os seus problemas para si é o dia em que deixou de liderar.”
Esta frase é uma afirmação poderosa: liderar é muito mais do que definir metas e acompanhar resultados.
É criar um ambiente onde as pessoas se sintam seguras para partilhar o que não está a funcionar.
Quando os membros de uma equipa deixam de trazer problemas ao líder, isso é um sinal de alerta.
Pode significar medo, desmotivação ou simplesmente a perceção de que “não vale a pena”.
E quando os problemas deixam de ser partilhados, deixam também de ser resolvidos — e a equipa estagna.

1. Escutar é o primeiro passo
Um bom líder não reage, escuta.
Escutar com atenção e empatia permite compreender as causas profundas das dificuldades. Muitas vezes, o que parece um problema técnico é, na verdade, um desafio humano, relacional ou de comunicação.

2. Acolher e focar-se nas soluções
Escutar não basta. É preciso acolher o problema sem julgar, criar o espaço para diálogo e direcionar a energia para a solução.
A postura do líder define o tom: se reage com irritação ou culpa, fecha portas; se reage com abertura, cria oportunidades.

3. Envolver a equipa na resolução
Sempre que possível, envolver os membros da equipa na resolução é essencial.
Isso aumenta o compromisso, desperta a criatividade e reforça o sentimento de pertença.
Os melhores resultados nascem da colaboração — não da imposição.

4. Cada problema resolvido é um passo em frente
Cada vez que uma equipa supera um desafio, cresce em maturidade, confiança e autonomia.
A resolução de problemas é um processo contínuo de aprendizagem coletiva. É assim que se constrói uma cultura de excelência.

No fundo, liderar é transformar problemas em progresso.
E isso começa no momento em que alguém tem coragem para dizer: “Temos um problema” e encontra um líder disposto a ouvir.

É útil lembrar que Ser Líder é Evoluir em Equipa!  

2025-03-14

Pontualidade: um compromisso com o sucesso

 

    A ambição de uma grande maioria de pessoas é tornar-se um pouco melhor. Muitas vezes, procuramos aspetos da nossa vida onde podemos exercer milagres e melhorias fantásticas de grande porte, para que se possa sentir a nossa melhoria e que o impacto seja grande em diversas áreas da nossa vida.
    Muitas vezes, esquecemo-nos do básico e há alguns hábitos que podemos ter para melhorar significativamente a nossa vida. A pontualidade é um destes aspetos básicos e, como acréscimo, depende essencialmente de nós, o que faz com que seja a vontade, acima de tudo, que pode fazer com que sejamos mais ou menos pontuais.

A Importância da Pontualidade na Vida Pessoal e Profissional


    A pontualidade é uma qualidade fundamental para o sucesso e o bem-estar em diversas áreas da vida. Tanto no contexto profissional quanto no pessoal, ser pontual reflete compromisso, respeito e organização. Embora possa parecer um detalhe trivial, o hábito da pontualidade impacta diretamente na forma como somos percebidos pelos outros e no nosso próprio bem-estar.

Pontualidade no Ambiente Profissional


    No contexto profissional, a pontualidade é um diferencial que pode determinar o sucesso de uma carreira. Ser pontual demonstra compromisso e responsabilidade, o que fortalece a reputação e credibilidade de um profissional. Quando alguém cumpre prazos e chega antes do horário combinado, transmite confiança aos colegas, clientes ou outros envolvidos, criando um ambiente de trabalho mais produtivo e eficiente.
    Além disso, a pontualidade tem impacto direto na produtividade. Um profissional que gere bem seu tempo previne a acumulação de tarefas e minimiza a pressão causada por atrasos. Este comportamento também reduz os níveis de stress, pois reduz a necessidade de correr contra o tempo para fazer o que tem de ser feito. Como resultado, líderes e gestores tendem a valorizar mais aqueles que são organizados e confiáveis, aumentando a sua possibilidade de crescimento e promoção na empresa.

Pontualidade na Vida Pessoal


    No âmbito pessoal, a pontualidade desempenha um papel essencial na construção de relações saudáveis. Cumprir compromissos dentro do tempo estabelecido demonstra respeito pelo tempo dos outros, evitando frustrações e mal-entendidos. A falta de pontualidade pode ser interpretada como desinteresse ou desorganização, afetando negativamente amizades, relações familiares e amorosas.
    Como extra, ao praticar a, estamos a contribuir para o desenvolvimento da disciplina e autocontrolo. Ao planear com mais atenção e detalhe os seus horários, a pessoa torna-se mais organizada e produtiva, o que se reflete numa rotina mais equilibrada. Outro benefício é o aumento do tempo livre: quando se evita atrasos e desperdício de tempo, ganhamos mais espaço para lazer, descanso e atividades de que se gosta. Por fim, a pontualidade também reduz a ansiedade, pois elimina a preocupação constante de estar sempre a correr para cumprir com os compromissos.

Todos ganham


    Ser pontual é muito mais do que simplesmente chegar à hora certa; é um hábito que reflete valores como responsabilidade, respeito e organização. No ambiente profissional, a pontualidade abre portas para o crescimento e o reconhecimento, enquanto na vida pessoal fortalece relações e proporciona maior qualidade de vida. Desenvolver este hábito melhora a percepção dos outros sobre nós, e também nos ajuda a viver de forma mais tranquila e produtiva.

    Portanto, vale a pena refletir: a pontualidade é uma fraqueza ou um ponto forte na sua vida?

    Disciplina-te na pontualidade e partilha a sua importância com os outros. Todos ganham com um contexto em que tu e quem te rodeia é pontual.

2024-11-06

SPI * Gestão de Conflitos

 


A SPI - Automação e Processos Industriais aposta forte na formação de seus colaboradores. Dinamizei a última formação em Gestão dos Conflitos. Muitas vezes, as competências técnicas são o foco das empresas, porque permite a melhoria dos aspetos técnicos, permite assegurar o acompanhamento de produtos e processos e é valorizada porque se vê de imediato os efeitos no produto. A SPI tem apostado igualmente em formações relacionadas com as "soft skills", que são as formações mais difíceis, pois o comportamento tem várias dimensões subjetivas.

Nos ambientes industriais é cada vez mais evidente e aceite que a capacidade de lidar com conflitos e divergências de forma construtiva é fundamental para a satisfação dos clientes, o sucesso dos projetos e, consequentemente da empresa. 

A formação, foi direcionada para todos os colaboradores, desde Gestão de Topo a técnicos, desde estagiários a pessoas com muita experiência... todos ganham em estar presentes e em debater os conflitos e as estratégias e atitudes mais adequadas para uma empresa saudável e focada em cumprir a sua missão. Abordaram-se temas como a boa comunicação, o espírito de equipa e o impacto da produtividade no bem-estar e vice-versa. 

Foram apresentados conceitos sobre conflitos e analisados casos de estudo. O que se pretende é que os trabalhadores vejam como podemos lidar com os conflitos, tornando-os fonte de melhoria e progresso da empresa.

Com essa iniciativa, espera-se que as nossas pessoas aumentam a sua satisfação, se sintam num ambiente em que podemos falar abertamente sem receio e debater divergências com à vontade e com a certeza de sermos escutados e respeitados. Assim, a notoriedade e reputação da empresa sairá reforçada e será mais competitiva. 

Ao investir no desenvolvimento dos seus colaboradores, a SPI reforça o seu compromisso com a construção de um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. A formação em gestão de conflitos é um passo importante para garantir que a empresa continua o caminho que tem feito no setor da automação industrial, servindo bem os seus clientes e atraindo novos clientes para ser cada vez mais uma referência de excelência no setor da automação industrial.

A Gestão de Topo da SPI demonstra uma preocupação com as suas pessoas e com o seu desenvolvimento e bem-estar. Sinto-me honrado em acompanhar a SPI e estou convencido  que com esta atitude e envolvimento dos seus colaboradores o sucesso é o destino. 

Para a SPI e toda a equipa, votos de um Bom Caminho!

2024-04-11

Um líder faz-se, não nasce feito.


Um líder faz-se, não nasce feito.

Claro que algumas pessoas nascem com características que associamos mais à liderança. No entanto, a liderança pressupõe um trabalho de desenvolvimento contínuo. Quem não cresce na liderança, mirra. Para crescer, é preciso conhecer e praticar a liderança. 

Independentemente da sua maior ou menor propensão para ser um “líder nascido e não criado”. É certo que existem diferentes estilos de liderança e diferentes estilos de liderados. Cabe ao líder adequar o seu estilo ao momento e à pessoa que tem à sua frente.

É importante estarmos conscientes que o líder nunca atinge o seu estado perfeito. Há sempre algo a melhorar. E quando se pensa que estamos na nossa plenitude, que dominamos a arte da liderança e nada há que seja passível de melhoria, inicia-se um estado descendente… Atingimos o pico da soberba e devem soar os alertas, as sirenes de incêndio, os sinais amarelos ou vermelhos. É hora de refletir, voltar a aprender e perceber que continua a haver muito caminho para fazer…

Continua o caminho. Segue em frente... Faz-te Líder!

2024-02-18

Tertúlia sobre Gestão da Mudança na Bairrada

Foto de Nataliya Vaitkevich no Pexels

Em Fevereiro, dinamizei uma tertúlia sobre Gestão da Mudança, organizada pela empresa de consultoria Pedro Castela Consulting (nomeadamente o Pedro e o Bruno). Este é um tema bastante pertinente e atual, ao qual nem sempre se dá a devida atenção.

A tertúlia reuniu representantes de diversas empresas locais, promovendo um espaço de partilha de experiências e conhecimentos sobre estratégias eficazes de gestão da mudança. O ambiente descontraído do Burguezia do Leitão favoreceu um diálogo aberto e construtivo entre os participantes.

Durante a sessão, foram abordados temas como resistência à mudança, adaptação das equipas e liderança eficaz em momentos de transição organizacional. A troca de ideias entre os participantes proporcionou contributos valiosos, destacando-se a importância de uma comunicação clara e transparente no processo de mudança.

Após a tertúlia, os presentes tiveram a oportunidade de continuar a conversa sobre diversos temas, durante um almoço que se revelou uma extensão natural do debate. Um dos principais temas que emergiram durante a refeição foi a relevância das pessoas nas organizações, com foco especial em estratégias de recrutamento e retenção de talentos.

O Pedro Castela e o Bruno Oliveira fizeram um excelente trabalho de organização e promoção do evento e a sua empresa está a dar passos importantes para a sua afirmação na região. Vou acompanhar o seu trabalho e tenho a certeza que vão ocupar um espaço importante no apoio de empresas. Foi notório o seu relacionamento com os participantes, e alguns afirmaram a importância do trabalho que a Pedro Castela Consulting tem desenvolvido nas suas empresas.

Fiquei bastante satisfeito com o evento, pois senti que foi inspirador para muitos dos empresários presentes e o interesse, calor e intensidade com que se debateram algumas questões. Foi um debate que permitiu que cada um de nós pudesse sair da tertúlia um pouco mais conhecedor destes processos de mudança, e que todos percebessemos que este é um tema em que há dificuldades comuns para as diversas empresas e, conhecer as boas práticas dos outros, pode ser um auxílio grande para os nossos próprios processos. Houve concordância que a Gestão da Mudança é cada vez mais relevante num contexto empresarial em constante evolução, e a partilha de conhecimentos é fundamental para enfrentar os desafios presentes e futuros.

Ficou prometido que novas tertúlias já estão a ser preparadas, ficando a promessa de mais oportunidades para a comunidade empresarial local se reunir, partilhar experiências e desafios, aprender e fortalecer as suas práticas de gestão.

Vida Longa e Próspera para os organizadores e participantes, que valorizaram a sessão pela sua energia, disponibilidade para partilhar e curiosidade.

2024-01-03

As 12 Jornadas do Líder: Como desenvolver as capacidades de liderança?

Antes de seres um líder, o sucesso passa pelo teu crescimento.
Quando te tornas um líder, o sucesso passa por fazeres crescer os outros.
Jack Welch                                                

A excelência na liderança é um fator crítico para o sucesso de qualquer equipa ou organização. Todos podem ser líderes. Há algumas pessoas que têm uma vocação inata para liderar, outras têm características e traços que podem trazer maiores barreiras ao seu papel enquanto líder. Independentemente da sua apetência natural para a liderança, todos podem ser líderes e todos têm que desenvolver continuamente as suas capacidades de liderança, para poderem aspirar a ser líderes cada vez melhores e mais reconhecidos. Um líder que estagna, rapidamente deixa de ser líder e perde a equipa.
A liderança deve ser desenvolvida e praticada todos os dias!

Foto de Tom Fisk no Pexels

É fundamental que os líderes aumentem e atualizem as suas competências de liderança para aumentar a sua capacidade de proporcionar aos seus colaboradores as condições necessárias para que estes se desenvolvam, que compreendam o seu papel e relevância no cumprimento da missão da equipa, que estejam com a equipa de corpo e alma e que queiram estar na equipa.

Esta formação/ciclo de workshops “As 12 Jornadas do Líder” tem como objetivo fundamental permitir a aquisição e prática de competências relevantes para o desenvolvimento de um líder ou potencial líder, através da reflexão e experimentação dos temas, e dando tempo entre workshops para que cada participante possa implementar na prática os conceitos apreendidos e as experiências assimiladas. O reforço de competências de liderança, ao longo do tempo, proporciona um nível de entendimento e uma maturidade crescente, desde que aplicada ao longo do tempo, de forma consistente, pelos participantes.


"Há diversos padrões por onde avaliar a importância de uma organização. Um dos mais importantes é o calibre da sua liderança." — Nelson Mandela


Os temas a analisar e trabalhar:

1. Construir equipas de elevado desempenho.

2. Comunicar em equipas de elevado desempenho.

3. Definir missão, visão, valores e propósito.

4. Gerir emoções e inteligência emocional.

5. Gerir conflitos eficazmente.

6. Identificar tipos de liderança.

7. Gerir o tempo é gerir a vida.

8. Motivar e autoliderança.

9. Resolver criativamente problemas.

10. Gerir a mudança.

11. Desenvolver equipas: o líder é um coach.

12. Incentivar equipas positivas.


"Um líder tem que ser uma de duas coisas: ou tem que ser ele mesmo um brilhante visionário, um estratega verdadeiramente criativo, caso em que pode fazer o que gosta e safar-se com isso; ou então tem que ser um verdadeiro dinamizador que traz para fora o melhor dos outros.” — Henry Mintzberg


Como desenvolver as competências de liderança:

1. Através de ações adequadas:

1.1 formação fundamental para o desenvolvimento de líderes de topo, líderes intermédios e potenciais líderes.

1.2 workshops temáticos regulares, com planos de ação associados.

2. acompanhamento personalizado, com sessões individuais com líderes.


Liderança - a arte de conduzir uma equipa rumo a um futuro melhor.


Benefícios: Maior Autoconhecimento Maior Inteligência Emocional Capacidade de Autoliderança Mais Inspirador Melhores Relações Interpessoais Equipas Mais Fortes e Consistentes Elevado Desempenho Melhor Clima e Maior Motivação Equipas Entusiasmadas e Envolvidas



Informação adicional

pmcpaiva@gmail.com

2023-11-28

Porque ser líder é... Liderar-se a si próprio

 


A nossa tendência é olhar para fora...
A responsabilidade não é minha, é dos outros.
Fui apanhado pelas circunstâncias.
A minha equipa está a falhar! O que posso fazer?
Desculpas, deculpas, desculpas...
A grande questão é: como posso liderar os outros se não me liderar a mim próprio?
É neste momento que entra o autoconhecimento. É neste momento que começamos a procurar perceber como somos e o que podemos fazer para nos aceitar e podermos olhar para os outros sem julgamento.
Quando me lidero a mim próprio, aumento a probabilidade de liderar um pouco melhor os outros.
O verdadeiro líder sabe que, antes de olhar para os outros, tem que olhar para si próprio.
O líder tem que se conhecer.
O líder tem que conhecer os seus pontos fortes.
O líder tem que conhecer as suas vulnerabilidades e o que o irrita.
O líder tem que conhecer os seus limites.
O líder tem que conhecer os seus desejos... e as suas necessidades.
O Líder tem que conhecer os seus valores
O líder tem que conhecer os seus sonhos... A sua missão... O seu propósito!
Agora, o líder pode iniciar a caminhada, que será capaz de construir uma equipa à sua volta.

Porque ser líder é... começar por se liderar a si próprio.