2012-10-10

Google » Livros


Um dos projetos interessantes da Google é o Google Livros. Permite o acesso a informação a todos os interessados que tenham acesso à rede. A discussão sobre direitos de autor não terminou, mas houve acordo com 5 editoras norte-americanas. Pode ser o primeiro passo para uma Biblioteca de Alexandria da era digital:

Público: "A Google e a Associação dos Editores Americanos anunciaram ontem, em comunicado conjunto, que assinaram um novo acordo relativamente aos direitos de autor. O acordo põe fim a uma batalha que decorria na justiça há sete anos."
(...)
A Google socorreu-se de acordos com bibliotecas e em causa estavam obras que, apesar de estarem esgotadas na sua forma impressa, e portanto inacessíveis no mercado do livro, ainda se encontravam no período abrangido pelos direitos de autor."

Artigo completo em: Google chega a acordo com editores norte-americanos:

2012-10-02

Arquitectura e Design Português em alta, como tem sido seu apanágio


"becomes me": Munna
O design e a arquitectura portuguesa continuam a mostrar que estão vivos e são recomendáveis.
A marca portuguesa de mobiliário Munna, da Fábrica de Matosinhos, foi nomeada pelo segundo ano consecutivo para os Prémios Internacionais de Design e Arquitectura 2012, com a poltrona "becomes me" e com o sofá "Josephine".
A poltrona "becomes me" foi uma das premiadas.



Cristina Jorge de Carvalho foi distinguida na International Design Awards, com o projeto desenvolvido para a Fundação Champalimaud e para o seu Centro de Investigação.


A cortiça, um recurso natural muito querido por arquitectos e designers portugueses, como se pode ver no post pavilhão de Portugal em Xangai, está a ser cada vez mais utilizado por criadores de todo o mundo, segundo a notícia A arquitectura e o design estão a reiventar a cortiça portuguesa, e para fins cada vez mais diversificados. Fiquei a saber que Frank Lloyd Wright já utilizava a cortiça em 1930.

Frank Lloyd Wright: Falling Waters

2012-09-25

Patentes ao rubro


Todos já ouvimos falar de patentes e da sua capacidade de proteger produtos ou serviços. Mas nunca foi um assunto de massas. Sempre foi assunto direcionado para juristas ou outros técnicos com funções relacionadas com a proteção de direitos relacionados com a propriedade industrial. Mas sempre foi um mundo um pouco misterioso para quem nele não se move habitualmente. Para nos esclarecer alguns destes aspetos, o RP apresentou-nos um post afinal o que é uma patente? em que explica sumariamente o que é uma patente. No post Quanto vale uma patente? Já dá um exemplo de como a HTC ganhou uma guerra jurídica contra a Apple, pelo seu famoso gesto "swipe to unlock".

Está visto que as patentes, para além da sua função de restrição de utilização de tecnologias ou conhecimentos, são cada vez mais um negócio, que movem batalhões de especialistas, no sentido de proporcionar negócios extra para as organizações e ganhos extraordinários. Um dos exemplos mais gritantes da atualidade é a batalha judicial que tem ocorrido entre a Apple e a Samsung, com a Apple a ver as suas pretensões defendidas nos EUA, tendo o tribunal obrigado a Samsung a pagar uma indemnização de mil milhões de dólares. Também o Scroll dá mais uma vitória a Apple nesta guerra das patentes. Seguindo a mesma filosofia, agora a Apple pretende pretende levar a tribunal uma mercearia polaca, não só pela imagem (no cimo deste post) que pretende que seja dada como inutilizável pela sua proximidade com a maça da Apple, mas também o site, pela sonoridade que o nome da empresa associada à extensão do site provoca.

Estas guerras de patentes, têm efeito prático e imediato nas soluções apresentadas. A rivalidade com a Googel, provocou uma mudança no serviço de mapas do i-phone e um retrocesso na solução anteriormente disponibilizada. Este é um caso em que os utilizadores (pelo menos os que já tinham a versão anterior) sentem que foi dado um passo atrás num dos componentes básicos de um "smart-phone". Apesar da legião de fãs da Apple ser fiel e de existir uma força grande associada à marca, estas questões complementadas com o desaparecimento da cara da Apple, podem ter algum impacto, como se pode ver em novos mapas do iphone sob chuva de críticas.

A Apple tem as vantagens e as desvantagens de estar só no mundo contra os outros players, mas é uma estratégia. Uma estratégia que tem dado bons resultados. Mas tal como tem acusado muita gente de copiar as suas inovações (e são muitas as caraterísticas inovadoras dos seus produtos), também tem sido acusada de passar por cima de algumas situações objeto de patente, como vimos acima o caso da HTC e como se pode ver no caso da acusação de copiar relógio dos caminhos de ferro suiços. Talvez devido a estas acusações e outras, e no sentido de evitar uma caça à Apple e a todos os pormenores que lhe possam ser apontados, tornando a acusação à Apple um desporto das tecnológicas, Steve Wozniak já apareceu a colocar água na fervura e a
declarar guerra à guerra das patentes. Isto não entrando no mundo do patent trolling, um verdadeiro negócio da China, como se pode ver em Apple pode ser vitima de patent trolling.


Acredito, no entanto, que estas guerras estejam longe do fim e será interessante verificar as posições dos grandes jogadores neste palco, e em que medida os aspetos geográficos e políticos influenciam esta luta intestinal.

Aguardemos as cenas dos próximos episódios.

2012-09-16

Imagine-se!!!.... uma Sala da Imaginação :))

No térreo ficam o café e a área de leitura que se ligam ao mezanino por uma escada em formato de urso panda ou uma barra de escorregar, como a usada por bombeiros  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
No piso 0 ficam o café e a área de leitura que se ligam superior por uma escada em formato de urso panda ou uma barra de escorregar, como a usada por bombeiros
O conceito de sala de inovação já há alguns anos que é aplicado nalgumas empresas que pretendem promover a capacidade criativa e a imaginação entre os seus colaboradores. Claro que há um ou outro exemplo de salas fantásticas, mas que não podem ser utilizadas pelos colaboradores, servindo mais de espaço promocional. Acredito que a maioria contribua para a resolução de problemas das empresas, para promover o pensamento divergente, para olhar as coisas de forma diferente e para que os colaboradores se sintam mais satisfeitos e com momentos de reset, fundamentais para respirar fundo e retomar projetos ou atividades com dose reforçada de empenho e engenho. Quem as tem, fala dos seus benefícios.

O interessante da notícia Universidade cria sala da imaginação para estimular criatividade é ser precisamente uma "sala da imaginação" numa universidade. Creio que só este facto, já evidencia uma atitude vanguardista no que se refere a estes temas. É um exemplo de ação. É a evidência de uma cultura virada para a inovação e promotora de mentes criativas. Claro que tem custos, mas com imaginação e com meios mais modestos, é possível ter espaços interessantes para a promoção da criatividade.

A área que entrou em uso em agosto é uma iniciativa pioneira. Acima, a sala de leitura com paredes laminadas para dar a aparência de uma toca de leitura futurista na qual os estudantes podem curtir um bom livro  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
Uma sala de leitura com paredes laminadas para dar a aparência de uma "toca de leitura futurista" na qual os estudantes podem aproveitar para ler.
O lounge é um espaço de estudos e diversão que estará aberta a todos os cerca de 20 mil alunos da universidade, mediante o pagamento de uma taxa de manutenção. Uma área em formato de casa foi montada para concertos de bandas de garagem. Se a ideia for ensaiar é só fechar os portões  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
Uma área em formato de casa foi montada para concertos de bandas de garagem.
Se a ideia for ensaiar é só fechar os portões.
Fonte:  http://noticias.terra.com.br/

2012-09-10

Calçada portuguesa tecnológica?

Gostei! Fica no Chiado e é o primeiro código QR feito em calçada Portuguesa. Uma conjugação perfeita entre sinergias de duas eras distintas.


O QR Code construído em calçada portuguesa acede-se com telemóvel de última geração (vulgo smartphone), que descodifica a mensagem existente. Basta abrir a aplicação de scanner do telemóvel e apontar para o código para viver a experiência e aceder aos conteúdos.

Uma Curiosidade: O QR code foi criado no Japão em 1994 pela japonesa Denso-Wave, originalmente para identificar peças na indústria automobilística, a empresa não patenteou a invenção, pelo que a sua utilização desde sempre é livre para quem o queira utilizar.


2012-07-30

O fim da Kodak? Lá está, esqueceram-se de inovar!


O Wall Street Journal  noticiou na passada sexta feira que a Kodak, um dos pioneiros no desenvolvimento da fotografia e o grande responsável pela sua massificação e disseminação encontra-se em grandes dificuldades financeiras. "Hummm... não foi também o que aconteceu recentemente com a Nokia? Terão estes gigantes adormecido à sombra do sucesso alcançado e esquecido que o mercado está em constante desenvolvimento e mutação? Quem não inova simplesmente não sobrevive!

O infortúnio de uns acaba por ser a alegria de outros. Dois dos gigantes da atualidade, Apple e Google, já se preparam para ver quem consegue deitar as mãos a cerca de 1100 patentes avaliadas em $2,6 Biliões  que a Kodak pretende vender numa tentativa de impedir a falência e emergir como uma empresa viável.
O leilão, marcado para dia 8 de Agosto vai decorrer em dois lotes, um lote relacionado com a captura e processamento de imagens e outro lote relacionado com o armazenamento e analise de imagens.

Sendo que hoje em dia quase todos os telemóveis, smartphones, tablets e gadgets similares incorporam uma camera fotográfica será de esperar que este seja apenas o inicio de mais uma longa batalha entre estes dois gigantes.
Irá o futuro detentor da propriedade intelectual da Kodak impedir o seu concorrente de incorporar máquinas fotográficas nos seus dispositivos?
Seria uma jogada estratégica arrojada, se não fatal !

2012-07-16

disco rígido de confiança!

Uma das preocupações que tenho de tempos a tempos é a informação. Aliás, o risco associado à informação. E se, de repente, o disco do meu computador fosse destruído por um qualquer incidente? O que aconteceria à informação? Há duplicação? Quando falamos num plano pessoal, a duplicação, back-ups ou qualquer método de segurança de informação é muito mais falível. Pelos recursos utilizados e pela menor disciplina do método.

Na exame informática, em disco rígido que dura 1 milhão de anos, vem a informação sobre uma possível solução para todos os problemas. Um disco rígido que dura 1 milhão de anos? Fantástico. Claro que só para o protótipo se prevê um custo de 25 mil euros. Claro que o mercado está bem determinado e não me parece que esteja direcionado para o consumidor final. Claro! É óbvio! Mas, há uns anos atrás, quem diria que iríamos ter computadores pessoais?

2012-07-10

Quanto vale uma patente?



Esta poderia ser uma forma de responder à questão “porque devo patentear o meu trabalho?”
Pessoalmente gosto de acompanhar as tendências do mercado informático, smartphones e afins não só por serem áreas propensas à inovação mas porque o ritmo alucinante a que sucedem as melhorias, surgem os desenvolvimentos e os produtos são colocados no mercado permite observar num curto período de tempo o que numa industria tradicional poderia demorar décadas a acontecer. É quase como um “pequeno” grande laboratório de aprendizagem.
Já alguma vez se perguntaram “Afinal de contas neste smartphone que utilizo diariamente o que é que se encontra patenteado?”
Um gesto que todos os proprietários de smartphone já se habituaram a fazer é o famoso “Swipe to unlock” para desbloquear o dispositivo. Pois bem, um gesto também pode ser alvo de patente. O supremo tribunal de Londres acaba de dar razão à HTC numa disputa que decorria com a Apple em que esta reivindicava que a HTC estava a infringir a sua tecnologia e os seus direitos de patente.
Com esta queixa a Apple pretendia inviabilizar a venda dos dispositivos HTC no reino unido à semelhança do que já havia feito nos US com a Samsung.
Sem me alongar muito nos detalhes das inúmeras batalhas que tem sido travadas em tribunais um pouco por todo o mundo ao longo de vários meses, e muito menos questionando decisões de tribunais não posso deixar de considerar interessante a estratégia da Apple.
A verdade é que nos dias de hoje não é só o mercado quem dita as regras do jogo, os tribunais também tem uma palavra a dizer, e uma patente pode muito bem valer um mercado com a dimensão dos EU.

2012-07-08

o génio criativo



Eu tinha a certeza que havia um duende que, nas viagens de carro, pouco tempo depois de me entorpecer suavemente, saía do auto-rádio e passava-me a informação e as ideias que queria ver postas em prática. Não é apenas no carro, mas noutros locais em que o estado de hipnose ameaça aparecer. O mais incrível é que por vezes este duende parece brincar e faz com que a ideia fique muito próxima, sem a conseguirmos alcançar. É como quando se tem uma palavra debaixo da língua, mas não a conseguimos expressar. Outras vezes atira a ideia para longe, tornando-a inacessível. Afinal, pode não ser um duende. Provavelmente pode ser um génio o responsável por esta situação. Mas nada melhor do que ouvir a escritora e especialista em génios Elizabeth Gilbert para nos explicar como os génios criativos nos ajudam:

2012-06-25

Afinal o que é uma patente ?

Uma patente consiste na obtenção de direitos exclusivos sobre invenções (soluções novas para problemas técnicos específicos).
Ou seja, é um contrato entre o Estado e o requerente através do qual este obtém um direito exclusivo de produzir e comercializar uma invenção, tendo como contrapartida a sua divulgação pública.
As invenções podem proteger-se através de duas modalidades de propriedade industrial:
  • Patentes;
  • Modelos de Utilidade. (é semelhante à patente, com procedimentos administrativos simplificados mas com algumas exclusões)
Podem obter-se patentes para quaisquer invenções em todos os domínios da tecnologia, quer se trate de produtos ou processos, bem como para os processos novos de obtenção de produtos, substâncias ou composições já conhecidos.
No caso dos modelos de utilidade, embora os requisitos de proteção sejam muito semelhantes, não é possível proteger invenções que incidam sobre matéria biológica ou sobre substâncias ou processos químicos ou farmacêuticos.
Se a patente ou o modelo de utilidade forem concedidos, passa o seu titular a deter um exclusivo que lhe confere o direito de impedir que terceiros, sem o seu consentimento, fabriquem artefactos ou produtos objeto de patente, apliquem os meios ou processos patenteados, importem ou explorem economicamente o produtos ou processos protegidos.

Consulte o site do Instituto nacional da propriedade industrial para mais informações.

2012-05-30

Project Glass

Mais um projeto fascinante em desenvolvimento pela Google e que em breve poderá ver a luz do dia. A evolução tecnologica a que temos assistido nos ultimos anos tem revolucionado a forma como nos relacionamos com os outros, como nos comportamos e como fazemos negocios. O "Time to market" é cada vez mais reduzido e a expressao "if you can imagine it you can build it" nunca esteve tão presente como agora, parece simplesmente que nao existem limites ao que n]os enquanto humanos poderemos construir. Pergunto-me se a humanidade estara preparada para o uso livre e responsável da tecnologia à medida que novos desenvolvimentos se vão acumulando ou se de alguma maneira surgira uma "censura tecnologica" a regular estes meios !?

2012-05-21

criar oportunidades em tempo de crise: Sony!


A crise
As crises são sempre complicadas. São momentos que comportam dificuldades, exigem sacrifícios e capacidade de resistência. O engenho e arte, com uma pontinha de sorte também podem ser importantes. Agora, imaginemos um cenário de crise de fim de guerra. Provavelmente seria mais complicado. Mesmo assim, há quem consiga ultrapassar as crises. Sem ser, necessariamente, um extra-terrestre. 
Um vendedor em dificuldades
Esta é a história de Komashio, um vendedor japonês que, no final da 2.ª guerra mundial, se propôs vender produtos eletrónicos japoneses na Europa. A conjuntura não era favorável, pois a perceção que existia sobre os produtos japoneses na área da eletrónica era má. A função de vendedor não era bem vista. A insistência dos vendedores fazia com que tivessem uma imagem negativa. Para acrescentar dificuldades, o Japão era, ao lado da Alemanha e da Itália, considerado um dos responsáveis pelo sofrimento e privações existentes na época. Mas se a Europa estava mal, o Japão estava completamente destroçado. Assim, Komashio andava de porta em porta a tentar mostrar as virtudes dos seus produtos. Reza a história que em Hamburgo, numa loja de pianos, depois de o proprietário lhe ter dito que a sua loja só vendia produtos de qualidade e blá, blá, blá… que Komashio lhe propôs pagar para poder ter os seus rádios expostos. O proprietário, deixou de ver qualquer motivo para não expor os produtos na sua loja. Komashio sabia que se não vendesse aqui produtos, teria que voltar ao seu país com a missão fracassada e com a honra posta em causa. Komashio observou os transeuntes e verificou que os seus aparelhos não captavam a atenção. Mas era natural. Ninguém conhecia aquela marca e os rádios eram banais.
Arte e engenho
Pensou demoradamente sobre a forma como poderia dar a volta à situação. O dinheiro que tinha, não dava para mandar cantar um cego, portanto propaganda ou material de comunicação estavam fora de questão. Foi então que avistou um grupo de estudantes que vinha em grande alarido pela rua. Se a necessidade faz o engenho, este vendedor teve uma ideia engenhosa: resolveu fazer uma demonstração dos seus aparelhos a esta trupe. Depois de expor as virtudes dos seus rádios e da sua potência, perguntou-lhes se os aparelhos os tinham agradado. Houve uns quantos que responderam que sim. Questionou se estariam dispostos a promovê-los em troca de uma compensação, ao que responderam afirmativamente, como seria de esperar. Já se sabe que a maioria dos estudantes tem dificuldades financeiras pelo que um reforço na mesada é sempre bem-vindo, seja depois da grande guerra, nos anos 80 ou atualmente. Komashio pediu-lhes que, à vez, fossem à loja de pianos e pedissem para experimentar os rádios. Deviam experimentá-los, tecer elogios à sua portabilidade e qualidade do som e comprar. Depois deveria entrega-los a Komashio.
Sucesso
Claro que a atitude do proprietário da loja, quando recebeu de novo Komashio, foi radicalmente diferente. Encomendou mais rádios pois estava satisfeito com a recetividade aos aparelhos. Este método foi utilizado para entrar em várias cidades da Alemanha e vários países da Europa. Hoje, esta empresa é conhecida mundialmente e chama-se Sony.


Outras histórias:
Nespresso: what else?
A invenção da batata frita
eastgate Harare
vazio de ideias ou síndrome de John Lennon da Silva

2012-05-12

Carros eléctricos a sério, para quando?


Há uma questão que teima em não ser respondida de forma eficaz: Porque é que os carros elétricos, tendo tantas virtudes, não se conseguem impor?
Qualquer especialista na matéria, terá várias explicações para este facto. Entretanto, há algumas ações que estão a ser desenvolvidas, que poderão contribuir para a diminuição da importância da questão.
Eis uma notícia fabulosa, que pode ser a solução para muitos dos problemas dos transportes, mas não só. Já imaginaram conduzir numa auto-estrada que carrega os carros eléctricos? Brilhante! Magnífica! Disruptiva! Não sei se fica melhor classificada na Gaveta do Ovo de Colombo ou na Gaveta dos Ovos de Ouro. E pode ser ainda utilizada para outros fins. Tudo o que precise de baterias ou eletricidade.

Também a notícia de que um veículo eléctrico começa viagem de 4800 quilómetros em África, indicia que as marcas continuam a tentar aumentar a autonomia. Desta vez com 3 baterias em vez da habitual bateria única.

Seria bom diminuir a nossa dependência das energias fósseis! Seria bom ter carros elétricos rapidamente. Já seria uma grande ajuda para o ambiente! Mas isso só vai acontecer, quando o conforto, custos e desempenho destas novas viaturas, se aproximarem dos veículos atuais.

2012-05-10

Vazio de Ideias ou a síndrome de John Lennon da Silva

Abaixo, os meus apontamentos saídos no Diário de Aveiro, suplemento de economia de 8 de Maio:

Vazio de Ideias ou a síndrome de John Lennon da Silva


“Se quiser mudar tudo, basta mudar a sua atitude.”
H. Jackson Brown


HÁ UNS DIAS, vi um vídeo do equivalente brasileiro “Achas que sabes dançar?” que me provocou reflexão intensa. Começou com a apresentação do candidato ao júri, constituído por gente famosa. O desdém esteve presente desde o início. O nome foi o 1.o rótulo para o potencial ídolo. John Lennon da Silva? “Onde é que já ouvi esse nome?” “Famoso, hein?”. Para ajudar, o guarda-roupa usado pelo John Lennon (JL) para a interpretação artística de um bailado como “A morte do Cisne” não incluía sapatos de ballet. O júri acaba por lhe explicar, paternalmente, o que é a peça, quem e como interpreta. JL, humilde, faz a sua interpretação da peça e emociona o júri! Chega ao ponto de provocar o choro num dos duros júris! Neste caso, o potencial artista foi visto, porque é obrigação do júri. Caso contrário, acredito que nem tivesse oportunidade para apresentar a sua interpretação da peça. Este é um dos motivos porque é importante um sistema de gestão de ideias e oportunidades. Para nos obrigar a ouvir…! A escutar! Assim, o que pode parecer uma ideia descabida numa primeira análise, pode revelar-se uma ideia meritória. Podemos evoluir de: Não há ideias nesta desgraçada empresa! para “Tantas ideias! Tantos projetos! E agora?” Por vezes há quem se questione sobre a existência de ideias na organização. Se há um vazio de ideias na organização, é porque a organização não está disponível para as ouvir. A falta de ideias na organização é um sintoma de uma organização com problemas. Como dizia o poeta, “todo o mundo é composto de mudança”. As organizações também. Exceções? Não conheço exceções cujo destino tenha sido positivo. Mas aceito de bom grado exemplos que me contrariem.
Elas andam por aí
Existem ideias a pulular por todo o lado. Quantas vezes pensamos: “se fosse eu que mandasse…”. “O que é que farias se mandasses? Sim, tu! Diz-me o que farias se mandasses! Estou mesmo interessado!” Muitas vezes esta postura está no âmbito do imaginário. A resposta é um grunhido tipo “idiota”. Quando não surge um audível “Eis o Miguel Ângelo da Inovação”. Claro que é uma sorte quando não aparece alguém a gritar“quem foi o idiota? Onde está o Steve Jobs da Baixa da Banheira?”. Alguns, ficam caladinhos no seu canto. Outros, sorriem sarcasticamente. Uns quantos,
ficam tristes e solidários. O dono da ideia espera que ninguém se aperceba que foi ele que sugeriu aquela solução. Criou-se aqui um fosso comunicacional em que a vontade de partilhar ideias com
quem quer que seja vai por água abaixo. Mesmo os que teriam soluções para sugerir ficam sossegadinhos, com a sua análise muito própria ao sucedido, mas com uma vontade imensa de não ser apanhado naquela situação. “Ser humilhado assim? Nah! Não me apanham nesta situação!” Mesmo que tivesse a ideia do século duvido que, depois da situação descrita, a partilhasse. Já imaginaram se, quando alguém deu a ideia para deixar de ter embalagens de papelão nos pneus alguém dissesse “Oh! Houve algum idiota que teve uma ideia dessas?” Provavelmente, ainda hoje se venderiam pneus em embalagens de papel.
Ouvir… OUVIR!
Há vários fatores que são necessários para que as ideias surjam. Um dos fatores importantes é a disponibilidade para ouvir ideias sem preconceitos. Voltando a quem não encontra ideias na sua
organização, diria apenas para ouvir. Não é fácil, mas ouçamos atentamente o que Hemingway dizia: “Gosto de ouvir. Aprendi muita coisa por ouvir cuidadosamente. A maioria das pessoas
jamais ouve.”
Ouviram? Agora, vejamos se conseguimos por em prática!

O vídeo:


Uns textos anteriores:
Vazio de Ideias
Alteração na embalagem do pneu

2012-05-03

Crianças aprendem medos




Um estudo publicado na revista “Current Directions in Psychological Science”, diz-nos que as crianças aprendem medos cedo e rapidamente.

Para o estudo, os investigadores mostraram dois vídeos simultaneamente a crianças com apenas sete meses. Um vídeo mostrava uma cobra e algo não-ameaçador, como um elefante. Ao mesmo tempo, as crianças ouviram uma gravação de uma voz feliz ou com medo.

Verificaram que os bebés passaram mais tempo a prestar atenção ao vídeo da cobra quando ouviam a voz com medo, mas não mostraram sinais de receio. Noutra experiência, foi mostrado a crianças de três anos uma tela com nove fotografias e foi-lhes pedido que seleccionassem uma delas.

As crianças identificaram as serpentes mais rapidamente do que as flores e muito mais rápido do que outros animais que se assemelham a cobras, como sapos e lagartos. As crianças que temiam as cobras identificavam-nas tão rapidamente como as crianças que não tinha esse medo.

“O que sugerimos é que temos preconceitos para detetar coisas como cobras e aranhas de forma rápida e para relacioná-las com coisas que são repugnantes ou más, como uma voz assustada", comentou, numa nota enviada à imprensa, a investigadora Vanessa LoBue, da Rutgers University, nos EUA.

Segundo a especialista, estudos anteriores mostraram que os adultos reconhecem rapidamente a diferença entre as criaturas assustadoras e as que não são tão ameaçadoras. O novo estudo confirmou que as crianças fazem o mesmo, mas é uma resposta aprendida e não inata.