2010-09-30

reclamação e inovação - o gelado de baunilha!


A história seguinte circula de tempos em tempos na internet, e especialistas em atendimento ao cliente assumem-na como verdadeira. Se não é podia ser, e é sem dúvida um modelo a ser seguido na recepção de reclamações. Os problemas são grandes fontes de inovação, pois a necessidade de os resolver, promove a criatividade e o estudo do problema. Uma reclamação como esta identificou um problema. Depois de identificado, é só procurar a solução.

A história, que dizem ser uma descrição de um acontecimento real, começa quando o gerente da divisão de carros Pontiac, da GM dos Estados Unidos, recebeu uma curiosa carta de reclamação de um cliente.



Eis o que este escreveu: "Esta é a segunda vez que vos envio uma carta e não vos culpo por não me responderem. Eu posso parecer louco, mas o facto é que nós temos uma tradição na nossa família, que é a de comer gelado depois do jantar. Repetimos esse hábito todas as noites, variando apenas o tipo de gelado, e eu sou o responsável por o ir comprar. Recentemente comprei um novo Pontiac e desde então as minhas idas à gelataria transformaram-se num problema. Sempre que eu compro gelado de baunilha, quando volto da loja para casa, o carro não funciona. Se compro tipos variados de gelado (chocolate com creme e morango com ananás, entre outros) o carro funciona normalmente. Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas não importa o quão tola possa parecer a minha reclamação. O facto é que eu estou muito irritado com o meu Pontiac modelo 99".

A carta gerou tantas piadas entre o pessoal da Pontiac, que, o presidente da empresa acabou por receber uma cópia da reclamação. Resolveu levar o assunto a sério e mandou um engenheiro conversar com o autor da carta.

O funcionário e o reclamante, um senhor bem sucedido na vida e dono de vários carros, foram juntos à gelataria, no fatídico Pontiac. O engenheiro sugeriu apenas o sabor baunilha (como de costume) para testar a reclamação e o carro efectivamente não funcionou. O funcionário da GM voltou nos dias seguintes, à mesma hora, fez o mesmo trajecto, no mesmo carro, comprava sabores variados de gelados (ameixa com chocolate, morango com pedaços de frutas e baunilha com creme), e o carro pegava. O carro só não pegava na volta, quando o sabor escolhido era baunilha.

O problema acabou por ser uma obsessão para o engenheiro, que passou a fazer experiências diárias, anotando todos os detalhes possíveis e, depois de duas semanas, chegou à primeira grande descoberta:

Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo porque esse tipo de gelado estava bem à frente, na gelataria era apenas um sabor, e ele não comprava gelado de outros sabores.

Examinando o carro, o engenheiro fez uma nova descoberta: Como o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha, em comparação com o tempo de compra dos sabores variados, o motor não chegava a arrefecer. Com isso, os vapores de combustível não se dissipavam, impedindo que a nova partida fosse instantânea.

A partir desse episódio, a Pontiac mudou o sistema de alimentação de combustível e introduziu a alteração em todos os modelos a partir da linha 9. Mais do que isso, o autor da reclamação ganhou um carro novo, além da reparação do que não pegava com gelado de baunilha.

A General Motors distribuiu um memorando interno, exigindo que os seus funcionários levem a sério até as reclamações mais estapafúrdias, "porque pode ser que uma grande inovação esteja por detrás de um gelado de baunilha", diz a carta da GM!

2010-09-27

primeiro jogo português para a playstation 3

Esta é de facto uma boa notícia. Foi apresentado na feira Portugal Tecnológico o primeiro jogo português para a playstation 3. É o trabalho de desenvolvimento e criatividade de algumas empresas que têm apostado nesta área a dar os primeiros frutos. Espera-se que mais se sigam. Num mercado com um enorme potencial, os portugueses mostram-se e posicionam-se num mercado altamente competitivo.
Agora é provar que não foi obra do acaso e que há continuidade neste trabalho de vanguarda.

2010-09-19

JOHN CLEESE a importância da criatividade II

John Cleese é um humorista que já fez rir a maioria dos portugueses, Conheça-se ou não é uma figura incontornável e presente. Se falarmos em Monty Python talvez seja mais familiar. Neste vídeo de aproximadamente 10 minutos transmite-nos de forma sintética alguns ensinamentos que deveríamos ter para a vida.
Depois de rever o vídeo, lista-se um pequeno resumo dos momentos ou frases mais marcantes do discurso deste senhor:

1. Ser criativo

Todos os dias tento aprender algo de novo.
Meu Deus, sou criativo!

2. Ter brancas

Se me dava uma branca à noite, quando estava a escrever, ia para a cama.
Dormir sobre o problema e aparecer no dia seguinte a solução, era absolutamente extraordinário.

3. Reconstruir

Escrevi um script muito bom. Como sou desorganizado, perdi-o!
Comecei a escrever de novo. O que escrevi da 2.ª vez foi melhor. E mais rápido!

4. Quebrar

A coisa mais perigosa era ser interrompido, porque o fluxo de pensamento que se estava a ter não era reatado logo após a interrupção!
A chave para um processo criativo é evitar interrupções.

5. Ter ideias

É necessário ter a disponibilidade para sentir o click. Quando se sente o click, deve-se pegar nesse momento, e torná-lo sentido, trabalhado, reflectido, experienciado.
Mas se andam a correr todo o dia, com imensas actividades e stress, dificilmente terão qualquer ideia criativa.

6. Saber

A maior parte das pessoas que não faz a mínima ideia do que está a fazer, não faz a mínima ideia de que não faz a mínima ideia do que está a fazer.

7. Ser egoísta

Se as pessoas que mandam são muito egoístas, vão querer ter os louros de tudo o que acontece, e vão querer sentir que controlam tudo o que se passa e isso significa que, consciente ou inconscientemente vai haver um desencorajamento da criatividade nas restantes pessoas.

2010-09-11

erro


History of Greed - Vancouver Film School (VFS)

Este é o exemplo claro de um processo de aprendizagem! Aqui está explicado de uma forma simples como devemos utilizar o conhecimento. Um processo deveras importante para que pretende implementar a inovação!

E ainda estão perfeitamente definidos os objectivos pretendidos!

Já experimentei com notas de 200€, mas não resultou! Tenho que rever o processo!

2010-08-31

Viagem ao fundo do mar


A visão apresenta-nos de forma simples em Viagem ao fundo do mar - Visao.pt uma empresa que deixou de ser mais apenas mais uma.
As características inovadoras dos barcos desta empresa estão claramente a ter impacte no negócio.
A expansão da empresa para novas marinas é o passo seguinte.
Simples, eficaz e com resultados!

2010-07-25

erro


"A person who never made a mistake never tried anything new"
---------------------------------------------------------------------------- Albert Einstein

2010-07-24

telepatia homem-máquina


Na newsletter da exame informática, através do link http://aeiou.exameinformatica.pt/em-portugal-ja-ha-quem-controle-o-pc-com-o-pensamento-video=f1006744 podemos ter contacto com o que poderá ser um novo patamar na relação homem-máquina. É uma pseudo-telepatia, em que conseguimos eliminar periféricos como o rato e o teclado. Antevejo sucesso para este produto, e a sua utilização, numa primeira análise, é universal.
Salta de imediato à vista a utilização por pessoas com dificuldades motoras. Também o sector militar, vejo óculos tipo filme com computador incorporado, acessível só com o olhar. Praticamente todas as áreas em que as mãos estejam ocupadas e que possa ser importante ter acesso a um computador, GPS, ou outro equipamento que precise de inputs.
Vejo no rugby, no ténis e noutros desportos de alta competição, as repetições das jogadas comandadas pelos árbitros com o olhar (infelizmente o futebol não vejo tão facilmente neste grupo).
Já me vejo também em sessões de "terapia de sofá" a comandar a televisão só com o olhar!
Independentemente da utilização, vale a pena ver o artigo, pois leva-nos para um patamar até há pouco inimaginável.

2010-07-21

Nintendo: Hanafuda --> Super Mario --> WII --> ... -->...

No início da década de 80 o mercado de videogames entrou em decadência. Marcas como a Atari e Intellvisio, que detinham quotas importantes deste mercado, resolveram reorientar a sua estratégia e sairam deste mercado, fruto da sua análise e de pesquisas feitas na altura que diziam que os consumidores tinham perdido o interesse.

A Nintendo, com base nos mesmos estudos, optou por uma estratégia diferente: investiu tudo no sector das diversões electrónicas, mesmo com o seu forte associado aos jogos de cartas tradicionais (localmente, pois provavelmente não conhecem a bisca dos nove ou a sueca).O seu mercado alvo foram as crianças de 5 a 7 anos. Estas não tinham as resistências de outros mais velhos que tinham conhecido os jogos tradicionais. Esta foi uma porta de entrada para as casas das pessoas.

Depois de entrar pela porta dos fundos, foi mais simples que outros elementos das famílias se entusiasmassem com os jogos, até porque viam que eram diferentes dos jogos que conheciam. Jogos como o SuperMario Bros eram extremamente divertidos e os elementos mais velhos eram contagiados pelo entusiasmo dos mais novos.

Assim, foram desenvolvidos novos jogos com desafios diferentes e adequados a outras idades, garantindo o rejuvenescimento do sector e ficando com quotas de mercado na ordem de 80%, num segmento que tem tido um enorme crescimento.
(Baseado no livro "Janelas de Oportunidades", e na www.wikipedia.org)

Neste caso existe inovação a que nível? Processos, Produtos/Serviços, Marketing, Organizacional?

2010-07-09

A sociedade da inovação

Francisco Jaime Quesado, com uma capacidade de sintese admirável, no seu artigo de opinião A sociedade da inovação alerta-nos para o esforço de mudança que é necessário realizar. O que está em causa é uma mudança cultural, em que a confiança entre as partes e a cooperação estratégica são ingredientes essenciais para esta mudança de todo um paradigma e que responsabiliza todos - estado, cidadãos e organizações.
Para isso, é necessário ultrapassar determinadas características que temos, embora de fora escondida ou envergonhada. Entre essas características estão a desconfiança, a inveja e a falta de associativismo. Conseguindo ultrapassar estas características muito vincadas em nós, provavelmente herdadas de décadas de um estado novo não democrático, acredito que se possa utilizar a inovação como alavanca estratégica para a melhoria de desempenhos a diversos níveis, nos actores identificados anteriormente. Mas é preciso trabalhar. É preciso fazer alguma coisa. Provavelmente será necessário continuar as formações técnicas, continuando o trabalho de permanente melhoria da capacidade técnica, mas parece-me que a diferença está na focalização das organizações na formações comportamental. Este sim, parece-me ser o passo que falta dar, mas que é dificil de assumir. A inovação terá possibilidade de ser muito mais uma prática do que uma buzzword, como é actualmente, contribuindo de forma efectiva para uma aproximação a níveis de desenvolvimento em que os índice de desenvolvimento social, juntamente com os recentes "índices de felicidade" aumentam de forma significativa.

Inovação de Marketing


Implementação de novos métodos de marketing, envolvendo melhorias significativas no design do produto ou embalagem, preço, distribuição e promoção.
A distinção de outras actividades de marketing tem a ver com o carácter inovador para as empresas.
O objectivo é aumentar as vendas através da melhor satisfação das necessidades dos mercados, da alteração de posicionamento ou da abertura de novos mercados.
Produto: alterações significativas no design do produto, nas suas funcionalidades, na forma e aparência, sabor, fragrância, embalagens.
Preço: introdução pela primeira vez de novas estratégias de preço (ex: preços diferenciados, leilões, gestão da capacidade, preços diferenciados por segmento de mercado, descontos, etc.).
Distribuição: Introdução de novos canais de vendas, entendido como métodos utilizados para venda dos produtos ou serviços e não métodos de logistica (ex: utilização de sistemas de franchising, abertura de lojas próprias, novos conceitos de licenciamento, novos conceitos para apresentação dos produtos, etc.).
Promoção: utilização de novos conceitos e técnicas. Primeira utilização de publicidade na TV, marca, alterações de símbolos e da imagem corporativas, introdução de um sistema de informação personalizado, cartões de fidelidade, etc.).
Fonte: NP 4456:2006 – Terminologia e definições das actividades de IDI

Inovação Organizacional


Implementação de novos métodos organizacionais na prática do negócio, organização do trabalho e/ou relações externas.
Novos métodos organizacionais: implementação de novos métodos para organização das actividades de rotina e desenvolvimento de novos procedimentos para desenvolvimento do trabalho. (ex: novos processos de gestão do conhecimento, novos processos de formação, avaliação e desenvolvimento de Recursos Humanos ou gestão da cadeia de valor, reengenharia de negócio, gestão do sistema da qualidade, etc).
Organização do trabalho: implementação de novos métodos para a distribuição de responsabilidades, tomada de decisão, novos conceitos para estruturar as actividades tais como integração de diferentes unidades. (ex: implementação de sistemas de “buil-to-order, novos sistemas de tomada de decisão, etc.).
Relações externas: implementação de novas formas de relacionamento com outras empresas. Não inclui fusões e aquisições. Estabelecimento de novas formas de colaboração, novos métodos de integração com fornecedores, novas formas de subcontratação ou consultoria.
Fonte: NP 4456:2006 – Terminologia e definições das actividades de IDI

Inovação de Processos


É a implementação de novos ou significativamente melhorados processos de fabrico, logística e distribuição:
Métodos novos ou significativamente melhorados no fabrico ou produção de bens ou serviços;
Métodos novos ou significativamente melhorados de logística, de entrega ou de distribuição;
Actividades novas ou significativamente melhoradas de apoio a processos (ex: sistemas de manutenção, sistemas de informação, sistemas de contabilização, etc.) .
Fonte: NP 4456:2006 – Terminologia e definições das actividades de IDI

Fonte da imagem: http://www.nestle.pt/Upload/Files/Images/Processo%20fabrico%20gelados.jpg

LEGENDA

1 - Matérias-primas
2 - Pesagem
3 - Mistura
4 - Homogeneização
5 - Pasteurização
6 - Refrigeração
7 - Maturação da mistura
8 -Congelador contínuo
9 – Máquina automática para gelados com pau
10 – O produto é embalado automaticamente
11 – Caixas para transporte
12 – Câmara fria

A – Adição de frutos ao gelado
B – Mistura dos frutos
C – Túnel de congelação