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2023-06-04

É importante ter muitas ideias? Que vida posso ter sem o desconforto de ter ideias?

Quem não tem ideias e não experimenta coisas novas, não erra. 

Sem ideias, até podemos controlar o processo, mas este não evolui. Podemos controlar a vida (???), mas esta não evolui.

É importante haver criatividade, pensamento anti-convencional. As ideias, a experimentação, a novidade faz-nos evoluir, faz-nos crescer, promove o desenvolvimento.

É preferível ter muitas ideias, mesmo que umas quantas estejam erradas, do que não errar. Nem se está certo, nem errado. Fazer e desfazer tudo é aprender. Errar hoje, aumenta a possibilidade de acertar no futuro. Errar rápido, faz acertar mais depressa.

Errar é viver e aprender, para viver melhor.

Errar é fazer e aprender, para fazer melhor.

Há sempre riscos, todos os dias, a todo o momento. Analisar e perceber se queremos assumir o risco atual, é fundamental para seguirmos em frente.

É melhor ter uma ideia do que nenhuma. É melhor ter umas quantas ideias do que apenas uma. É melhor ter muitas ideias do que apenas algumas. Na criatividade, a quantidade é fator essencial para a qualidade.

Vamos ter muitas ideias e aceitar que algumas não vão dar certo.

E tu? Preferes ter ideias e mudar, ou manter a situação igual e controlada?

2016-10-25

O Brainstorming foi Poderoso...

Designed by Freepik

E quando numa cidade pequena aparecem vários interessados em promover as ideias e em potenciar a sua capacidade criativa? Aconteceu na Mealhada... Na Cais Pharma!

Desta vez, não foram atraídos pelas 4 Maravilhas da Mealhada e, independentemente da sua proveniência pessoal e profissional, quem apareceu estava muito curioso sobre o tema! Responderam ao desafio de aprender a fazer um Brainstorming Poderoso... Deixaram que as rotinas dos sábados de manhã ficassem para o fim de semana seguinte, fossem elas dormir, ir às compras, ir ao ginásio ou passear no parque da cidade e envolveram-se de uma forma magnífica nos desafios que foram colocados.

Se um workshop depende muito do animador de serviço, depende ainda mais dos participantes. E este grupo, abraçou cada um dos desafios com uma entrega impressionante e permitiram obter resultados muito bons para quem se está a iniciar nestas andanças. Uma das pessoas disse, durante a sua apresentação, que não era muito criativa e acreditava nisso de forma convicta. Espero que tenha deixado de acreditar pois creio que nenhum dos presentes ficou convencido. É uma pessoa criativa, desde que saiba a importância de conhecer algumas etapas desta ferramenta que promove a nossa criatividade e, a partir daí, aproveitar para dar largas à imaginação. Num ambiente informal e descontraído, foram muitas as partilhas e as ideias lançadas.

Com o intuito de melhorar a capacidade de gestão das associações do concelho da Mealhada, a CaisPharma ofereceu uma participação a duas associações do Concelho. A Associação de Jovens Cristãos do Luso aproveitou bem a oferta e enviou um participante, o Nuno, que muito contribuiu para a excelência da sessão!

Ainda se recolheram alguns alimentos, que a CaisPharma irá entregar a uma instituição que possa entregar aos necessitados.

E assim se aprenderam a fazer Brainstormings Poderosos...
Agora, só é preciso aplicar!

Um grande obrigado a todos!








2016-10-03

WEB SUMMIT: Hoje somos 14 Startups e no futuro?



O Web Summit é um evento de reconhecida importância no que respeita ao panorama europeu de tecnologia, empreendedorismo e inovação. Este ano, realiza-se em Portugal (Lisboa), entre 7 e 9 de Novembro e está representado por 66 Startup Portuguesas. Mais, dessas 66 startups, 14 são do Centro de Portugal...


  • NU-RISE
  • Watrigd
  • PET Universal
  • Magnomics
  • Heartgenetics
  • LifeTag
  • iClio
  • doDoc
  • Treat U
  • Speak
  • Fibersail
  • Follow Inspiration
  • BeeveryCreative
  • StoryMatik

Que sejam o exemplo para que na próxima hajam mais umas quantas representantes...

Ler mais em...
CCDRC
Net Centro

2016-05-24

Falar de competências... e de mudar o mundo!


Ontem foi dia de falar de competências e da sua importância no nosso crescimento pessoal e profissional! No TedXYouth de Coimbra. Gostei da experiência. Senti orgulho e vaidade por ter sido convidado. Ir a um TEDx, é um reconhecimento de que o que temos para partilhar tem valor para alguém! Pelo menos, para quem fez o convite... E se tiver conseguido tornar a vida, a atitude, o pensamento, ou o comportamento de alguém um pouco melhor, terei conseguido cumprir com o objetivo a que me tinha proposto. E não é situação única ter alguém que me surpreende dizendo que mudei a sua vida ou que fui/sou uma inspiração. É muito bom. A primeira tentação será dizer que é exagero. Mesmo sem falsa modéstia. Analisando mais profundamente, quem sou eu para insistir com alguém que diz que lhe mudei a vida para a confrontar (à pessoa), dizendo-lhe que está errada? No caso desta Talk, esta deve ser informação que não me chegará facilmente. Apenas os sorrisos que consegui sacar poderão servir para o meu barómetro pessoal, absolutamente falível, mas que me dá a sensação de que foi positivo para quem estava a ouvir.

Este TEDx Youth Coimbra para o qual tive a honra de ser convidado, foi realizado no âmbito do Campeonato Nacional das Profissões. No final, visitamos a Worldskills Portugal, que permitiu ver o que está a ser feito ao nível da formação profissional com um evento de grande mérito, que corresponde a um momento alto da formação profissional.

Fui partilhar algumas experiências e recebi imenso. Ver o Diogo Silva a partilhar como tem conseguido ter sucesso a partir do insucesso, a Rita Galante a partilhar o método duro como aprendeu a importância do trabalho em equipa e a Adriana Neves a explicar-nos como teve que encontrar os seus sonhos e como os tem operacionalizado, foi revigorante. Se alguém pensa que "os jovens são isto e aquilo", e que "não temos futuro com esta juventude", devia ver os exemplos destas pessoas que vão ser os adultos do nosso futuro, vão dar a alma ao nosso país. Olhando para as talks que tive a felicidade de ver, há esperança no futuro... Senti que estava ao lado de gente de grande coragem e valor. Nesta idade, conseguiram fazer boas comunicações com excelentes conteúdos.

Também a Joana Branco, especialista em Biotecnologia e Gestora da Inovação, partilhou connosco, de forma magistral, o seu caminho e os seus desafios até agora! E que caminhos! Quer mudar o mundo e vai consegui-lo. Aliás, já o está a conseguir!

Eu, irei resgatar alguns dos ensinamentos que ali ouvi, e se conseguir colocar alguns em prática, já estarei a mudar o mundo. O meu mundo, pelo menos!

Para quem esteve presente, um grande hip hip HUGAA!!

2015-09-08

Criar implica erro... O erro, quando nasce, é para todos!


Uma das coisas que me dá, atualmente muita satisfação, é ensinar criatividade orientada para a inovação e diferenciação. Normalmente, sinto a facilidade de ser animador de sessões, em que "os outros" é que têm o dever de, com a devida orientação, chegar a soluções.

Recentemente, fiz parte de um grupo que pretendia desenvolver um novo serviço. Desta vez, eu também era "os outros". Começamos o nosso trabalho e definimos algumas etapas. A criatividade foi estando presente. Debate atrás de debate, argumento a argumento, tijolo a tijolo, fomos construindo, paulatinamente, a solução com consensos que agradavam todo o grupo. Uma cedência aqui, outra ali, mas íamos na direção certa e sem melindres.

Chegámos a um resultado que nos deixou orgulhosos. Doentiamente orgulhosos. Insanamente orgulhosos. Estávamos convencidos que o sucesso do serviço estava garantido.

Fomos apresentar a um conjunto de empresas próximas (geograficamente e não só) o nosso serviço. Eu estava convencido que mudanças, apareceriam, mas apenas de pormenor. Detalhes. Fazer o pré-teste à nossa solução brilhante e infalível foi o melhor que fizemos.Levámos tanta pancadaria num tão curto espaço de tempo, que ainda me doem certos neurónios, localizados principalmente no hemisfério direito.

É caso para abençoar tal dedicação da nossa parte e tal feedback das empresas. Errámos depressa e em grande. Deu-nos tempo para corrigir atempadamente. Criar é duro. É uma realidade.

No entanto, a dor do momento fez com que as escadas para a sala fossem subidas em modo taciturno, porque todos conhecíamos as teorias do "errar é aprendizagem", e dos ensinamentos do Einstein, quando dizia que "quem nunca errou, nunca experimentou nada de novo". É tão bonito e tão fácil quando orientamos "os outros". O certo é que no momento, e quando se trata do nosso trabalho, tem impacto. Custa. Engolimos em seco. A diferença está sempre no tempo que demora a chegar a motivação e a capacidade de nos empenharmos a criar, recriar ou voltar a recriar. Demorou pouco tempo. A vontade bateu de novo à porta de vidro e, já está marcada nova sessão para continuar a criação deste novo serviço. Trabalho criativo implica ter arcaboiço para o feedback e seguir em frente.

Como digo aos elementos dos grupos de trabalho, "fazer e desfazer, tudo é aprender". É sempre mais fácil dizer "aos outros", do que aceitar quando se trata do nosso trabalho.

Faz-me sempre lembrar os médicos que dizem para não fumar, enquanto tamborilam na mesa à espera do fim da consulta para ir dar uma passa!

É para saber que todos passamos por processos idênticos. Segundo Mary Lou Cook, "criatividade é inventar, experimentar, crescer, correr riscos, quebrar regras, cometer erros e divertir-se.".
Tenho procurado pensar como ela. Tenho procurado aceitar o erro, porque o erro, quando nasce, é para todos.

Acredito que já o consiga em mais de 75% das vezes que estou a criar!

É fascinante aplicar no terreno o que andamos a apregoar na rua.
É fascinante passar pelas mesmas dificuldades.
É mais fácil perceber as reações.

Ao trabalho! 
Toca a criar!
A experimentar!
A errar!
A aprender e a refazer! 
Reconstruir!
Até à solução que dificilmente será a final!

2013-08-28

Jerónimo Martins 16.º na lista de inovação da Forbes


O país regressa aos poucos ao trabalho. Está a acabar a época dos banhos e é importante começar com boas notícias para motivar para o novo período que se aproxima. A notícia seguinte, Jerónimo Martins à frente da Apple e Google na lista de inovação da Forbes, é deve servir como referência para acreditar. 

É possível!

Empresas portuguesas podem estar entre as melhores. Claro que a Jerónimo Martins não deixa as pessoas indiferentes. É claro que para a maioria das pessoas, a análise que fazem da empresa está entre a veneração e o ódio. Com pouco espaço para cinzentos intermédios. Desde a música do Pingo Doce ao famoso dia do trabalhador com os descontos de 50%, vários são os motivos para as emoções extremas quando se avalia esta empresa.

No entanto, factos são factos e a Forbes tem critérios bem definidos, que se podem consultar na explicação da metodologia, pelo que estar no 16.º lugar deste ranking tem que ter grandes méritos. Pode-se ver o ranking das "Empresas Mais Inovadoras do Mundo" segundo a Forbes mesmo aqui e analisar quais as empresas que acompanham a Jerónimo Martins.

Quando analisamos o ranking das Empresas Mais Inovadoras da Europa, ainda se torna mais impressionante a posição alcançada pela Jerónimo Martins, que apenas tem à sua frente as empresas ARM Holdings, do Reino Unido e que trabalha na área dos semi-condutores, e pela Dinamarquesa Coloplast, no setor dos Dispositivos Médicos.  Também o facto de estar no setor da venda a retalho, apenas pode salientar o trabalho da empresa 


1. ARM Holdings (U.K.) World Rank: 5 Industry: Semi-conductors Innovation 

2. Coloplast (Denmark) World Rank: 12 Industry: Medical Equipment Innovation

3. Jerónimo Martins (Portugal) World Rank: 16 Industry: Food Retail Innovation


4. Pernod Ricard (France) World Rank: 20 Industry: Beverages Innovation


5. Essilor International (France) World Rank: 24 Industry: Medical Equipment Innovation


6. Beiersdorf (Germany) World Rank: 24 Industry: Household/Personal Care Innovation


7. Grifols (Spain) World Rank: 25 Industry: Pharmaceuticals Innovation 


8. Diageo (U.K.) World Rank: 27 Industry: Beverages Innovation


9. Danone (France) World Rank: 29 Industry: Food Innovation 


10. Dassault Systemes (France) World Rank: 31 Industry: Software Innovation


Ter uma empresa portuguesa no 3.º lugar do Ranking Europeu é muito positivo. 
Este facto deve-nos deixar orgulhosos e deve ser motivador para trabalhar as áreas da inovação com relexão séria sobre os métodos, com o empenho e dedicação há inovação, sabendo que há formas de chegar ao topo. Devemos questionar como podemos implementar uma cultura de inovação e como definir os processos no sentido de contribuírem de forma inequívoca para a inovação de qualquer organização. Se a inovação estiver a funcionar bem, a empresa estará no bom caminho.

Espero que as empresas que acompanho, e muitas outras que fazem da inovação e da qualidade pilares fundamentais na sua sustentabilidade, tenham a arte e o engenho para implementar as ações necessárias para se tornarem empresas inovadoras de facto, pois esta forma de estar aumentará significativamente a probabilidade da empresa ter uma maior longevidade com a satisfação dos atores envolvidos.

No post O estado da Nação na Inovacao fala-se de algumas causas e propostas de ação. É fundamental focalizar os nossos esforços para tornar as nossas empresas melhores e perceber o que foi feito para esta empresa chegar ao patamar a que chegou, percebendo se podemos melhorar alguma coisa em cada uma das nossas empresas com a aprendizagem realizada. Com esforço e melhoria constante da organização, a consequência natural é surgir entre as melhores. Vamos trabalhar para que as nossas empresas possam melhorar o seu desempenho a diversos níveis. 

É possível! 
Basta Acreditar...
E não esquecer que Inovar Faz Bem!

2013-07-19

Fato invisível Anti-Tubarão para surfistas

A invisibilidade é um tema recorrente, misterioso e aliciante. Normalmente não está relacionada com situações de vida ou de morte. Já aqui falámos de casos de invisibilidade e da evolução que a tecnologia tem tido, como podemos ver em ser invisível como o Harry Potter. É provável que, mais tarde ou mais cedo, a ciência ultrapasse a magia, como tem acontecido em diversas áreas do saber.

Quando juntamos tubarões e surfistas, a visibilidade dos surfistas aos olhos dos tubarões já pode ser um caso de vida ou de morte. Na Austrália, encontram-se os locais com maior número de ataques de tubarão na costa. Como os surfistas são dos que mais tempo passam na água, a matemática diz-nos que existe uma maior probabilidade de estarem entre as vitimas. Desta forma, o desafio de diminuir o número de vitimas de ataques de tubarão, foi ganhando prioridade e tornou-se um objetivo da Universidade da Austrália Ocidental, que em parceria com a empresa SAMS (Sistemas de Mitigação de Ataques de Tubarões) olharam para o problema e têm trilhado um caminho que se espera que se reflita numa diminuição significativa dos ataques destes predadores aos surfistas. Já vimos o manto mágico da invisibilidade do Harry Potter, já vimos este manto da invisibilidade ser conseguido pela ciência e agora verifica-se a invisibilidade aos olhos dos tubarões, baseado, com certeza, em muita pesquisa e estudos para perceber o comportamento dos tubarões. 

Uma forma diferente de ultrapassar o desafio. Há que dar razão ao "outro", que dizia: "o problema não é o problema! O problema é a forma como vemos o problema"!

Fica o vídeo com explicações adicionais e links para quem tiver curiosidade em saber mais:



2012-12-04

A Virgin do Richard Branson


A coleção da Visão "histórias de génio" passou a estar disponível na minha mesinha de cabeceira.
Comecei com o alucinado Richard Branson, da Virgin.
Esta história começa com uma frase do génio em causa, absolutamente espantosa pela sua simplicidade e veracidade:

"As oportunidades de negócio são como os autocarros. Vem sempre outro a seguir."

2012-09-16

Imagine-se!!!.... uma Sala da Imaginação :))

No térreo ficam o café e a área de leitura que se ligam ao mezanino por uma escada em formato de urso panda ou uma barra de escorregar, como a usada por bombeiros  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
No piso 0 ficam o café e a área de leitura que se ligam superior por uma escada em formato de urso panda ou uma barra de escorregar, como a usada por bombeiros
O conceito de sala de inovação já há alguns anos que é aplicado nalgumas empresas que pretendem promover a capacidade criativa e a imaginação entre os seus colaboradores. Claro que há um ou outro exemplo de salas fantásticas, mas que não podem ser utilizadas pelos colaboradores, servindo mais de espaço promocional. Acredito que a maioria contribua para a resolução de problemas das empresas, para promover o pensamento divergente, para olhar as coisas de forma diferente e para que os colaboradores se sintam mais satisfeitos e com momentos de reset, fundamentais para respirar fundo e retomar projetos ou atividades com dose reforçada de empenho e engenho. Quem as tem, fala dos seus benefícios.

O interessante da notícia Universidade cria sala da imaginação para estimular criatividade é ser precisamente uma "sala da imaginação" numa universidade. Creio que só este facto, já evidencia uma atitude vanguardista no que se refere a estes temas. É um exemplo de ação. É a evidência de uma cultura virada para a inovação e promotora de mentes criativas. Claro que tem custos, mas com imaginação e com meios mais modestos, é possível ter espaços interessantes para a promoção da criatividade.

A área que entrou em uso em agosto é uma iniciativa pioneira. Acima, a sala de leitura com paredes laminadas para dar a aparência de uma toca de leitura futurista na qual os estudantes podem curtir um bom livro  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
Uma sala de leitura com paredes laminadas para dar a aparência de uma "toca de leitura futurista" na qual os estudantes podem aproveitar para ler.
O lounge é um espaço de estudos e diversão que estará aberta a todos os cerca de 20 mil alunos da universidade, mediante o pagamento de uma taxa de manutenção. Uma área em formato de casa foi montada para concertos de bandas de garagem. Se a ideia for ensaiar é só fechar os portões  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
Uma área em formato de casa foi montada para concertos de bandas de garagem.
Se a ideia for ensaiar é só fechar os portões.
Fonte:  http://noticias.terra.com.br/

2012-07-08

o génio criativo



Eu tinha a certeza que havia um duende que, nas viagens de carro, pouco tempo depois de me entorpecer suavemente, saía do auto-rádio e passava-me a informação e as ideias que queria ver postas em prática. Não é apenas no carro, mas noutros locais em que o estado de hipnose ameaça aparecer. O mais incrível é que por vezes este duende parece brincar e faz com que a ideia fique muito próxima, sem a conseguirmos alcançar. É como quando se tem uma palavra debaixo da língua, mas não a conseguimos expressar. Outras vezes atira a ideia para longe, tornando-a inacessível. Afinal, pode não ser um duende. Provavelmente pode ser um génio o responsável por esta situação. Mas nada melhor do que ouvir a escritora e especialista em génios Elizabeth Gilbert para nos explicar como os génios criativos nos ajudam:

2012-05-10

Vazio de Ideias ou a síndrome de John Lennon da Silva

Abaixo, os meus apontamentos saídos no Diário de Aveiro, suplemento de economia de 8 de Maio:

Vazio de Ideias ou a síndrome de John Lennon da Silva


“Se quiser mudar tudo, basta mudar a sua atitude.”
H. Jackson Brown


HÁ UNS DIAS, vi um vídeo do equivalente brasileiro “Achas que sabes dançar?” que me provocou reflexão intensa. Começou com a apresentação do candidato ao júri, constituído por gente famosa. O desdém esteve presente desde o início. O nome foi o 1.o rótulo para o potencial ídolo. John Lennon da Silva? “Onde é que já ouvi esse nome?” “Famoso, hein?”. Para ajudar, o guarda-roupa usado pelo John Lennon (JL) para a interpretação artística de um bailado como “A morte do Cisne” não incluía sapatos de ballet. O júri acaba por lhe explicar, paternalmente, o que é a peça, quem e como interpreta. JL, humilde, faz a sua interpretação da peça e emociona o júri! Chega ao ponto de provocar o choro num dos duros júris! Neste caso, o potencial artista foi visto, porque é obrigação do júri. Caso contrário, acredito que nem tivesse oportunidade para apresentar a sua interpretação da peça. Este é um dos motivos porque é importante um sistema de gestão de ideias e oportunidades. Para nos obrigar a ouvir…! A escutar! Assim, o que pode parecer uma ideia descabida numa primeira análise, pode revelar-se uma ideia meritória. Podemos evoluir de: Não há ideias nesta desgraçada empresa! para “Tantas ideias! Tantos projetos! E agora?” Por vezes há quem se questione sobre a existência de ideias na organização. Se há um vazio de ideias na organização, é porque a organização não está disponível para as ouvir. A falta de ideias na organização é um sintoma de uma organização com problemas. Como dizia o poeta, “todo o mundo é composto de mudança”. As organizações também. Exceções? Não conheço exceções cujo destino tenha sido positivo. Mas aceito de bom grado exemplos que me contrariem.
Elas andam por aí
Existem ideias a pulular por todo o lado. Quantas vezes pensamos: “se fosse eu que mandasse…”. “O que é que farias se mandasses? Sim, tu! Diz-me o que farias se mandasses! Estou mesmo interessado!” Muitas vezes esta postura está no âmbito do imaginário. A resposta é um grunhido tipo “idiota”. Quando não surge um audível “Eis o Miguel Ângelo da Inovação”. Claro que é uma sorte quando não aparece alguém a gritar“quem foi o idiota? Onde está o Steve Jobs da Baixa da Banheira?”. Alguns, ficam caladinhos no seu canto. Outros, sorriem sarcasticamente. Uns quantos,
ficam tristes e solidários. O dono da ideia espera que ninguém se aperceba que foi ele que sugeriu aquela solução. Criou-se aqui um fosso comunicacional em que a vontade de partilhar ideias com
quem quer que seja vai por água abaixo. Mesmo os que teriam soluções para sugerir ficam sossegadinhos, com a sua análise muito própria ao sucedido, mas com uma vontade imensa de não ser apanhado naquela situação. “Ser humilhado assim? Nah! Não me apanham nesta situação!” Mesmo que tivesse a ideia do século duvido que, depois da situação descrita, a partilhasse. Já imaginaram se, quando alguém deu a ideia para deixar de ter embalagens de papelão nos pneus alguém dissesse “Oh! Houve algum idiota que teve uma ideia dessas?” Provavelmente, ainda hoje se venderiam pneus em embalagens de papel.
Ouvir… OUVIR!
Há vários fatores que são necessários para que as ideias surjam. Um dos fatores importantes é a disponibilidade para ouvir ideias sem preconceitos. Voltando a quem não encontra ideias na sua
organização, diria apenas para ouvir. Não é fácil, mas ouçamos atentamente o que Hemingway dizia: “Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas
jamais ouve.”
Ouviram? Agora, vejamos se conseguimos por em prática!

O vídeo:


Uns textos anteriores:
Vazio de Ideias
Alteração na embalagem do pneu

2012-04-03

Partilhando, crescemos!



Das crianças, diz-se que são os mais criativos, a quem pretende alargar os seus horizontes, obter novas perspectivas e estimular a sua própria imaginação e criatividade recomenda-se o convívio regular com elas.
Este pequeno vídeo foi feito a pensar nas crianças, mas podia muito bem ser direcionado as empresas/organizações que pretendem desenvolver uma cultura de inovação. A mensagem é extremamente simples e eficaz;
A partilha de ideias e o recurso a equipas multidisciplinares gera novas e melhoradas ideias. Mantendo o espírito aberto e explorando novos contributos é possível criar algo ainda melhor do que originalmente planeado.

2011-12-15

Vazio de ideias


Não há ideias nesta desgraçada empresa!
Por vezes há quem se questione sobre a existência de ideias na sua organização. Não é necessário estar com grandes divagações acerca deste assunto. Se há um vazio de ideias na organização, é porque a organização não está disponível para as ouvir.
A falta de ideias na organização é um sintoma de uma organização moribunda. Como dizia o poeta, “todo o mundo é composto de mudança”. As organizações também. Excepções? Não conheço excepções cujo destino tenha sido positivo. Mas aceito de bom grado exemplos que me contrariem.
Elas andam por aí
Existem ideias a pulular por todo o lado, nas organizações. Nem que seja em pensamento. Quantas vezes pensamos: “se fosse eu que mandasse…”. “O que é que farias se mandasses? Sim, tu! Diz-me o que farias se mandasses! Estou mesmo interessado!” Muitas vezes esta postura está no âmbito do imaginário. A única resposta é um grunhido parecido com “idiota”. Por vezes surge um sorriso sarcástico e acompanhado de um “eheh! O gajo pensa que é o Miguel ‘Arcanjo’!!!” Claro que é uma sorte quando não aparece um engravatado aos pulos a gritar “quem foi o idiota que disse esta idiotice? Onde está o Steve Jobs da Baixa da Banheira?”. Todos ficam caladinhos no seu canto, alguns sorrindo sarcasticamente com a situação, outros tristes e solidários. O proprietário da ideia espera que ninguém se aperceba que foi ele que sugeriu aquela solução e arrepende-se dos comentários que fez com colegas. Criou-se aqui um fosso comunicacional em que a vontade de partilhar ideias com quem quer que seja, vai por água abaixo. Mesmo os que teriam soluções para sugerir, ficam sossegadinhos, com a sua análise muito própria ao sucedido, mas com uma vontade imensa de não ser apanhado naquela situação. O Silva foi totalmente humilhado, mas a ele não o apanham naquela situação. Mesmo que tivesse uma ideia que melhorasse significativamente o produto. Como deixar de ter embalagens de papelão nos pneus, exemplo que aqui podemos ver! “Oh! Houve algum idiota que teve uma ideia dessas? Como é que é possível?”
Ouvir! Não, não: OUVIR!
Há vários factores que são necessários para que as ideias surjam. Um dos factores importantes é a disponibilidade para ouvir ideias, sugestões, críticas ou reclamações e analisá-las de forma objectiva e sem preconceitos.
Voltando a quem não encontra ideias na sua organização, diria apenas para ouvir. Não é fácil, mas ouçamos atentamente o que Hemingway nos dizia:
"Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas jamais ouve."
Ouviram? Agora, vejamos se conseguimos por em prática! 

2011-12-13

Alteração na embalagem do pneu

Tempos houve em que os pneus eram apresentados nas lojas com embalagens de papel! Reza a história que, preocupados com os custos do produto, o presidente reuniu os principais responsáveis das diferentes áreas da empresa e lançou o desafio de alterar alguma coisa, sem que a qualidade do pneu fosse alterada.
Depois de um conjunto de lugares comuns e de ideias batidas, o presidente perguntou se era tudo o que tinham para dar, e que pretendia era ideias novas.
Ficou um ambiente pesado, com toda a gente sob tensão e na expectativa sobre o que se iria passar. O silêncio era simplesmente ensurdecedor. Não se conseguia ouvir nada, até que uma voz quase inaudível rompe o silêncio ensurdecedor e diz com voz trémula: "O produto precisa ter  embalagem, chefe?". Todos se viraram para o local da voz trémula e viram a figura franzina que ficou mais franzina ainda depois de sentir 26 olhos a observá-lo com feições que iam desde o riso contido, até ao desprezo declarado.
Um empregado de limpeza, que estava a limpar os vidros e no qual não tinham reparado, repetiu titubeante: "Sem embalagem poupar-se-ia bastante!"
Os responsáveis ficaram admirados com a desfaçatez do simples empregado, que procurava um buraco para se enfiar, depois de repetir a sua ideia. Quem era este tipo para interromper assim a reunião? Teriam que ter mais cuidado em próximas reuniões. Que ideia ridícula! Não sabe nada sobre o assunto, e vem para aqui mandar bitaites!
Os sorrisos de escárnio apareciam cada vez mais intensamente, até que se ouviu a custo o presidente, de olhos vidrados, a balbuciar: "Porque não... porque não?" E assim, os pneus passaram a ser expostos nas lojas sem embalagens e com a informação necessária impressa na borracha, ao contrário do que tinha acontecido até ao início do séc. XX.
Este é um exemplo da importância que tem a análise do problema por alguém que não está envolvido no problema. Mostra também, que as boas ideias podem vir de qualquer pessoa da organização ou de fora da organização.

2011-12-10

Faça diferente e fará a diferença!

Passei aqui há cerca de quinze dias atrás e não me tinha dado sequer conta da existência de uma loja de roupa para crianças. Desta vez a uns bons 100 metros de distancia já o Diogo Tomás gritava “Papá é o momóio blau!” e lá fomos, arrastados pelo seu exuberante entusiasmo percorremos o comboio de ponta a ponta espreitamos a vitrina e acabamos por ter de entrar dentro do dito onde as peças de vestuário esperavam pacientemente pelo seu futuro(a) proprietário(a).

E assim sem mais, um excelente exemplo de como uma solução simples é capaz de fazer aumentar o número de visitantes e potenciais clientes e consequentemente gerar mais-valias.

Capaz de transformar um local ou estabelecimento que passava perfeitamente desapercebido num ponto de referencia, literalmente uma solução capaz de por o negócio no mapa.

Assim é a inovação, surpreendente!


2011-03-22

Omelete sem ovos ????


A propósito do ultimo post, a origem das ideias, recordei-me desta imagem deliciosa.
A intenção da imagem é claramente satirizar, nas nao consigo deixar de pensar se será, ou não, possivel criar boas ideias estando fechado num cubiclo... Lanço aqui o repto para saber a vossa opinião.

2011-03-16

A origem das ideias: Steven Johnson

Where good ideas come from - Steven Johnson.
É assim que as inovações acontecem. A sorte favorece as mentes conectadas:

2011-02-18

A origem das ideias - PP

Para quem como eu faz imensas viagens de carro, uma parte significativa das ideias surge nesses momentos. Claro que não surgem sem ajuda. Já estudei pormenorizadamente o processo para obter dados cientificos sobre o assunto. E o processo, desenvolvia-se da forma a seguir descrita:


1- Concentração na primeira parte da viagem, com a condução na cidade a necessitar de permanente atenção;
2- Via de circulação externa, começo a ouvir o rádio;
3- O painel de controlo do carro transforma-se em painel de controlo de avião;
4- Inicia-se o voo;
5- Liga-se o piloto automático;
6- Sai uma fada madrinha do rádio;
7- Começa a debitar ideias com um fluxo crescente;
8- Fim da viagem com uma enorme frustração por ter desaparecido a fada e ter levado com ela as ideias;


Para poder ultrapassar este oitavo passo, utilizei técnicas cientificas altamente complexas, que me levaram a mudar o processo, que ficou com os seguintes passos:



1- Concentração na primeira parte da viagem, com a condução na cidade a necessitar de permanente atenção;
2- Via de circulação externa, começo a ouvir o rádio;
3- Preparo o gravador;
4- O painel de controlo do carro transforma-se em painel de controlo de avião;
5- Inicia-se o voo;
6- Liga-se o piloto automático;
7- Sai uma fada do rádio;
8- Ligo o gravador;
9- A fada começa a debitar ideias com um fluxo crescente;
10- Fim da viagem com as ideias retidas no gravador;


Há outros processos, mas este é o que mais contribui para as minhas ideias.