2012-12-29

Ser invisível como o Harry Potter?

O sonho

Quem nunca quis ser invisível?
Quem nunca sonhou em passar por qualquer sitio sem ser visto?

Quem acredita nos sonhos, está a meio caminho de conseguir realizar algo de positivo na sua vida. Quem nunca sonhou em ser o homem-aranha, o surfista prateado ou fazer parte do quarteto maravilha. Quem nunca sonhou em ser Mandrake ou um Cavaleiro da Távola Redonda. A maior parte de nós já sonhou ser o Mourinho, o Figo ou o CR7. Eu sonhei ser o jogador que foi o Figo e o treinador que é o Mourinho. Com uma dose de humor e boa disposição acrescida. Já sonhou ser astronauta? E investigador que descobre a cura para uma das mais graves doenças da humanidade? Ser aviador? Biólogo marinho? Arquiteto? Inventor?...

É bom sonhar e fazer algo para realizar os nossos sonhos. O sonho é a antecâmara do progresso e da inovação. Como dizia António Gedeão "O sonho comanda a vida", que é subscrito por Pessoa que nos diz "Deus quer, o homem sonha, a obra nasce".

A realidade

Muita gente já sonhou em ser invisível. Os esforços feitos para alcançar a invisibildade sem recurso às artes mágicas tem sido intenso. A persistência, o sonhar e o acreditar, foram fundamentais para se obter  resultados visíveis sobre a arte de ser invisível. Sonhar e acreditar são fatores que fazem com que a vida tenha sal e pimenta. Se juntarmos a persistência, temos uma receita para o progresso da humanidade. Claro que pode e deve ser apurada com outros condimentos, mas a base já está.

Há uns tempos, numa fase de adolescente borbulhento que, felizmente, me revisita frequentemente, vi o Harry Potter com um a capa da invisibilidade! Esse rapaz frágil fez com que voltasse a acreditar que seria possível ser invisível. Para isso bastava ser mágico! Simples!

Recentemente, fiquei a conhecer outros métodos de alcançar a invisibilidade e outros sonhos: A ciência. A ciência é a base da magia. A ciência é a base da inovação.

Desta forma, a capacidade de concretização dos nossos sonhos está muito ligado à ciência, ao conhecimento e à capacidade de os aplicar. A maravilha disto é que todos podemos aprender a ciência em qualquer espaço, desde que haja empenho e dedicação e prática regular. Já para ser mágico, há requisitos específicos que poucos cumprimos e é preciso que a porta secreta para as escolas de magia nos encontre.

Apesar do encanto da magia e das artes mágicas, a seguir fica mais uma evidência de que a ciência pode ser altamente recompensadora, permite chegar a muitos dos lugares a que chega a magia e é muito mais democrática na oportunidade de conhecer e utilizar os seus resultados:

2012-12-28

Edifícios futuristas e o betão biológico

Edifícios futuristas

Quando se projeta o futuro a médio e longo prazo, uma das atividades que os futuristas analisam é a construção. Uma das tendências que se consolida nos arquitetos e demais atores é a preocupação com a sustentabilidade. Apesar de sabermos que o conceito de sustentabilidade pode ser muito lato, há aqui um pequeno nicho que começa a surgir e que se vai afirmando paulatinamente: os edifícios verdes.
Verdes, na verdadeira acepção da palavra. Verdes porque tem um manto verde à volta constituída por plantas. Entre esses edifícios do futuro, partilho os seguintes:

2012-12-17

Fórmula para decorar a árvore de Natal perfeita


Árvore de Natal




O Natal está aí à porta. A árvore de Natal é uma tradição com muitos anos e que dá um colorido especial à época. Sem a alegria das árvores de Natal e dos momentos de "montagem" das árvores, o Natal não seria o mesmo. Para ajudar estes momentos iniciais da época natalícia, dois alunos de matemática desenvolveram uma fórmula para decorar a árvore de Natal perfeita.
Não sei se estamos no âmbito da criatividade ou da inovação. Não sei qual o valor real do desenvolvimento desta fórmula. Se servir para tornar o Natal mais feliz, já valeu a pena.

2012-12-04

A Virgin do Richard Branson


A coleção da Visão "histórias de génio" passou a estar disponível na minha mesinha de cabeceira.
Comecei com o alucinado Richard Branson, da Virgin.
Esta história começa com uma frase do génio em causa, absolutamente espantosa pela sua simplicidade e veracidade:

"As oportunidades de negócio são como os autocarros. Vem sempre outro a seguir."

2012-11-30

Prémio "Criatividade e Inovação" para Federação Portuguesa de Futebol


O futebol profissional já foi um desporto. Hoje, muitos dizem que é um negócio. Por aqui, preferimos ver o futebol como um espetáculo. Um espetáculo de massas com um mediatismo inquestionável.

Para ser um bom espetáculo, há preocupações que devem ser consideradas: a preocupação com os seus diversos atores (jogadores, dirigentes, patrocinadores, ...) com o seu enquadramento e contributo para o todo; a organização; a criatividade; a gestão de talentos, a comunicação e marketing e a questão financeira.

Todos reconhecemos ao futebol português a sua importância como negócio, como impulsionador da marca Portugal e como um dos motivos de orgulho em Portugal, de motivação e de esperança. Nos últimos anos tem tido sucesso ao nível desportivo e financeiro e tem sido reconhecido por todos. Agora, a UEFA vem reconhecer a sua capacidade ao nível da criatividade e inovação.

Têm sido dada uma relevância grande à criatividade e inovação, por se considerar que a aposta nestas áreas poderá ser uma forma de aumentar a competitividade das organizações portuguesas tornando-as mais capazes de competir em qualquer local. Mais uma vez, o futebol vem dar o exemplo. É possível ser criativo e colocar essa criatividade ao serviço do espetáculo. A cooperação entre a Federação Portuguesa de Futebol e o Continente tem dado resultado no aumento de público nos campos.

Mais um exemplo que confirma que "Inovar Faz Bem".

Ver mais em Futebol 365, ou em Mais Futebol ainda em a Bola, n'o Jogo ou no Expresso.

2012-11-28

Insistir ou desistir?


Hoje resolvi levantar algumas questões relacionadas com a apresentação de novas ideias que espero tragam alguma reflexão e muitos comentários com a vossa visão do assunto.

No inicio quando a ideia surge tudo pode parecer fantástico, colorido e com um potencial enorme, mas a verdade é que à medida que a ideia se vai desenvolvendo o nível de entusiasmo vai diminuindo, surgem as primeiras dificuldades, as vozes mais criticas começam a ouvir-se alto, o desgaste começa a apoderar-se dos promotores da ideia/protejo e de repente todo o colorido é uma grande zona cinzenta onde tudo pode acontecer. De um lado o sucesso do outro um grande flop! A linha que os separa pode ser ténue...

Quantas vezes já não ouvimos dizer “ o importante é não desistir” ou “desistir jamais”
Muitos empreendedores, cientistas e inventores, relatam-nos que na sua caminhada até ao sucesso foram desencorajados, desacreditados e até considerados lunáticos pelas suas ideias audazes e inovadoras.
De alguma forma eles ousaram continuar a acreditar na sua ideia/invenção/produto/serviço, e conseguiram converte-la(o) em sucesso, elevando o seu status de lunático a visionário.

Basta então acreditar na nossa ideia para que ela se torne um sucesso?
Afinal, serão estes casos a normalidade ou a excepção? Como diz o velho ditado “dos vencidos não reza a história.”

Acredito que quando as dificuldades surgem devem de ser encaradas como uma oportunidade de fortalecer e dar robustez ao protejo  acredito que a busca de soluções para ultrapassar essas dificuldades é o caminho criativo onde ocorrem as descobertas menos esperadas, é onde o insolúvel pode ser solucionado.

Mas será que devemos insistir contra tudo e todos? Ou devemos aprender a reconhecer quando é tempo de abandonar a ideia?  

2012-11-17

A Caixa de Pandora da Apple

fonte: revoluçãodigital.net
A Apple abriu a Caixa de Pandora das Patentes. Durante alguns anos, a Apple disparou em todas as direções, contra tudo e contra todos os que poderiam ter alguma solução tangente às suas próprias soluções. Durante algum tempo, foi resultando, com decisões jurídicas favoráveis, como se pode ver em patentes ao rubro. No entanto, esta estratégia semeada pela Apple, tem colhido frutos, mas começa também a colher tempestades que aparentam começar a abanar as estruturas (visto de fora).
Entre as tempestades temos:
  • relógios suiços: 21 Milhões de Doláres pagos à empresa de caminhos de ferro suiços. saber mais aqui ou aqui.
  • Motorola: "A United States International Trade Commission (ITC) é uma organização independente que para além de regular a qualidade de produtos nos EUA também examina patentes e está a investigar a Apple por alegadas violações de uma patente pertencente à Motorola Mobility." saber mais aqui.
  • Samsung: Apple repete pedido de desculpas: saber mais aqui ou aqui.
  • México: iFone expulsa iPhone saber mais aqui ou aqui.
  • (...)
A Apple, adepta deste jogo de tiro ao alvo, começa a ser bombardeada por todos os lados. Nem sabem de onde é que elas vêm. O "tiro à Apple" começa a ser um desporto global e que está na moda. Já começam a surgir alguns indicadores que deverão ser tidos em consideração, como a informação da IDC que diz que a Apple está a perder terreno no mercado dos tablets. Falta saber se é uma situação pontual ou se representa a mudança de líder nos próximos meses.

Todos sabemos que a existência da Apple tem sido feita de altos e baixos. Mas sempre muito dependente do génio de Steve Jobs. Steve Wozniak tentar minimizar os danos, com declaração de guerra à guerra das patentes, mas a tendência parece ser orientada para um aumento do número de adeptos do desporto "Tiro à Apple".

Ficam algumas questões:
i. Terá a empresa da maçã trincada capacidade, arcaboiço e resistência para jogar este jogo? 
ii. Foi simples abrir a Caixa de Pandora, mas conseguirá fechá-la?

2012-11-14

O Qatar, a Índia e os projetos de Portugal na matemática.


O conhecimento é um fator de competitividade dos países e das organizações. O Qatar está ciente disto e uma das iniciativas que desenvolveu para passar de uma economia baseada no petróleo para uma economia baseada no conhecimento foi o prémio WISE, (World Innovation Summit for Education), entregue numa conferência organizada pela Fundação Qatar.

Este ano, o prémio foi atribuído a uma organização indiana que atua junto de crianças a partir dos 3 anos e vai até jovens em idade escolar. Ver artigo em Prémio WISE para organização indianaMeritório. 

Em Portugal também há ações meritórias ao nível do ensino. A notícia do site Ciência Hoje (aprender matemática a brincar), diz-nos que foi lançado um site para combater o insucesso escolar na disciplina de Matemática, como se pode ver na notícia do site:

"O Grupo Universitário de Investigação em Auto-regulação da Universidade do Minho (UMinho), lançou recentemente um site para combater o insucesso escolar dos alunos do Ensino Básico na Matemática. A plataforma gratuita conta com o acompanhamento de tutores virtuais e inclui milhares de tarefas interactivas, nomeadamente jogos didácticos e exercícios de exames nacionais e internacionais. O objectivo é mapear as condições de (in)sucesso neste domínio.

A página contém aplicações hipermédia centradas nos conteúdos de matemática do 5.º ao 9.º anos, que serão testadas em várias escolas de Portugal e em diferentes condições de aprendizagem. A plataforma inclui também problemas com pistas, feedback e propostas de resolução, possibilidade de marcar e de realizar os trabalhos de casa na aplicação e ferramentas de apoio ao ensino e à aprendizagem.


O desempenho escolar nesta área do conhecimento é uma preocupação “crescente” junto da comunidade educativa. “Estamos todos preocupados com o elevado insucesso escolar e o correspondente abandono escolar precoce. Sabe-se que a literatura aponta a promoção do sucesso desta disciplina e a utilização corrente das Tecnologias da Informação e Comunicação na sala de aula como dois grandes desafios que a educação enfrenta na actualidade”, sublinha Pedro Rosário, coordenador do projecto e vice-presidente da Escola de Psicologia da UMinho, que teve o apoio do Departamento de Matemática da Universidade de Coimbra.

“É importante perceber de que forma as novas tecnologias contribuem para o sucesso escolar neste domínio”, acrescenta."

A minha modesta proposta seria que solicitassem o apoio a alguém do marketing, ou da gestão de marcas, para permitir que alguma mente desperta ajudasse na procura de um nome apelativo. Suponho que Hypatiamat não será muito convidativo. Tirando alguns "professores pardais" e alguns fanáticos da Matemática, que acredito que tenham motivos para vibrar com o nome, não vejo muito mais gente motivada pelo nome. Poderá até ter o efeito perverso de dissuadir as pessoas a consultar o site, pois não é com facilidade que se retém o nome. Estes pormenores (ou pormaiores), podem ter uma grande importância no sucesso ou insucesso do projeto. A entrada de outras competências, que não só as da disciplina da matemática podem ajudar a que haja um projeto vencedor. 

No caso do Explicamat, do tutor digital ExplicaMat, outra plataforma que usa o Youtube, parece que o nome não é problema e que tem tido um sucesso interessante, depois de ter visto que a Khan Academy também usava vídeos para as suas explicações.

Há ainda outros projetos com objetivos semelhantes, que merecem destaque, como se pode ver no post Milagre na matematica: o projeto Aleph, ou metodologias diferentes, como é mostrado em  Aprender pouco é o segredo das boas notas, ou ainda o jogo online Math Survivor, desenvolvido pela Associação de Empresários pela Inclusão Social e a Fundação Vodafone Portugal. Tudo o que possa contribuir para o aumento das competências e conhecimento, só pode ser bem vindo.

Agora, falta apenas mudar a consciência, a cultura e a atitude perante a Matemática. Pais, professores e filhos têm que mudar algo. O modelo do sangue, suor e lágrimas tem que estar presente. Tem que ser claro o conceito "no pain, no gain", no sentido do sacrifício. A tecnologia ao dispor é importante, se for bem trabalhada.

Simples, não?

2012-11-09

Curiosidades: vacina oral; benefícios do vinho; Eletricidade sem fios.


"Até ao infinito e mais além" (Buzz Lightyear)

"A curiosidade, instinto de complexidade infinita, leva por um lado a escutar atrás das portas e por outro a descobrir a América." (Eça de Queirós)

Novos mundos:
  • Cientistas portugueses desenvolveram vacina oral contra a hepatite-B *Link aqui
  • Benefícios do vinho tinto: também ajuda a emagrecer? *Link aqui
  • Eletricidade sem fios? *Link aqui 

2012-10-10

Google » Livros


Um dos projetos interessantes da Google é o Google Livros. Permite o acesso a informação a todos os interessados que tenham acesso à rede. A discussão sobre direitos de autor não terminou, mas houve acordo com 5 editoras norte-americanas. Pode ser o primeiro passo para uma Biblioteca de Alexandria da era digital:

Público: "A Google e a Associação dos Editores Americanos anunciaram ontem, em comunicado conjunto, que assinaram um novo acordo relativamente aos direitos de autor. O acordo põe fim a uma batalha que decorria na justiça há sete anos."
(...)
A Google socorreu-se de acordos com bibliotecas e em causa estavam obras que, apesar de estarem esgotadas na sua forma impressa, e portanto inacessíveis no mercado do livro, ainda se encontravam no período abrangido pelos direitos de autor."

Artigo completo em: Google chega a acordo com editores norte-americanos:

2012-10-02

Arquitectura e Design Português em alta, como tem sido seu apanágio


"becomes me": Munna
O design e a arquitectura portuguesa continuam a mostrar que estão vivos e são recomendáveis.
A marca portuguesa de mobiliário Munna, da Fábrica de Matosinhos, foi nomeada pelo segundo ano consecutivo para os Prémios Internacionais de Design e Arquitectura 2012, com a poltrona "becomes me" e com o sofá "Josephine".
A poltrona "becomes me" foi uma das premiadas.



Cristina Jorge de Carvalho foi distinguida na International Design Awards, com o projeto desenvolvido para a Fundação Champalimaud e para o seu Centro de Investigação.


A cortiça, um recurso natural muito querido por arquitectos e designers portugueses, como se pode ver no post pavilhão de Portugal em Xangai, está a ser cada vez mais utilizado por criadores de todo o mundo, segundo a notícia A arquitectura e o design estão a reiventar a cortiça portuguesa, e para fins cada vez mais diversificados. Fiquei a saber que Frank Lloyd Wright já utilizava a cortiça em 1930.

Frank Lloyd Wright: Falling Waters

2012-09-25

Patentes ao rubro


Todos já ouvimos falar de patentes e da sua capacidade de proteger produtos ou serviços. Mas nunca foi um assunto de massas. Sempre foi assunto direcionado para juristas ou outros técnicos com funções relacionadas com a proteção de direitos relacionados com a propriedade industrial. Mas sempre foi um mundo um pouco misterioso para quem nele não se move habitualmente. Para nos esclarecer alguns destes aspetos, o RP apresentou-nos um post afinal o que é uma patente? em que explica sumariamente o que é uma patente. No post Quanto vale uma patente? Já dá um exemplo de como a HTC ganhou uma guerra jurídica contra a Apple, pelo seu famoso gesto "swipe to unlock".

Está visto que as patentes, para além da sua função de restrição de utilização de tecnologias ou conhecimentos, são cada vez mais um negócio, que movem batalhões de especialistas, no sentido de proporcionar negócios extra para as organizações e ganhos extraordinários. Um dos exemplos mais gritantes da atualidade é a batalha judicial que tem ocorrido entre a Apple e a Samsung, com a Apple a ver as suas pretensões defendidas nos EUA, tendo o tribunal obrigado a Samsung a pagar uma indemnização de mil milhões de dólares. Também o Scroll dá mais uma vitória a Apple nesta guerra das patentes. Seguindo a mesma filosofia, agora a Apple pretende pretende levar a tribunal uma mercearia polaca, não só pela imagem (no cimo deste post) que pretende que seja dada como inutilizável pela sua proximidade com a maça da Apple, mas também o site, pela sonoridade que o nome da empresa associada à extensão do site provoca.

Estas guerras de patentes, têm efeito prático e imediato nas soluções apresentadas. A rivalidade com a Googel, provocou uma mudança no serviço de mapas do i-phone e um retrocesso na solução anteriormente disponibilizada. Este é um caso em que os utilizadores (pelo menos os que já tinham a versão anterior) sentem que foi dado um passo atrás num dos componentes básicos de um "smart-phone". Apesar da legião de fãs da Apple ser fiel e de existir uma força grande associada à marca, estas questões complementadas com o desaparecimento da cara da Apple, podem ter algum impacto, como se pode ver em novos mapas do iphone sob chuva de críticas.

A Apple tem as vantagens e as desvantagens de estar só no mundo contra os outros players, mas é uma estratégia. Uma estratégia que tem dado bons resultados. Mas tal como tem acusado muita gente de copiar as suas inovações (e são muitas as caraterísticas inovadoras dos seus produtos), também tem sido acusada de passar por cima de algumas situações objeto de patente, como vimos acima o caso da HTC e como se pode ver no caso da acusação de copiar relógio dos caminhos de ferro suiços. Talvez devido a estas acusações e outras, e no sentido de evitar uma caça à Apple e a todos os pormenores que lhe possam ser apontados, tornando a acusação à Apple um desporto das tecnológicas, Steve Wozniak já apareceu a colocar água na fervura e a
declarar guerra à guerra das patentes. Isto não entrando no mundo do patent trolling, um verdadeiro negócio da China, como se pode ver em Apple pode ser vitima de patent trolling.


Acredito, no entanto, que estas guerras estejam longe do fim e será interessante verificar as posições dos grandes jogadores neste palco, e em que medida os aspetos geográficos e políticos influenciam esta luta intestinal.

Aguardemos as cenas dos próximos episódios.

2012-09-16

Imagine-se!!!.... uma Sala da Imaginação :))

No térreo ficam o café e a área de leitura que se ligam ao mezanino por uma escada em formato de urso panda ou uma barra de escorregar, como a usada por bombeiros  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
No piso 0 ficam o café e a área de leitura que se ligam superior por uma escada em formato de urso panda ou uma barra de escorregar, como a usada por bombeiros
O conceito de sala de inovação já há alguns anos que é aplicado nalgumas empresas que pretendem promover a capacidade criativa e a imaginação entre os seus colaboradores. Claro que há um ou outro exemplo de salas fantásticas, mas que não podem ser utilizadas pelos colaboradores, servindo mais de espaço promocional. Acredito que a maioria contribua para a resolução de problemas das empresas, para promover o pensamento divergente, para olhar as coisas de forma diferente e para que os colaboradores se sintam mais satisfeitos e com momentos de reset, fundamentais para respirar fundo e retomar projetos ou atividades com dose reforçada de empenho e engenho. Quem as tem, fala dos seus benefícios.

O interessante da notícia Universidade cria sala da imaginação para estimular criatividade é ser precisamente uma "sala da imaginação" numa universidade. Creio que só este facto, já evidencia uma atitude vanguardista no que se refere a estes temas. É um exemplo de ação. É a evidência de uma cultura virada para a inovação e promotora de mentes criativas. Claro que tem custos, mas com imaginação e com meios mais modestos, é possível ter espaços interessantes para a promoção da criatividade.

A área que entrou em uso em agosto é uma iniciativa pioneira. Acima, a sala de leitura com paredes laminadas para dar a aparência de uma toca de leitura futurista na qual os estudantes podem curtir um bom livro  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
Uma sala de leitura com paredes laminadas para dar a aparência de uma "toca de leitura futurista" na qual os estudantes podem aproveitar para ler.
O lounge é um espaço de estudos e diversão que estará aberta a todos os cerca de 20 mil alunos da universidade, mediante o pagamento de uma taxa de manutenção. Uma área em formato de casa foi montada para concertos de bandas de garagem. Se a ideia for ensaiar é só fechar os portões  Foto: Divulgação/Supermachine/BBC Brasil
Uma área em formato de casa foi montada para concertos de bandas de garagem.
Se a ideia for ensaiar é só fechar os portões.
Fonte:  http://noticias.terra.com.br/

2012-09-10

Calçada portuguesa tecnológica?

Gostei! Fica no Chiado e é o primeiro código QR feito em calçada Portuguesa. Uma conjugação perfeita entre sinergias de duas eras distintas.


O QR Code construído em calçada portuguesa acede-se com telemóvel de última geração (vulgo smartphone), que descodifica a mensagem existente. Basta abrir a aplicação de scanner do telemóvel e apontar para o código para viver a experiência e aceder aos conteúdos.

Uma Curiosidade: O QR code foi criado no Japão em 1994 pela japonesa Denso-Wave, originalmente para identificar peças na indústria automobilística, a empresa não patenteou a invenção, pelo que a sua utilização desde sempre é livre para quem o queira utilizar.


2012-07-30

O fim da Kodak? Lá está, esqueceram-se de inovar!


O Wall Street Journal  noticiou na passada sexta feira que a Kodak, um dos pioneiros no desenvolvimento da fotografia e o grande responsável pela sua massificação e disseminação encontra-se em grandes dificuldades financeiras. "Hummm... não foi também o que aconteceu recentemente com a Nokia? Terão estes gigantes adormecido à sombra do sucesso alcançado e esquecido que o mercado está em constante desenvolvimento e mutação? Quem não inova simplesmente não sobrevive!

O infortúnio de uns acaba por ser a alegria de outros. Dois dos gigantes da atualidade, Apple e Google, já se preparam para ver quem consegue deitar as mãos a cerca de 1100 patentes avaliadas em $2,6 Biliões  que a Kodak pretende vender numa tentativa de impedir a falência e emergir como uma empresa viável.
O leilão, marcado para dia 8 de Agosto vai decorrer em dois lotes, um lote relacionado com a captura e processamento de imagens e outro lote relacionado com o armazenamento e analise de imagens.

Sendo que hoje em dia quase todos os telemóveis, smartphones, tablets e gadgets similares incorporam uma camera fotográfica será de esperar que este seja apenas o inicio de mais uma longa batalha entre estes dois gigantes.
Irá o futuro detentor da propriedade intelectual da Kodak impedir o seu concorrente de incorporar máquinas fotográficas nos seus dispositivos?
Seria uma jogada estratégica arrojada, se não fatal !

2012-07-16

disco rígido de confiança!

Uma das preocupações que tenho de tempos a tempos é a informação. Aliás, o risco associado à informação. E se, de repente, o disco do meu computador fosse destruído por um qualquer incidente? O que aconteceria à informação? Há duplicação? Quando falamos num plano pessoal, a duplicação, back-ups ou qualquer método de segurança de informação é muito mais falível. Pelos recursos utilizados e pela menor disciplina do método.

Na exame informática, em disco rígido que dura 1 milhão de anos, vem a informação sobre uma possível solução para todos os problemas. Um disco rígido que dura 1 milhão de anos? Fantástico. Claro que só para o protótipo se prevê um custo de 25 mil euros. Claro que o mercado está bem determinado e não me parece que esteja direcionado para o consumidor final. Claro! É óbvio! Mas, há uns anos atrás, quem diria que iríamos ter computadores pessoais?

2012-07-10

Quanto vale uma patente?



Esta poderia ser uma forma de responder à questão “porque devo patentear o meu trabalho?”
Pessoalmente gosto de acompanhar as tendências do mercado informático, smartphones e afins não só por serem áreas propensas à inovação mas porque o ritmo alucinante a que sucedem as melhorias, surgem os desenvolvimentos e os produtos são colocados no mercado permite observar num curto período de tempo o que numa industria tradicional poderia demorar décadas a acontecer. É quase como um “pequeno” grande laboratório de aprendizagem.
Já alguma vez se perguntaram “Afinal de contas neste smartphone que utilizo diariamente o que é que se encontra patenteado?”
Um gesto que todos os proprietários de smartphone já se habituaram a fazer é o famoso “Swipe to unlock” para desbloquear o dispositivo. Pois bem, um gesto também pode ser alvo de patente. O supremo tribunal de Londres acaba de dar razão à HTC numa disputa que decorria com a Apple em que esta reivindicava que a HTC estava a infringir a sua tecnologia e os seus direitos de patente.
Com esta queixa a Apple pretendia inviabilizar a venda dos dispositivos HTC no reino unido à semelhança do que já havia feito nos US com a Samsung.
Sem me alongar muito nos detalhes das inúmeras batalhas que tem sido travadas em tribunais um pouco por todo o mundo ao longo de vários meses, e muito menos questionando decisões de tribunais não posso deixar de considerar interessante a estratégia da Apple.
A verdade é que nos dias de hoje não é só o mercado quem dita as regras do jogo, os tribunais também tem uma palavra a dizer, e uma patente pode muito bem valer um mercado com a dimensão dos EU.