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2016-08-12

Mas comunicar para quê?




É impossível não comunicar. Todas as pessoas ao longo de todo o dia comunicação, quer estejam a falar, quer estejam a ouvir, pela sua maneira de vestir, pela sua postura corporal. Tudo comunica. O mesmo se passa nas organizações, elas tal como as pessoas têm uma identidade, uma personalidade, algo que as torna únicas e com que as pessoas se identificam.

A comunicação é um instrumento de gestão que permite às organizações alcançar os seus objetivos e ser mais performativa nas respostas aos diferentes desafios. A comunicação ajuda a que a organização seja mais unitária e comunitária.


Quando planeia a gestão estratégica da sua organizações deve também passar por definir a estratégia de comunicação. Uma comunicação inteligente contribui para a mudança da sua organização. Investir em comunicação não é um gasto supérfluo.

A comunicação parte de dentro para fora e por isso as organizações devem centrar-se mais nas pessoas com quem trabalham, elas devem sentir-se integradas no projeto de desenvolvimento da organização, devem fazer parte do todo, que é a cultura da organização, e deve ser-lhes dado acesso a informação e formação de forma a motiva-las e fazer crescer as suas competências e aptidões tanto profissionais como pessoais. Deve partilhar informação, construir sentido e mobilizando as pessoas.

A comunicação de uma organização é uma rede de sistemas e dados que ligam a organização e o meio envolvente, é a relação organização-colaboradores e clientes. Se a comunicação com os seus colaboradores não funcionar, e estes não estiveram bem informados sobre os objetivos da organização será difícil para eles conseguirem dar o máximo de si para benefício da organização. A comunicação interna usada corretamente permite aos colaboradores “vestir a camisola” da organização por se sentirem parte importante do processo de evolução dela. A organização deve também fomentar o diálogo e a troca de ideias entre todos, uma vez que estes levam ao seu crescimento. A equipa de trabalho deve estar sempre informada e motivada para poder dar o melhor de si. Fale com os seus colaboradores e veja como eles se tornam mais criativos, flexíveis, proativos, comprometidos, motivados e confiantes, e como o trabalham melhor em equipa.

A comunicação externa é ajustada aos propósitos da organização, divulga um projeto e promove o seu trabalho. Falando para os seus clientes conquista visibilidade e legitimidade, falando para os seus colaboradores define o seu posicionamento, a sua identidade, a política de imagem, é o lado visível da identidade desejada. Cria assim a sua marca baseada na autenticidade e com um conceito verdadeiro com versatilidade e capacidade de se adaptar a vários públicos.

A marca de uma organização é o elemento visível de uma relação que se pretende de confiança. É a memória e o futuro. Identifica a organização, diz quem ela é. É o elemento diferenciador. A marca dá sentido ao produto oferecido ou ao serviço prestado e define a identidade da organização, produto ou serviço no tempo e no espaço, com base num conjunto de valores, que fazem os seus clientes se identificarem com ela. A marca cria uma relação entre pessoas e organizações, produtos ou serviços através de uma relação física, psicológica e social. Já a identidade visual caracteriza e individualiza a marca. A identidade visual credibiliza e fideliza. Tanto a marca como a identidade visual devem fazer-se sentir em toda a organização e em todas as manifestações discursivas das organizações, do registo institucional, promocional ou publicitário.

Para construir uma imagem visual da sua organização deve ter em atenção que ela deve ser construida com uma intenção bem definida e de forma rigorosa. A comunicação deve ser monitorizada e avaliada permanentemente. Se a comunicação não está a fazer chegar a sua organização aos objetivos que definiu então é porque não está a ser realizada da melhor forma, tendo em vista os seu público alvo e deve readaptá-la, sempre com base nos valores da organização.

Para que a sua organização tenha retorno defina a sua estratégia de comunicação, tenha um plano geral e objetivos definidos. Tenha em atenção que a comunicação deve ser multidirecional, monitorizada, flexível e adaptar-se e integrar-se a diferentes sistemas de informação.

Uma empresa só existe através da comunicação.” Lionel Brault

*imagem retirada de softruck

2016-07-06

Visitas a lugares especiais * Biocant


O nosso dia a dia tem um ritmo tão intenso que dificilmente nos permite observar muitos monumentos que existem à nossa volta. E se gosto muito de monumentos antigos, repletos de história e de histórias, gosto ainda mais de monumentos modernos, repletos de futuro e de esperança em mudar o mundo para algo melhor do que é hoje.

Quando a oportunidade se encontra com a vontade, encontramos disponibilidade. Foi o que aconteceu. A vontade já existia, pois a arquitetura moderna e atrativa do Biocant, atrai os olhos mais indiferentes às linhas curvas e/ou direitas que alguém pensou, planeou e construiu. 

Foi o que aconteceu num evento do TEDX Youth, ver Falar de competências e... de mudar o mundo, para o qual a Joana Branco foi convidada para oradora motivacional, através da sua história pessoal (fabulosa, diga-se de passagem). Eu tive a felicidade de me quererem igualmente ouvir e, assim, tive a oportunidade de conversar com muito boa gente, coletivo em que a Joana se incluía.

Ficou logo definida a possibilidade de visitar o Biocant. Se eu tenho um enorme interesse pela Inovação e pela Criatividade, o interesse da Joana é igualmente grande. Depois de umas semanas sem marcar as visistas, tal como quando dizemos a um amigo que temos que jantar ou tomar um café e fica indefinido no tempo, assim estava a decorrer a marcação desta visita. Estando a oportunidade aberta, dizendo eu que a vontade estava presente, só restava encontrar a disponibilidade, ou as palavras contrariariam os atos. Pois foi nesta segunda-feira abrasadora que marcámos a visita. Posso dizer-vos que tive a sorte de ter uma cícerone apaixonada pela ciência e pela gestão empresarial, o que tornou a visita não só muito válida do ponto de vista do conhecimento, mas acima de tudo fascinante por ver alguém que apresentava as o parque e as empresas que lá estavam como se fossem suas. E também lá tem uma empresa...

Passando à visita, como se de um museu do presente e do futuro se tratasse, fomos visitando os vários edifícios e conhecendo a história que sustenta o Biocant.

Devo dizer que se a beleza dos edifícios, visto por fora, é grande, por dentro há uma sensação de bem estar permanente, com pessoas que transmitiam bem-estar e tranquilidade. 

Começamos pelo edifício-sede, com uma visita ao auditório, magnifico e aberto a empresas e organizações que ali pretendam realizar eventos. Tem ainda várias salas de formação equipadas, para proporcionar a aquisição e partilha de conhecimentos, como não poderia deixar de acontecer num espaço em que o conhecimento tem um papel fundamental.

No edifício-sede há ainda o Centro de Ciência Junior, que pretende que haja um contacto com a ciência desde muito jovens e têm programas específicos para escolas ou grupos de crianças. (ver Centro de Ciência Junior). Fomos visitar outros edifícios, passando por diversas empresas, das quais a maior embaixatriz do espaço será, com certeza, a Crioestaminal. Aliás, esta empresa tem um corredor muito interessante, que permite ver de fora, sem qualquer interferência, o laboratório e a sala de criopreservação, acompanhada de alguma informação, entre a qual se deve salientar os casos em que as células criopreservadas já foram utilizadas em situações reais e os resultados obtidos em cada criança que as utilizou. É um momento de grande humanidade. Sente-se que a sua atividade fez a diferença na vida de algumas pessoas. Mesmo que fosse apenas 1 pessoa, já teria valido a pena. 

Destacam-se ainda os edifícios UC Biotech, em que uma unidade de investigação aplicada da Universidade de Coimbra, foi construída no Biocant, permitindo uma aproximação maior do processo de Investigação e Desenvolvimento ao processo de Desenvolvimento de Negócio. É interessante pois aproxima duas fontes de saber importantes para construir negócios viáveis e com um propósito.

Nesta visita, em que foi explicado o papel do Biocant como agregador das empresas de Biotecnologia nacional, representando já 35% das empresas em território nacional, foram percebidas ainda outras vantagens: a promoção da ciência, nomeadamente a Biotecnologia com a marca Portugal, o reforço da presença no exterior e o conhecimento relativo às necessidades específicas deste tipo de empresas.

O último edifício, no qual não entrámos e que está por inaugurar, tem como finalidade a captação de empresas internacionais para o Biocant. Uma aposta que poderá trazer outros conhecimentos de investigadores de outros meridianos, o que só pode beneficiar quem está presente, e quem venha a estar, independentemente da nacionalidade das empresas ou dos investigadores.

Conclusão, a Biotecnologia Portuguesa está saudável, numa fase pós-embrionária, mas com um crescimento sustentado e com uma entidade (Biocant) que está focada em tratar bem este ativo da ciência e da economia portuguesa, e que tem como missão valorizar a I&D e as empresas do setor.

Muito obrigado Biocant. Muito obrigado Joana Branco. Até breve. Até sempre!

2016-06-01

O medo do vazio.

As pessoas têm medo do vazio, evitam-no a todo o custo. Em design o espaço em branco, também designado vazio ou negativo, é um espaço para respirar que permite dar destaque ao que realmente é importante, à mensagem a passar.


Ao contrário do que muita gente pensa, o design não é arte e não serve para ser contemplado, serve para ser usado, é o objetivo dele ser útil e funcional.
O ser esteticamente agradável é ser harmonioso, discreto, sóbrio e integrado na função do projeto. A estética é uma aparência física que varia em gosto consoante valores pessoais e culturais. Por isso se adicionam texturas, cores, imagens, entre outros elementos gráficos para facilitar a mensagem de acordo com as pessoas com quem queremos comunicar, mas estes elemento são elementos de atração e sedução do marketing, quando usados em excesso dificultam a transmissão da mensagem.

Quando um designer desenvolve um projeto ele está a trabalhar para comunicar alguma coisa a alguém. O início do seu trabalho passa por se inteirar e pesquisar sobre um estilo de vida para assim integrar o seu projeto de acordo com determinadas funções. Um projetos de design é criado com o objetivo de resolver uma necessidade, têm um objetivo claro e lógico para a sua execução. A celebre frase de Louis Sullivan, “a forma segue a função”, é o resumo de um dos princípios fundamentais do design. A estrutura de algo deve partir da função a que se destina. O projeto tem de funcionar e para isso tem de fazer chegar a mensagem ao público alvo. Para um projeto funcionar é preciso que o designer tenha uma perceção do todo, o projeto não é um elemento único, está enquadrado num determinado ambiente e como tal deve enquadrar-se nessa totalidade percebida. Um trabalho de design é o resultado da funcionalidade aliada ao dia a dia e não de um capricho pessoal ou de tradição histórica. É o público alvo que demonstra a eficácia do projeto. Os projetos de design devem ser simples, claros e objetivos no cumprimento da sua função e sempre com base no conhecimento do seu público alvo. Tal como dizia Walter Groupis o objetivo é a “simplicidade na multiplicidade”.

Em suma, um designer começa o trabalho no vazio, com uma folha branca, sem conteúdo, sem informação. Para poder desenvolver o seu trabalho o designer necessita de fazer pesquisas e de obter informações sobre o que utilizar como solução para o seu problema. O seu processo de trabalho baseia-se em muita pesquisa, teste de ideias e análise de testes, para chegar à solução final que cumpra o objetivo.

Os espaços vazios são importantíssimos no design, servem para fixar a atenção no conteúdo do projeto, são áreas sem elementos gráficos, sem conteúdo, é o espaço entre as linhas de texto, as margens e as molduras de fotografias por exemplo. Passam a sensação de leveza e deixam a experiência do usuário mais satisfatória, são as guias de leitura de um projeto, sem elas a leitura fica dificultada, direcionam o olhar do leitor para os conteúdos e a mensagem é transmitida eficazmente. Estes espaço podem ou não ser brancos mas não devem ter elementos que chamativos.

Damos muita atenção aos espaços preenchidos evitando ao máximo a existência de espaços vazios. Se vemos um trabalho com espaços vazios queremos sempre preenche-los com mais elementos, quando isso vai fazer com que um projeto não tenha ligação entre espaço positivos e negativos, sem existir o contraste visual essencial para a leitura fluente. O nosso cérebro precisa desse contraste, do diferente, e um design simples e discreto cria mais esse contraste que facilita a leitura fácil e eficiente, ao invés de um espaço saturado de informação.

Trabalhar com um design discreto é uma boa solução para controlar a mensagem a ser transmitida bem como a forma como o usuário interage com ela. A mensagem é o principal elemento do projeto e os elementos gráficos devem ajudar a destacá-la e não o contrário. Se a mensagem é clara então poucos elemento são suficientes para transmiti-la. Ao usar elementos gráficos que nada acrescentam à mensagem estamos apenas a enfeitar e a poluir visualmente o trabalho, fazendo até com que a mensagem seja mais difícil de passar. No meio de muito informação é difícil o usuário perceber o que lhe pretendem dizer, logo mais difícil vai ser se atingir objetivos de comunicação. Muitos elementos num projeto não indicam qualidade no trabalho. “Menos é mais“ já dizia Mies Van der Rohe.


Sun Tzu disse no seu livro a Arte da Guerra “com formas se fazem planos de batalha mas as pessoas não entendem isso. As pessoas conhecem as formas das vitórias mas não o modo como são conquistadas.” Quando alguém contrata um designer para desenvolver um determinado projeto já tem uma ideia do que quer, mas muitas vezes não tem noção do caminho para chegar à solução final, nem entendimento para perceber que a solução que idealizou pode não funcionar totalmente, para chegar onde pretende. É preciso conhecer a forma para projetar, é preciso conhecimento, estudo e técnica para acertar com o mínimo de erro e desperdício na solução que vai fazer chegar ao objetivo definido.


O design é uma ferramenta de comunicação, esta por sua vez é ferramentas de trabalho do marketing, que é uma das áreas da gestão. Com certeza já identificou que a gestão é um ponto fundamental no desenvolvimento do seu negócio. Então como descura o trabalho de design quando faz parte dessa cadeia de valor da sua empresa? Como vê é demasiado importante para desenvolver o seu negócio. Não deixe este trabalho ser feito em cima do joelho e por pessoas que não têm os conhecimentos necessários para o desenvolver de forma a cumprir os objetivos idealizados por si. Defina a sua estratégia de marketing e comunicação com um profissional e coloque-a em pratica igualmente com um profissional.

Envolvimento da gestão de topo

Vetor reunião do grupo de negócios
design by: freepik.com

Empresa perfeita?

Todos gostaríamos de estar envolvidos com empresas perfeitas. Acredito, no entanto, que a maioria das empresas ainda não chegou a esse patamar. Acredito, que as que consideraram ter chegado a esse patamar, já tenham fechado as portas.

As empresas são organizações em que os problemas estão presentes. Os da própria empresa e os dos clientes. As mais bem sucedidas, estão interessadas e são pró-ativas na resolução de problemas. Gostam de problemas, de novos problemas e investem recursos na sua resolução.

Um dos problemas mais vezes referenciado (direta ou indiretamente) nas auditorias ou em trabalhos de consultoria e formação, é o envolvimento da gestão de topo. A gestão de topo deve dar o exemplo e, como diria Ralph Emerson "as suas ações falam tão alto, que não consigo ouvir o que está a dizer"

Liderar pelo exemplo

É importante que os líderes das empresas, estejam posicionados ao nível da gestão de topo ou em qualquer nível hierárquico, transmitam  as mensagens que pretendem passar pelo exemplo. Pelas palavras também é importante, mas o exemplo é determinante. Tenho tido vários casos em que a importância da qualidade foi claramente transmitida, sem ser necessário dizer nada. Ficam dois exemplos para ilustrar como pode ser simples passar a mensagem pretendida:

Numa Universidade conceituada, na formação no uebe.Q, software para gerir sistemas de gestão da qualidade, estiveram presentes na formação a Gestora da Qualidade, uma equipa de informáticos, a Responsável pelos Recursos Humanos e, a Administradora da Universidade. A presença dos vários elementos é fundamental para o conhecimento e implementação adequada do uebe.Q. A presença da Administradora é determinante na mensagem que passa sobre a qualidade na instituição. Apesar da sua enorme ocupação, esteve presente nos 3 dias de formação. Imagino que tenha obrigado a um esforço de agenda enorme. Estou convicto que esta presença foi muito positiva e esclarecedora para poder dissipar quaisquer dúvidas que pudessem subsistir sobre a importância da qualidade.

A Atena é uma empresa de automação industrial que trabalha muito para o setor automóvel. Há uns dias, no âmbito de uma formação sobre a Norma ISO 9001:2015, fiquei espantado pela Administração da empresa estar em peso nesta formação. Três administradores!! Conhecendo a empresa, não deveria ter ficado admirado. Têm dado provas, ao longo do tempo, da sua dedicação, empenho e envolvimento nos diversos projetos que implementam, seja ao nível da produção ou outros relacionados com a estrutura organizacional ou de mudança. Afinal, é ou não de esperar que os líderes da empresa assumam e participem nos debates e nas decisões sobre a própria empresa? Que assumam as decisões tomadas? É o caso... Mais ainda, no processo de transição para a ISO 9001:2015, as sessões de trabalho são marcadas de acordo com a agenda do administrador que acompanha de forma mais próxima a qualidade e a produção.

A RedeRia, é uma empresa que atua na área das redes de telecomunicações, telemetria e controlo. Tive a sorte de trabalhar com a RedeRia na área da qualidade e na implementação do seu sistema de gestão da investigação, desenvolvimento e inovação. Contínuo a acompanhar a empresa na sua procura constante por uma elevada qualidade e na apresentação de produtos/projetos inovadores. Podem-se contar pelos dedos de uma mão as vezes em que pelo menos um dos administradores não tenha estado presente.

Liderar é simples?

Liderar não é simples e exige uma atenção constante a vários fatores. Um dos fatores mais relevantes, para não dizer "O Fator X", são as pessoas. Aproveitar oportunidades para debater, conhecer os pensamentos, passar mensagens com e para as pessoas da nossa organização pode eliminar barreiras entre lideres e seguidores. Até porque todos nós somos líderes e seguidores em determinados momentos e contextos. 

Com a abordagem que pudemos verificar  nos exemplos acima, seja perante projetos de grande impacte, seja perante projetos mais pequenos e que forma considerados importantes e, por isso, estão em implementação, podemos dizer com um grau de confiança elevado que o exemplo é a forma mais fácil de transmitir mensagens e de assegurar que a empresa está a ir na direção pretendida. Complementa resultados de curto prazo com mudanças de longo prazo, que promovem, incutem e consolidam a cultura organizacional que a liderança pretende.

Envolva-se! Lidere! Atinja os objetivos!
Seria um desperdício não aproveitar as pessoas que estão à sua volta!
Valorize-as que elas responderão à altura!

2016-05-24

Falar de competências... e de mudar o mundo!


Ontem foi dia de falar de competências e da sua importância no nosso crescimento pessoal e profissional! No TedXYouth de Coimbra. Gostei da experiência. Senti orgulho e vaidade por ter sido convidado. Ir a um TEDx, é um reconhecimento de que o que temos para partilhar tem valor para alguém! Pelo menos, para quem fez o convite... E se tiver conseguido tornar a vida, a atitude, o pensamento, ou o comportamento de alguém um pouco melhor, terei conseguido cumprir com o objetivo a que me tinha proposto. E não é situação única ter alguém que me surpreende dizendo que mudei a sua vida ou que fui/sou uma inspiração. É muito bom. A primeira tentação será dizer que é exagero. Mesmo sem falsa modéstia. Analisando mais profundamente, quem sou eu para insistir com alguém que diz que lhe mudei a vida para a confrontar (à pessoa), dizendo-lhe que está errada? No caso desta Talk, esta deve ser informação que não me chegará facilmente. Apenas os sorrisos que consegui sacar poderão servir para o meu barómetro pessoal, absolutamente falível, mas que me dá a sensação de que foi positivo para quem estava a ouvir.

Este TEDx Youth Coimbra para o qual tive a honra de ser convidado, foi realizado no âmbito do Campeonato Nacional das Profissões. No final, visitamos a Worldskills Portugal, que permitiu ver o que está a ser feito ao nível da formação profissional com um evento de grande mérito, que corresponde a um momento alto da formação profissional.

Fui partilhar algumas experiências e recebi imenso. Ver o Diogo Silva a partilhar como tem conseguido ter sucesso a partir do insucesso, a Rita Galante a partilhar o método duro como aprendeu a importância do trabalho em equipa e a Adriana Neves a explicar-nos como teve que encontrar os seus sonhos e como os tem operacionalizado, foi revigorante. Se alguém pensa que "os jovens são isto e aquilo", e que "não temos futuro com esta juventude", devia ver os exemplos destas pessoas que vão ser os adultos do nosso futuro, vão dar a alma ao nosso país. Olhando para as talks que tive a felicidade de ver, há esperança no futuro... Senti que estava ao lado de gente de grande coragem e valor. Nesta idade, conseguiram fazer boas comunicações com excelentes conteúdos.

Também a Joana Branco, especialista em Biotecnologia e Gestora da Inovação, partilhou connosco, de forma magistral, o seu caminho e os seus desafios até agora! E que caminhos! Quer mudar o mundo e vai consegui-lo. Aliás, já o está a conseguir!

Eu, irei resgatar alguns dos ensinamentos que ali ouvi, e se conseguir colocar alguns em prática, já estarei a mudar o mundo. O meu mundo, pelo menos!

Para quem esteve presente, um grande hip hip HUGAA!!

2016-04-30

O Visionário, o Dr. Nono e o Carregador de Piano...


Qual é o maior valor da minha empresa? 

Esta pergunta devia ser feita de forma frequente para relembrar com frequência o que é realmente importante nas organizações.
Concordando com alguns pensadores de referência, é minha convicção que o bem mais precioso de uma empresa são as suas pessoas. Acredito que, se fosse feito um questionário à gestão de topo das empresas e à gestão intermédia, houvesse muitas respostas neste sentido. Provavelmente haveria ainda algumas que diriam que o bem mais precioso é a marca, o equipamento, o know-how, a frota, o restaurante, as instalações ou outras. Acredito ainda que algumas das que responderam que são as pessoas, têm de facto esta convicção, mas não conseguem pôr em prática as suas intenções.

É certo que tendemos a cuidar bem dos aspetos a que damos maior importância. É importante que se cuide das pessoas que nos rodeiam, das pessoas que nos acompanham no crescimento e/ou sustentabilidade da nossa empresa, do nosso projeto. Nem sempre é fácil fazê-lo. Há, no entanto, passos que são essenciais: um dos mais importantes, é conhecer as pessoas que estão ao nosso lado. As pessoas são diferentes, têm passados e contextos diferentes e, todos esses fatores, influenciam significativamente a atitude, a motivação e o comportamento das pessoas. No entanto, mesmo não sendo fácil, é importante conhecermos quem está ao nosso lado, os seus valores, crenças, motivações, virtudes e fraquezas. Para isso, há alguns modelos que nos permitem aprofundar este conhecimento.

Modelos de perfis:

Um modelo que , pela sua simplicidade pode ser utilizado informalmente, mas permite identificar um conjunto de colaboradores, é o apresentado por Ferran Soriano, no seu livro o futebol e a gestão. Apresenta três tipos de perfis que conseguimos associar facilmente à maioria das pessoas: o Dr. Nono, o visionário e o carregador de piano.
O visionário: este perfil corresponde a quem está sempre com ideias, sempre a sonhar o novo futuro, o novo processo, o novo grande bestseller que vai aparecer nos produtos do nosso catálogo. Tem imensas ideias, formas diferentes de ver os mesmos assuntos e vê facilidades e sucesso em tudo o que está à sua volta. É importante ter este tipo de pessoas, pois fazem progredir, evoluir, mudar. E se não mudarmos internamente, o contexto obrigar-nos-á a mudar ou definharemos até um estado vegetativo. Tem tendência a iniciar projetos e a não os finalizar, pois o novo é o que realmente o atrai.
O dr. Nono: é a pessoa que está sempre de pé atrás. Faz o papel de advogado do diabo e está sempre a identificar os riscos e os motivos porque não se deve implementar um novo projeto, ideia ou conceito. Tudo são dificuldades e obstáculos a mudanças. Está mais focado nas dificuldades e nos riscos associados. Tem capacidade para se focar em tudo o que pode correr mal. Pode ser considerado o pináculo do mas... É muito bonito, mas... É interessante, mas... É um complemento importante do visionário e para o equilíbrio da organização, um trabalho conjunto e compreensivo entre os dois, é uma mais valia, pois permite colocar novos projetos ou conceitos em prática, assegurando uma adequada análise do risco e tendo uma postura preventiva, relativamente aos aspetos mais críticos.

O carregador de pianos: é um fazedor! Está completamente orientado para a ação e, tipicamente, faz duas vezes antes de pensar. Este é o típico colaborador que, antes de identificar todos os riscos e todo o potencial existente, já está a pôr em prática aquilo que o visionário pensou e a analisar como ultrapassar os riscos identificados. Tem uma enorme capacidade para agir e fazer, e procura não estar demasiado envolvido em teorias. Adquire o conhecimento pondo em prática situações que nem sempre domina completamente, no entanto, este foco na ação permite-lhe ter conhecimentos profundos essencialmente empíricos, sobre os projetos a que se dedica. O carregador de pianos é fundamental para executar as ideias e sonhos do visionário. Um visionário sem capacidade de execução, ou sem um carregador de pianos à sua volta, é apenas um sonhador. A maioria das vezes, fica na sombra e não se dá pela sua atuação. Até que, por qualquer motivo, sai. Só aí se nota a sua influência.

Utilizando esta abordagem simples, conseguimos ter uma primeira abordagem ao conhecimento dos perfis das pessoas das organizações, e será uma primeira etapa no caminho do conhecimento das pessoas de cada organização.

Eneagrama

Outro modelo que tenho aprofundado e estudado com regularidade, o qual considero muito útil para utilizar em meio empresarial, é o Eneagrama. Diz que as pessoas podem ter um de nove perfis. É um conhecimento milenar que foi passado oralmente durante séculos. Simples, numa primeira análise, mas com complexidade suficiente para ser objeto de estudo para a vida. Permite aprofundar o auto-conhecimento e o conhecimento de quem nos rodeia e permite melhorias na relação connosco e na relação com os outros. Este conhecimento, promove ter a consciência sobre as motivações e formas de proceder de cada um de nós e de quem está à nossa volta. Permite otimizar equipas e até, ser utilizado em recrutamentos para encontrar o perfil adequado para as funções pretendidas.

Respeito

Independentemente do modelo, é importante conhecer bem as pessoas que nos rodeiam. Essa pode ser a diferença para, em momentos de crise, ter as nossas pessoas à nossa volta, ou sermos surpreendidos por vermos que o desalinhamento existe e é transversal. Se as pessoas são o bem mais precioso de uma empresa, há que começar por conhecê-las bem e cuidar delas. Se não o são, conheça-as na mesma e cuide igualmente delas.

Respeite as suas pessoas e trate bem delas. Dificilmente poderá contar com as pessoas em tempos de vacas magras, se em tempos de vacas gordas as desprezou, as desrespeitou e se se aproveitou delas.

Provavelmente aumentará a sua probabilidade de sucesso.

2015-12-04

Laser Leap * Seringa indolor

Empresa de Coimbra inicia comercialização de seringa laser sem agulha
Fonte: Diário Digital

A possibilidade de ter uma seringa para administrar fármacos através da pele, indolor e sem provocar irritação será útil?

É muito provável que haja um mercado imenso para este produto. Desde doentes crónicos, até doentes com fobia a injeções, a aplicação potencial é enorme e com benefícios para o utilizador perfeitamente claros e facilmente "sentidos".

A indústria cosmética e farmacêutica já se posicionam para assegurar lugar de destaque nesta start-up

Ainda está em formato "grande máquina", mas espera-se que evolua rapidamente para formato "portátil", para que a sua utilidade facilite a vida a profissionais e que melhore a vida de muitas pessoas, de forma transversal.



Mais em:
Diário Digital
TSF
Gazeta do Rossio
OJE
Jornal de Negócios
Exame Informatica

2015-11-25

Os Perus e a Academia de Voo


Dois perús foram para uma Academia de Voo... para aprender a voar. A academia era excelente e os perus eram alunos aplicados. Tinham os manuais que leram dedicadamente, e faziam todos os exercícios que eram propostos com um empenho enorme. Faziam, muitas vezes, exercícios que não eram propostos, mas a sua paixão fazia-os ir mais além.

De dia para dia, voavam melhor, dominavam a técnica de voo e percebiam a aerodinâmica do seu corpo. Sabiam os seus pontos fortes e fracos e potenciavam de forma exemplar as suas capacidades. Todos, professores, auxiliares da ação educativa, direção da escola e companheiros de aprendizagem os admiravam.


A época de exames passou naturalmente e, fossem desafios mais teóricos ou mais práticos, foram sendo ultrapassados com grande mestria. No final, na cerimónia de entrega dos diplomas, todos quiseram cumprimentá-los pessoalmente, afirmando que tinham sido dos melhores alunos de todos os tempos. Tinha sido um percurso excecional. Eram mestres do voo.

Meteram os diplomas de voo debaixo do braço e saíram, caminhando orgulhosamente, com passos firmes e peito feito!

# Não sejas peru! Se foste aprender a voar, voa!

2015-10-28

Sonhadorismo: o sonho de uma criança pode mudar o mundo


Conferência
Sonhadorismo: o sonho de uma criança pode mudar o mundo

Programa:
17h00 - Rui Loureiro 
17h20 - Agnes Sedlmeyr
18h00 - Pausa
18h30 - Carlos Neto
19h00 - Marta Baeta
19h30 - debate 

O Sonhadorismo acredita que o potencial de cada criança, é na sua base algo inquantificável, e que apenas necessita de se conectar com os seus sonhos e motivações, para que se manifeste na sua plenitude! 

Esta Conferência pretende provocar e questionar os caminhos hoje trilhados na educação das crianças, despertando em cada Educador uma auto-consciência e confiança, capazes de apoiar as nossas crianças nos seus Sonhos, por mais audaciosos que sejam.

Inscrições:
Público - 7.00€
Membros Academia de Voo - 5.00€
https://docs.google.com/forms/d/1ebIQEmSiypo7_zu1Odge9A0hsQRgLCcAyCkxyia4tkI/viewform

Informações:
Academia de Voo - asas para empreendedores
239049820
geral@academiadevoo.com
Rua da Casa Branca, 97
3030-109 Coimbra

2015-09-24

FunFactor * programa inovador de promoção do bem-estar e eficácia nas empresas




"Rir é a melhor forma de levar a vida a sério" - Monty Python

Prefere estar numa organização com bom ambiente e sensação de bem-estar ou numa em que o elevado stress, o medo e a indiferença sejam uma realidade?

A generalidade das pessoas prefere estar numa organização com bom ambiente. Curiosamente, a sustentabilidade e a produtividade de empresas com bom ambiente e bem-estar, aliadas a objetivos bem definidos e a uma gestão rigorosa, têm maior probabilidade de sucesso.

Ser sisudo não é sinónimo de maior responsabilidade e produtividade.

Quem diz que “rir é o melhor remédio”, está no bom caminho. 

A Escola do Riso ajuda as empresas a implementarem uma cultura de bem-estar e optimismo alinhada com o rigor e com a orientação para alcançar os objectivos.

É importante criar condições de trabalho que respeitem e promovam o bem estar de todos os colaboradores, assegurando que estes conhecem bem e sabem como ajudar a empresa a cumprir os seus objetivos.

O propósito do FunFactor é potenciar a motivação, o bem estar e a elevada eficácia dos colaboradores, equipas e empresas.

A Escola do Riso, através do seu programa FunFactor, promove a qualidade da vida laboral dos indivíduos, mediante um processo de aprendizagem do poder de cada um sobre o seu bem-estar, autonomia emocional e atitude positiva, através de um conjunto de ferramentas simples, mas com um potencial enorme para alterar estados de ânimo.

Benefícios do Fun Factor:
* Liberação do stress
* Melhoria de desempenho
* Melhoria de relações interpessoais
* Aumento de motivação
* Maior confiança
* Maior auto-estima

Contactos:
rir@escoladoriso.com
Tel: 239.049.820

2015-09-08

Criar implica erro... O erro, quando nasce, é para todos!


Uma das coisas que me dá, atualmente muita satisfação, é ensinar criatividade orientada para a inovação e diferenciação. Normalmente, sinto a facilidade de ser animador de sessões, em que "os outros" é que têm o dever de, com a devida orientação, chegar a soluções.

Recentemente, fiz parte de um grupo que pretendia desenvolver um novo serviço. Desta vez, eu também era "os outros". Começamos o nosso trabalho e definimos algumas etapas. A criatividade foi estando presente. Debate atrás de debate, argumento a argumento, tijolo a tijolo, fomos construindo, paulatinamente, a solução com consensos que agradavam todo o grupo. Uma cedência aqui, outra ali, mas íamos na direção certa e sem melindres.

Chegámos a um resultado que nos deixou orgulhosos. Doentiamente orgulhosos. Insanamente orgulhosos. Estávamos convencidos que o sucesso do serviço estava garantido.

Fomos apresentar a um conjunto de empresas próximas (geograficamente e não só) o nosso serviço. Eu estava convencido que mudanças, apareceriam, mas apenas de pormenor. Detalhes. Fazer o pré-teste à nossa solução brilhante e infalível foi o melhor que fizemos.Levámos tanta pancadaria num tão curto espaço de tempo, que ainda me doem certos neurónios, localizados principalmente no hemisfério direito.

É caso para abençoar tal dedicação da nossa parte e tal feedback das empresas. Errámos depressa e em grande. Deu-nos tempo para corrigir atempadamente. Criar é duro. É uma realidade.

No entanto, a dor do momento fez com que as escadas para a sala fossem subidas em modo taciturno, porque todos conhecíamos as teorias do "errar é aprendizagem", e dos ensinamentos do Einstein, quando dizia que "quem nunca errou, nunca experimentou nada de novo". É tão bonito e tão fácil quando orientamos "os outros". O certo é que no momento, e quando se trata do nosso trabalho, tem impacto. Custa. Engolimos em seco. A diferença está sempre no tempo que demora a chegar a motivação e a capacidade de nos empenharmos a criar, recriar ou voltar a recriar. Demorou pouco tempo. A vontade bateu de novo à porta de vidro e, já está marcada nova sessão para continuar a criação deste novo serviço. Trabalho criativo implica ter arcaboiço para o feedback e seguir em frente.

Como digo aos elementos dos grupos de trabalho, "fazer e desfazer, tudo é aprender". É sempre mais fácil dizer "aos outros", do que aceitar quando se trata do nosso trabalho.

Faz-me sempre lembrar os médicos que dizem para não fumar, enquanto tamborilam na mesa à espera do fim da consulta para ir dar uma passa!

É para saber que todos passamos por processos idênticos. Segundo Mary Lou Cook, "criatividade é inventar, experimentar, crescer, correr riscos, quebrar regras, cometer erros e divertir-se.".
Tenho procurado pensar como ela. Tenho procurado aceitar o erro, porque o erro, quando nasce, é para todos.

Acredito que já o consiga em mais de 75% das vezes que estou a criar!

É fascinante aplicar no terreno o que andamos a apregoar na rua.
É fascinante passar pelas mesmas dificuldades.
É mais fácil perceber as reações.

Ao trabalho! 
Toca a criar!
A experimentar!
A errar!
A aprender e a refazer! 
Reconstruir!
Até à solução que dificilmente será a final!

2015-09-07

Danit Peleg * Moda 3D * Printing Fashion * Imprimir roupa em casa


As mudanças estão presentes no nosso dia a dia, das mais variadas formas.

A impressão 3D e as possibilidades que apresenta, estão a dar os passos para mudanças radicais na nossa forma de vida. Ir sem bagagem para uma viagem? Imprimo a roupa necessária no quarto de hotel. Frio? Imprimo casaco!

Abaixo, está uma estilista/designer, Danit Peleg, que mostra o que já faz no que respeita à moda, utilizando impressoras 3D:



Parece-me, no entanto, que estas alterações não serão tão simples e acessíveis ao utilizador a curto prazo. Não bastará ir à internet baixar o modelo, mas terá que haver toda uma modulação 3D, feita por profissionais competentes. O conceito ainda precisa de desenvolvimentos para esta "impressão doméstica", por várias questões técnicas e de competências associadas à impressão em causa.

No entanto, mediante o potencial que as grandes empresas do setor identifiquem, podemos estar a assistir a uma mudança enorme na forma como se compra roupa.

O futuro o dirá!

2015-07-11

50 sombras de Grey * mobiliário português em alta



Como podem os nossos produtos marcar presença a nível global? A resposta é complexa, no entanto, há exemplos que nos ajudam a crer nessa possibilidade e que devem ser analisados para perceber como acontece!

As Cinquenta Sombras de Grey é um best-seller (livro/trilogia) que alcançou uma dimensão global. Esta obra, traduzida em vários idiomas, vendeu mais de 100 milhões de cópias (será que já foi traduzido para mirandês?), estando nos lugares de topo de vendas de sempre.
Foi também adaptada ao cinema, causando grande celeuma e posições extremas sobre temas habitualmente tabus para a sociedade. Um casal improvável com uma relação invulgar (penso eu) que atrai muita gente mais pelo sexo do que pela parte psicológica da relação (presumo eu).
Hoje, o que nos interessa mesmo, é o filme. Depois de todo o burburinho, balbúrdia e banzé à volta do filme, e depois da cinza ter assentado, é interessante fazer uma análise aos benefícios que o filme trouxeram para Portugal.
Podemos analisar as 50 sombras de vários ângulos: sociológico, psicológico, antropológico ou até epistemológico.
Não entrando por qualquer destes potenciais ângulos, é interessante analisar outro aspeto: o marketing. O apartamento de luxo de Mr. Grey foi, maioritariamente, mobilado por marcas portuguesas. Sim, marcas portuguesas!! 
Brutal, certo?
As marcas presentes foram Boca do Lobo, Brabbu, Delightfull e Koket do Grupo Menina Design. Como é que estas marcas lá chegaram? Como chegaram a estes estúdios gigantes do cinema mundial? Não conhecendo os processos em si, houve um facto determinante. Estas marcas falaram alto! Mostraram os seus produtos em locais onde poderiam estar potenciais clientes. Esta oportunidade levou-as a muitos potenciais clientes com uma presença relacionada com emoções muito fortes.
Fazendo de novo a questão: mas como lá chegaram? Não sei. O que sei é que saíram do seu ninho e voaram para longe, dizendo em voz alta a todos o que faziam. Não ficaram à espera que o telefone tocasse ou que alguém notasse a qualidade e design dos seus produtos, mas foram para os locais certos dizer em voz alta que tinham produtos interessantes e de alto gabarito. Ultrapassaram a tendência portuguesa da excessiva modéstia ou de complexo difíceis de explicar e criaram oportunidades.
Desta forma, uma empresa de Rio Tinto promoveu a sua marca globalmente, com custos muito abaixo dos que teria com qualquer campanha programada.
Seja por acaso ou por outro motivo qualquer, é um caso que demonstra que "a sorte dá muito trabalho""quanto mais trabalho, mais sorte tenho" e ainda que "sorte é quando a preparação encontra a oportunidade."!
É bom perceber que, independentemente da localização, da dimensão ou de ser Português ou não, é possível estar no topo da agenda mundial! 
Haja Trabalho!
Haja Alegria!
Haja Criatividade!
Haja Capacidade de Arriscar! e, já agora, 
Haja um golpe de sorte!

Ler mais: 

2015-07-01

Como ser mais criativo?

A Inovação é fundamental no mundo empresarial e nas vidas de todos nós, pois está associada à resolução de problemas e desafios, criando valor para as organizações ou para a sociedade. Na base da inovação, está a criatividade.

Três dicas interessantes para desenvolver o pensamento criativo, poderiam ser:

1. Fazer perguntas, muitas perguntas!
2. Rir! Encontrar soluções idiotas! Essas vão ser, provavelmente, as que têm maior diferenciação relativamente ao que existe hoje!
3. Utilizar ferramentas estruturadas que permitam conduzir o processo criativo.

As dicas 1 e 2, muitas vezes, implicam uma mudança de atitude que pode ser difícil. Exige muita disciplina.

A forma mais fácil de começar a trabalhar o pensamento criativo, é através da utilização de ferramentas que o desenvolvem! já foram experimentadas por várias pessoas e melhoradas. Assim, conseguimos ir criando com cada vez maior frequência a faísca da criatividade. Se esta faísca for bem orientada, começaremos a falar de inovação, que implica aumento de valor ou de qualquer tipo de benefício.

É importante que as organizações estejam conscientes que, para a existência da cultura de inovação organizacional, promover a criatividade interna é meio caminho andado para que os resultados decorrentes da inovação apareçam. É fundamental saber gerir a criatividade organizacional, de forma alinhada com a estratégia, tendo em vista a inovação.

Estas ferramentas são um apoio estruturado para a criação de novas ideias e para ultrapassar desafios/problemas de forma irreverente, inteligente e expedita.

O Brainnovation é um ciclo de workshops que dinamiza a utilização de ferramentas associadas ao pensamento criativo e à Inovação.

Neste primeiro workshop vamos trabalhar o elevator pitch, o brainstorming e o feedback eficaz. Mais informações sobre cada uma das ferramentas no Facebook.

Inscrições: Mesmo aqui!

Público em Geral: 20€
Membros Academia de Voo: 10€

Contactos:
geral@academiadevoo.com
239049890

Ficam imagens das sessões anteriormente realizadas por Coimbra, Aveiro, Viseu e Guarda: